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Gestão de frotas

Gestão financeira de frotas: como controlar custos

Jade Zart Jade Zart 6 min de leitura
Gestão financeira de frotas: como controlar custos

Os gestores de frotas podem reduzir gastos e otimizar o gerenciamento por meio de sistemas, políticas, equipamentos e estratégias de manutenção.

Antes de equipar os veículos com tecnologias adicionais ou implementar estratégias para economizar combustível, é importante avaliar sua frota, os custos que já aparecem na operação e as ferramentas disponíveis para fazer uma gestão de frotas eficiente, incluindo a gestão financeira dos veículos da empresa.

Continue a leitura e veja como realizar uma gestão financeira de sua frota sem erros, quais controles ajudam no dia a dia e quais práticas podem apoiar a economia no abastecimento e na manutenção. Acompanhe!

Como fazer a gestão financeira de frotas?

A gestão financeira de frotas pode ajudar a economizar nos gastos com abastecimento e manutenção, permitindo que os gestores tenham mais controle, previsibilidade e praticidade em sua rotina.

Para facilitar e realizar esse gerenciamento de maneira efetiva, o primeiro passo é organizar os registros de abastecimento, manutenção, quilometragem, rotas, responsáveis e custos por veículo. Quando essas informações ficam dispersas, a empresa até paga as despesas, mas não consegue entender quais veículos, trajetos ou hábitos estão elevando o gasto.

A utilização de ferramentas e rotinas de controle gera a oportunidade de obter economias financeiras com melhorias na economia de combustível, menos falhas de processo e decisões mais rápidas. Conheça essas ferramentas aliadas a seguir.

Gestão financeira de frotas: quais ferramentas utilizar?

Ferramentas que auxiliam a gestão financeira de frotas são processos de acompanhamento, registro, parametrização e análise das atividades nas quais os veículos de sua empresa fazem parte.

Os gestores geralmente têm acesso a relatórios com base nessas atividades, que fornecem informações sobre tendências, frequências de abastecimento e manutenção, e identificam áreas potenciais de melhoria.

Veja como funcionam essas ferramentas:

Cartão e Sistema de Gestão de Frotas

O gerenciamento de combustível da frota não precisa ser complicado. O essencial é que cada abastecimento tenha registro confiável, permita conferência posterior e alimente relatórios para comparar veículos, motoristas, centros de custo e rotas.

Um cartão de gestão de frotas, quando integrado a um sistema de controle, pode concentrar despesas de combustível e manutenção em uma rotina mais organizada. O gestor passa a acompanhar a movimentação financeira por um portal ou aplicativo e consegue reduzir a dependência de planilhas, comprovantes soltos e cálculos manuais.

Isso permite que os dados da compra de combustível cheguem ao software de gerenciamento com menos retrabalho, ajudando a manter histórico, responsável, valor, data e demais informações necessárias para análise.

Com cartões e sistemas de gestão de frotas, você pode limitar cobranças indevidas, cruzar dados, gerar relatórios e ter mais controle sobre parâmetros importantes da operação. Para abastecimento, também vale manter uma política clara de postos e fornecedores: no Brasil, a revenda de combustíveis automotivos depende de autorização da ANP, e a consulta pública da agência permite verificar dados cadastrais e a situação dos revendedores.

Telemetria Veicular

A telemetria veicular é uma tecnologia do mercado que pode monitorar o comportamento do motorista e fornecer feedback para apoiar a redução do consumo de combustível. Dispositivos de feedback ao motorista podem ajudar a dirigir de forma mais eficiente, e práticas como evitar aceleração rápida, frenagens bruscas e excesso de velocidade ajudam a reduzir desperdícios.

Esses sistemas também podem oferecer informações como velocidade, distância percorrida, localização e tempos de parada, dependendo da solução contratada. Os motoristas podem receber alertas ou consultar relatórios posteriormente, e os gerentes de frota podem usar essas informações para orientar treinamentos e políticas internas.

Algumas frotas combinam análise de motoristas, veículos e rotas para identificar oportunidades de economizar combustível, como minimizar partidas e paradas agressivas, limitar a marcha lenta e manter velocidade constante quando o contexto de segurança permitir.

Dicas para melhorar a eficiência da sua frota

Mesmo os gestores de frotas mais experientes podem se beneficiar com algumas dicas para melhorar o gerenciamento dos veículos da empresa. Veja algumas:

Treinamento dos motoristas

A economia de combustível é reduzida por marcha lenta, excesso de velocidade, troca de marchas frequente ou inadequada, aceleração, frenagem agressiva ou frequente e rotas tortuosas. Muitas empresas treinam seus motoristas para adotar práticas de economia de combustível.

O treinamento deve transformar dados em conduta prática: orientar aceleração gradual, antecipação de frenagens, respeito aos limites de velocidade, redução do tempo parado com o motor ligado e planejamento das paradas. A direção agressiva desperdiça combustível, e a economia costuma cair rapidamente em velocidades acima de 50 mph, segundo referência de eficiência energética dos Estados Unidos. A marcha lenta também consome combustível: a estimativa citada pela mesma fonte fica entre um quarto e meio galão por hora.

Fornecer incentivos

Em combinação com programas de treinamento, os gerentes de frota podem incentivar os motoristas a adotar uma direção eficiente, oferecendo incentivos e reconhecimento.

