As regras do CIOT mudaram. Tire suas dúvidas em segundos.  Acessar o assistente gratuito →
Gestão de frotas

Depreciação de veículos na frota: como calcular e diminuir o impacto

Jade Zart Jade Zart 6 min de leitura
Depreciação de veículos na frota: como calcular e diminuir o impacto

A depreciação de veículos precisa entrar no planejamento antes da troca de caminhões ou da renovação da frota. Ela representa a perda de valor do bem ao longo do tempo e pode influenciar a decisão de manter, vender ou substituir um veículo.

Quilometragem, conservação, histórico de manutenção, demanda do mercado e características do modelo podem afetar o valor de revenda. Para uma frota que pretende vender veículos usados, acompanhar esses fatores evita que a discussão comece apenas quando o ativo já precisa sair da operação.

O cálculo tem finalidades diferentes. Um número gerencial ajuda a projetar custo e reposição; a depreciação contábil segue critérios que devem ser definidos com a área responsável. Entenda os fatores e os cuidados envolvidos:

Por que a sua operação sofre com a depreciação de veículos?

Tempo de fabricação

O tempo de fabricação é um dos fatores considerados na avaliação de um veículo. Mesmo quando permanece parado, o bem envelhece e pode exigir cuidados com componentes, documentação, conservação e disponibilidade de peças.

Não existe um percentual único de desvalorização válido para todo modelo ou período. Preço de compra, condição do veículo, demanda, região e cenário de mercado podem gerar resultados diferentes. Por isso, use referências de mercado como apoio e mantenha também o histórico da própria frota.

Conservação do veículo

O estado de conservação mostra como o veículo foi cuidado e influencia a avaliação de quem pretende comprá-lo. Dois veículos do mesmo ano, com quilometragem semelhante, podem ter valores diferentes quando apresentam histórico, acabamento, componentes ou condição geral distintos.

Inspeções, registros de serviços e correções feitas no momento adequado ajudam a demonstrar como o ativo foi acompanhado. Isso não garante preço de venda, pois há fatores externos à empresa, mas dá mais informação para a negociação e para a decisão de manter ou substituir o veículo.

Quilômetros rodados

A quilometragem é outro dado observado na revenda e na gestão do ciclo de vida. Muitos quilômetros rodados podem estar associados a maior uso de componentes e necessidade de manutenção, mas o número precisa ser lido junto de tipo de operação, idade, conservação e histórico de serviço.

Evite tratar uma quilometragem específica como limite universal para definir se o veículo é novo, seminovo ou usado. As referências variam conforme categoria, modelo e mercado. O mais útil é comparar veículos equivalentes e registrar o custo, a disponibilidade e as intervenções ao longo do uso.

Manutenção preventiva e correções feitas antes de um dano maior podem contribuir para preservar a condição do veículo. Elas não impedem a depreciação, mas podem reduzir situações de desgaste acelerado ou histórico incompleto que prejudiquem a avaliação.

Poucos recursos tecnológicos

As características e os recursos de um veículo também podem afetar o interesse de compradores. O efeito varia conforme o tipo de caminhão, a aplicação, a região e o que o mercado procura no momento da venda. Um recurso valorizado em uma operação pode não ser relevante em outra.

Antes de fazer alterações para tentar elevar o valor do ativo, avalie compatibilidade, garantia, requisitos técnicos e impacto sobre manutenção. Modificações mecânicas ou elétricas sem o cuidado adequado podem criar novos custos ou dificultar a venda, em vez de melhorar a avaliação.

Como calcular a depreciação de veículos

Há pelo menos duas leituras úteis: a gerencial e a contábil. Elas não devem ser confundidas, porque respondem a necessidades diferentes. A primeira ajuda a gestão a estimar o custo de uso e a reposição; a segunda deve obedecer às políticas contábeis e tributárias aplicáveis à empresa.

Cálculo gerencial

Como estimativa gerencial simples, é possível calcular a diferença entre o valor de compra e o valor de venda ou valor residual esperado e dividi-la pelos meses de uso previstos. O resultado mostra uma média mensal para planejamento, não uma garantia de que o veículo será vendido por aquele valor.

Por exemplo:

R$ 120.000 (valor de compra) − R$ 90.000 (valor estimado de venda) = R$ 30.000

R$ 30.000 ÷ 60 meses de uso = R$ 500 de depreciação gerencial média por mês

Referências de mercado, como a tabela FIPE quando ela for aplicável ao veículo, podem ajudar a construir uma expectativa. Compare também propostas reais, estado de conservação e veículos equivalentes, pois uma tabela não substitui a avaliação do ativo específico.

Inclua essa estimativa nos custos fixos da operação quando ela fizer parte do modelo de custos da empresa. Reserve e revise o planejamento de aquisição com base nas premissas registradas, em vez de tratar a média mensal como valor definitivo.

Cálculo contábil

O cálculo contábil deve ser feito conforme as regras e políticas aplicáveis à empresa, considerando vida útil, valor residual e o método adotado. Essas definições podem não coincidir com a perda de valor percebida no mercado ou com a estimativa gerencial de revenda.

Por esse motivo, a área contábil deve validar a taxa, o prazo e os registros usados. Isso reduz o risco de usar uma regra genérica para todos os veículos e permite que orçamento, demonstrações e decisões de compra sejam analisados com o critério correto.

Confira o vídeo sobre o tema:

Como você pode evitar a depreciação de veículos?

A depreciação não pode ser eliminada, mas a frota pode reduzir fatores que aceleram desgaste ou diminuem a qualidade do histórico do veículo. As ações abaixo ajudam a cuidar do ativo e a tomar decisões com mais informação.

Treine e capacite os motoristas

Treinamentos de motoristas podem abordar direção defensiva, procedimentos de inspeção e comunicação de problemas. Quem usa o veículo diariamente pode perceber alterações e registrar uma ocorrência para que ela seja avaliada pela equipe responsável.

O treinamento não deve transferir ao motorista o diagnóstico técnico ou a responsabilidade por toda conservação. Ele precisa fazer parte de um processo que ofereça orientação, canal de registro e encaminhamento de manutenção quando necessário.

Aposte em sistemas para gestão de frotas

Um sistema de gestão pode concentrar dados sobre gastos, manutenção, inspeções e histórico de veículos. O valor está em usar essas informações para acompanhar custos, identificar pendências e discutir ações, e não apenas em gerar relatórios.

Soluções de gestão de manutenção e checklist eletrônico podem apoiar o registro de condições observadas e o encaminhamento de não conformidades. Antes de escolher uma ferramenta, defina quais dados precisam ser coletados, quem preencherá os registros e como a equipe responderá a eles.

Invista em manutenção preventiva

Uma rotina preventiva ajuda a acompanhar componentes e a corrigir problemas antes que eles se agravem. O efeito depende da qualidade do plano, da execução do serviço e da análise do histórico; não é uma promessa de valor de revenda, mas uma prática que contribui para conservar o veículo.

Mão de obra qualificada, inspeções e registros de serviços tornam o histórico mais consistente. Quando uma alteração é identificada, a empresa pode decidir entre corrigir, monitorar ou retirar o veículo da atividade de acordo com seu procedimento e avaliação técnica.

O Checklist Eletrônico da Prolog permite estruturar questionários de inspeção e registrar apontamentos para encaminhamento. Conheça o Checklist Eletrônico e suas funcionalidades para a rotina da frota.

// newsletter

Conteúdo de gestão de frotas, direto no seu e-mail

Artigos sobre pneus, manutenção e operação de frotas. Sem spam.

Leia também

Acesse gratuitamente o Assistente de CIOT da Prolog