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Gestão de consumo de combustível

Tipos de combustível: gasolina, etanol, GNV e diesel

Jade Zart Jade Zart 7 min de leitura
Tipos de combustível: gasolina, etanol, GNV e diesel

O melhor caminho para ter acesso a um combustível de qualidade, é possuir parcerias em postos de combustível para ter mais confiança da procedência do produto. 

Durante o planejamento das rotas, também se pode adicionar, com antecedência, paradas estratégicas para abastecer. Assim, há uma maior garantia da bandeira do combustível e que o motorista não irá simplesmente parar no local mais barato que encontrar no caminho.

A verdade é que, a escolha certa de combustível contribui para o bom funcionamento do caminhão. Por isso, quanto mais você se importar com o tipo de combustível que entra nos veículos da frota, menores serão os prejuízos. 

Entenda mais:

O que classifica um combustível de qualidade?

Fatores como a bandeira do posto (Petrobras, Shell, Ipiranga, etc.) e presença do selo de qualidade INMETRO são indispensáveis para saber se o combustível é de alta qualidade.

Os postos confiáveis também apresentam bombas lacradas com todas as informações exigidas pela ANP – CNPJ, além do endereço do posto. 

No caso do etanol, na lateral da bomba, há um termodensímetro — aparelho que mede a densidade e temperatura dos líquidos —, que indica a qualidade do etanol hidratado. 

Quando for um produto de qualidade, deve ser  transparente e a linha vermelha precisa estar, no máximo, nivelada com o combustível.

Como identificar se um combustível é adulterado?

Infelizmente, isso não é possível. 

Porém, há alguns indicativos, como o cheiro do posto. Se sentir algo similar a solventes e querosene, deve evitar voltar a esse local, pois são sinais fortes de adulteração.

Quais são os tipos de combustíveis?

Gasolina Comum

Conhecemos bem esse produto, sendo o principal utilizado no dia a dia da população brasileira. 

Por ser derivado do petróleo, pode prejudicar o meio ambiente de duas formas, tanto pela exploração do recurso natural quanto pela emissão de gases poluentes em sua queima.

Suas principais características são:

  • Possuir 27% de etanol anidro (obrigatório por lei);
  • Octanagem mínima de 87 IAD (índice antidetonante);
  • Teor máximo de enxofre é 50 ppm (partes por milhão).

Gasolina Aditivada

Semelhante a gasolina comum, a diferença é que tem um acréscimo de detergentes dispersantes. Dessa forma, ao utilizar a gasolina aditivada, o líquido auxilia na limpeza e lubrificação das peças do motor, melhorando o seu desempenho. 

Outro ponto positivo é que é menos poluente que a comum.

Gasolina Premium

Esse tipo de gasolina provavelmente não será utilizada na frota, pois é voltada para veículos mais potentes, como os esportivos de luxo. Já em outros tipos de carro, não será completamente aproveitada, pois o efeito se torna o mesmo da gasolina aditivada.

Gasolina formulada

Esse tipo de combustível possui o produto derivado do petróleo e outros materiais em sua composição. Por isso, pode não ser totalmente segura. Inclusive, os postos devem indicar na bomba se a gasolina vendida é a formulada.

De maneira geral, não têm diferença de utilizar uma gasolina comum.

Etanol

Considerado um dos combustíveis que contribuem para o objetivo de sustentabilidade, o etanol é produzido com fontes vegetais. Geralmente, ele gera um alto desempenho aos veículos e é mais barato na hora de abastecer.

O ponto negativo: ele queima mais rápido que a gasolina.

Etanol aditivado

Sua variação é o etanol aditivado, que promove limpeza e proteção do sistema de injeção, evita a formação de ferrugem e reduz o atrito entre as peças do motor. 

Como o etanol comum não produz resíduos, a diferença entre os combustíveis é mínima e seus benefícios devem ser avaliados para cada veículo.

Gás Natural Veicular (GNV)

Geralmente, o combustível é originário do gás natural. Mas, como a sua base é o metano, também pode vir do biometano. 

Para os carros que já foram desenvolvidos para esse tipo de combustível, é uma alternativa mais barata e de menor impacto ambiental. Outra questão dessa alternativa são os preços mais atrativos.

Porém, se for adaptar o carro para utilizar o gás, pode ter uma perda de eficiência e rendimento.

Diesel

Há três opções de diesel disponível para abastecer os veículos pesados, os principais utilizados no transporte de cargas e passageiros:

S-10

Esse é o diesel mais ecológico, porque sua composição tem somente 10 ppm (partes por milhão) de enxofre. 

Embora seja popular, nem todos os veículos têm um bom desempenho com ele. Portanto, é preciso avaliar os modelos disponíveis na frota e o desempenho que tem caso utilize o S-10.

S-500

A única diferença do S-500 para o S-10, é que sua composição apresenta 500 ppm de enxofre, sendo uma alternativa mais poluente que a anterior. Por esse motivo, seu uso é indicado apenas para locais longe da civilização.

Apesar disso, é o tipo de diesel mais utilizado para caminhões.

S-1800

Seguindo a lógica de nomeação dos tipos de diesel, essa alternativa possui 1800 ppm de enxofre. Se o S-500 já é um combustível de queima mais poluente, o S-1800 consegue ser pior ainda.

Por esse motivo, a sua venda é restrita a mineradoras, termelétricas, ferrovias e outros tipos de equipamentos pesados autorizados, sendo proibido utilizá-lo em caminhões.

Qual é o melhor combustível para usar na frota?