O incentivo funciona melhor quando a regra é transparente. Em vez de premiar apenas quem gasta menos, avalie indicadores comparáveis por tipo de rota, carga, veículo e condição de uso. Assim, a empresa reduz distorções e reforça comportamentos que realmente dependem do motorista, como evitar acelerações bruscas, reduzir marcha lenta e comunicar falhas percebidas no veículo.

Implementar políticas

Empresas públicas e privadas podem implementar políticas para estabelecer metas mínimas de eficiência, exigir métodos para economizar combustível ou estabelecer metas para reduzir emissões.

Algumas políticas corporativas especificam velocidades máximas de direção para segurança. As frotas também podem desenvolver listas de equipamentos ou estabelecer limitações na quantidade de carga transportada em um veículo.

Essa política deve definir quem abastece, onde abastece, como comprova a despesa, quais dados precisam ser registrados e em que situações uma exceção é permitida. Também pode prever verificação periódica dos fornecedores usados pela frota, já que postos e revendedores de combustíveis automotivos precisam estar autorizados pela ANP.

Otimizar rotas

O planejamento de rotas otimizadas ajuda a maximizar a eficiência do veículo, reduzindo a distância percorrida, paradas nos sinais, o tempo gasto no trânsito e o número de veículos necessários para as rotas.

Além de escolher caminhos mais curtos, a otimização deve considerar janelas de entrega, concentração de atendimentos na mesma região, horários de maior trânsito e necessidade real de deslocamento. Viagens curtas com motor frio tendem a piorar a economia de combustível em comparação com o motor aquecido, e combinar tarefas em uma única viagem pode economizar tempo e dinheiro.

Faça a manutenção correta dos veículos

Realizar corretamente a manutenção da frota promove a economia no abastecimento com a implementação de práticas rigorosas de manutenção preventiva. Os motoristas devem ser cautelosos com dispositivos e aditivos que alegam melhorar a economia de combustível e reduzir a poluição, pois podem não ser legítimos.

Também vale padronizar verificações simples, como pneus, óleo, alertas no painel e inspeções de rotina. A calibragem correta pode melhorar o consumo, e usar o óleo de motor recomendado pelo fabricante também ajuda na economia. Quando a luz de verificação do motor acende, a recomendação é levar o veículo para inspeção por um mecânico.

Vimos que uma gestão de frotas eficiente é fundamental para o bom funcionamento da frota, independente do tamanho e dos tipos de veículos que sua empresa possui.

E a melhor maneira de fazer esse gerenciamento é combinar controle financeiro, dados confiáveis, políticas internas e manutenção preventiva. Com essa base, o gestor deixa de olhar apenas para o gasto depois que ele acontece e passa a atuar sobre as causas que aumentam abastecimento, manutenção e retrabalho.

Revise os registros da sua frota, padronize as regras de abastecimento e manutenção e use os relatórios para decidir onde cortar desperdícios sem comprometer a operação.

Perguntas frequentes

Meu maior gasto é combustível e não consigo enxergar para onde ele vai. Como fazer esse controle?

O primeiro movimento é avaliar a frota, os registros existentes e as ferramentas já disponíveis, antes de comprar tecnologia nova. Um cartão de abastecimento ligado a um sistema de gestão pode registrar a compra de combustível no software, reduzir digitação manual e permitir que o gestor acompanhe a movimentação financeira por portal ou aplicativo. Também é importante padronizar posto, responsável, veículo, data, valor e motivo de cada abastecimento.

Como reduzir o consumo de combustível sem trocar os veículos da frota?

Boa parte do ganho está em conduta e processo. A direção agressiva, com velocidade elevada, aceleração rápida e frenagem brusca, desperdiça combustível. Também vale reduzir marcha lenta, planejar rotas, combinar deslocamentos quando possível, treinar motoristas e reconhecer práticas de direção eficiente. A manutenção preventiva completa o controle, porque veículo mal cuidado tende a consumir mais.

Que políticas internas ajudam no controle financeiro de uma frota?

A frota pode criar regras para abastecimento, comprovação de despesas, uso de fornecedores, limites de velocidade, metas de eficiência, manutenção preventiva e carga transportada. No caso de combustível, também é prudente verificar se o revendedor está autorizado pela ANP e registrar a situação dos fornecedores usados com frequência.

Vale a pena aditivo ou dispositivo que promete economizar combustível?

Cautela. A recomendação para o motorista é desconfiar de aditivo ou dispositivo que prometa reduzir a poluição e melhorar a economia de combustível, porque esses produtos podem não ser legítimos. Antes de apostar nesse tipo de promessa, o caminho mais concreto é a manutenção correta dos veículos, com atenção a pneus, óleo recomendado pelo fabricante e inspeção mecânica quando houver alerta no painel.

Que ferramentas entram na gestão financeira de uma frota?

Entram sistemas de gestão, cartões de abastecimento, relatórios de despesas, políticas internas, rotinas de manutenção e, quando fizer sentido para a operação, tecnologias de mercado como telemetria e dispositivos de feedback ao motorista. O objetivo é transformar abastecimento, manutenção, rotas e conduta em dados comparáveis para o gestor agir sobre desperdícios.

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