A melhor opção de combustível para os caminhões da frota é o diesel. Em outros tipos de veículos, é preciso identificar no manual e conferir a compatibilidade com os diferentes tipos de combustíveis.

Além disso, para identificar o melhor combustível, é preciso abastecer e acompanhar o desempenho dos veículos. Afinal, a melhor maneira de tirar boas conclusões é avaliando dados reais e concretos da sua rotina.

De maneira geral, você precisa de um plano de abastecimento que considera três fatores primordiais: 

  1. Conhecer os modelos e desempenho dos motores.
  2. Identificar os preços nas bombas.
  3. Registrar os quilômetros rodados com cada tipo de combustível.

Outros pontos que podem ser avaliados são a frequência de uso do veículo, a economia gerada e a proposta de sustentabilidade da frota.

Qual o impacto de um combustível de qualidade no desempenho do veículo?

Um combustível de qualidade pode proporcionar economia no consumo da frota e no orçamento. Dessa forma, reduzindo os gastos da operação e fornecendo mais margens para realocar os recursos da operação.

Ainda mais, reduzir a emissão de gases poluentes que prejudicam a natureza e a saúde é um motivo importante e relevante atualmente. Algo que você deve prestar atenção.

Limpar e descontaminar o motor e sistemas catalisadores do veículo também faz parte do que determina a qualidade de um combustível — embora seja uma característica apenas dos tipos aditivados.

Quais danos o combustível de má qualidade pode causar?

Dentre os problemas gerados por um combustível de baixa qualidade estão os danos ao motor e ao sistema de injeção eletrônico, sendo que estes são os principais componentes do veículo a estarem em contato com o produto.

A queima do combustível acontece através desses mecanismos, após entrar na bomba, a gasolina ou diesel passa pela injeção eletrônica para chegar ao motor e ser queimado, gerando a movimentação do veículo.

É bem conhecido que a gasolina e diesel aditivados ajudam na limpeza do motor e mecanismos que levam o combustível até ele.

No caso de uma adulteração, o efeito é quase o oposto: gerando entupimento da bomba, desgaste nas peças do motor e falhas no funcionamento do veículo. Da mesma maneira, também desgasta o próprio sistema de injeção eletrônica.

Outro contratempo decorrente são os problemas com a aceleração, impactada diretamente pelo funcionamento do motor.

Combustível de qualidade ajuda a diminuir o consumo da frota?

Sim. Os combustíveis adulterados possuem uma queima rápida, liberam sujeiras que contaminam os componentes do caminhão e podem ainda gerar problemas na partida, aumentando muitos gastos com manutenção.

Por outro lado, um combustível de qualidade, além de não causar todos esses problemas, melhora o desempenho do caminhão e aumenta a vida útil de suas peças, garantindo um bom funcionamento do veículo e segurança nas operações de transporte.

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Perguntas frequentes

Como saber se o combustível de um posto é de qualidade?

Alguns sinais ajudam: a bandeira do posto — Petrobras, Shell, Ipiranga — e o selo de qualidade do INMETRO são indispensáveis. Postos confiáveis mantêm as bombas lacradas com as informações exigidas pela ANP, incluindo CNPJ e endereço. No caso do etanol, o termodensímetro na lateral da bomba indica a qualidade: o líquido deve estar transparente e a linha vermelha, no máximo nivelada com o combustível.

Dá para identificar combustível adulterado na hora de abastecer?

Não, a adulteração não é identificável na hora. O que existe são indícios: se o posto exala cheiro parecido com solvente ou querosene, isso é sinal forte de adulteração e vale evitar voltar ao local. Como prevenção, o caminho é fechar parcerias com postos de procedência conhecida e programar as paradas de abastecimento já no planejamento das rotas, em vez de deixar o motorista escolher o ponto mais barato do trajeto.

Qual é a diferença entre os diesel S-10, S-500 e S-1800?

O número indica quantas partes por milhão de enxofre há na composição. O S-10 tem 10 ppm e é o mais ecológico dos três, embora nem todo veículo tenha bom desempenho com ele. O S-500 tem 500 ppm, é mais poluente e, ainda assim, é o mais utilizado em caminhões. Já o S-1800, com 1800 ppm, tem venda restrita a mineradoras, termelétricas, ferrovias e outros equipamentos pesados autorizados — em caminhão, seu uso é proibido.

Vale a pena usar combustível aditivado na frota?

Depende do veículo. Na gasolina aditivada, os detergentes dispersantes ajudam a manter limpas e lubrificadas as peças do motor, e ela polui menos que a comum. Já a versão aditivada do etanol limpa e protege o sistema de injeção, previne a formação de ferrugem e diminui o atrito entre peças — só que o etanol comum não deixa resíduos, então a diferença entre os dois é mínima. Limpar e descontaminar o motor é característica só dos tipos aditivados.

Que danos um combustível de má qualidade pode causar ao caminhão?

Os componentes mais expostos são o motor e o sistema de injeção eletrônica, que ficam em contato direto com o produto. Em caso de adulteração, os efeitos incluem entupimento da bomba, desgaste das peças do motor, falhas de funcionamento e problemas de aceleração. Combustíveis adulterados também queimam rápido e liberam sujeira que contamina componentes do caminhão, podendo gerar problemas na partida e elevar os gastos com manutenção.

GNV compensa para veículos de frota?

O GNV vem do gás natural, mas como sua base é o metano também pode ter origem no biometano. Em veículos que já foram projetados para esse combustível, é uma opção mais barata e com menor impacto ambiental, com preços atrativos na bomba. A ressalva está na adaptação: se o carro for convertido para usar gás, pode haver perda de eficiência e de rendimento.

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