Como saber a pressão correta do pneu do caminhão
Manter a pressão correta dos pneus é fundamental para uma viagem segura e sem imprevistos.
Você já leu que é preciso calibrar os pneus a cada 7 dias?
Essa rotina semanal é uma forma conservadora de manter a pressão sob controle, porque a perda de ar acontece naturalmente: pneus podem perder até 1 psi por mês. Antes da calibragem, a aferição (verificação) da pressão deve ser feita com frequência para evitar erros e identificar situações que aceleram a perda de ar.
Dentre elas, estão furos e cortes na borracha, falhas de vedação ou problemas na válvula de enchimento. Um furo profundo, por exemplo, pode fazer o pneu começar a perder pressão.
A aferição semanal não precisa ser tratada como regra fixa para toda frota. Fabricantes indicam verificar a pressão a cada duas a quatro semanas e sempre antes de viagens mais longas ou quando houver carga adicional; na operação de caminhões, dá para encurtar esse intervalo conforme o tipo de estrada, o peso transportado e o histórico de perda de pressão.
O importante é realizar o acompanhamento de pressão, pois ele ajuda a evitar decisões no escuro sobre calibragem, desgaste e segurança.
Além de reduzir os diversos problemas que podem acontecer pela calibragem inadequada dos pneus, como perda de dirigibilidade, maior distância de frenagem, aquecimento excessivo, estouro de pneus, aquaplanagem, derrapagem e tombamento de veículo.
Fora essas questões mais pontuais, também há o desgaste excessivo e/ou irregular da banda de rodagem, que pode ser uma consequência de não ter a pressão ideal.
Então:
Qual é a pressão correta dos pneus de caminhão?
Essa é uma pergunta difícil de responder, pois cada modelo de pneu tem uma pressão mais recomendada. O veículo em que ele está instalado, a carga aplicada por eixo, a posição de montagem e até a estrada enfrentada podem influenciar a pressão de trabalho.
Por exemplo, um pneu radial da Goodyear de medida 7.00R16, e índice de carga 113/112, em uma montagem simples, para uma carga incidente de 1.250 kg, a pressão recomendada é de 85 psi — confira na tabela.
Está vendo como há vários fatores para determinar a pressão mais adequada?
E isto é apenas uma recomendação do próprio fabricante, tendo em vista essa única marca e modelo de pneu. Para outros pneus e veículos, o ponto de partida deve ser a recomendação do fabricante do veículo ou do pneu, conforme a aplicação.
Vale ressaltar que ajustes na rotina de conferência podem ser necessários conforme o clima enfrentado. A leitura fica mais confiável quando a pressão é medida com os pneus frios, antes de rodar ou depois de tempo suficiente parados. Por isso, durante o inverno ou em mudanças bruscas de temperatura, é prudente aumentar a atenção e o cuidado com a calibragem dos pneus da frota.
Resumidamente, a pressão correta dos pneus depende de quais modelos você está lidando e dos demais fatores apresentados até aqui. Agora, você deve estar pensando:
Como saber a pressão correta dos pneus?
Essa resposta é um pouco mais fácil. Todos os fabricantes de pneu já indicam uma pressão mais adequada para cada modelo. Porém, para saber a pressão ideal de calibragem dos pneus da frota, você precisa realizar o monitoramento dela:
Toda semana, use um aferidor, eletrônico ou manual, para ver a pressão que está no momento. Sempre que possível, faça a leitura com os pneus frios e use um manômetro confiável e preciso. Simultaneamente, você precisa analisar o nível de desgaste dos pneus através da profundidade dos sulcos.
Isto porque esse desgaste está diretamente relacionado com a calibragem. Quando a pressão está baixa, o desgaste tende a ser mais rápido e pode aparecer com mais força nos ombros do pneu. Já para uma calibragem alta, o desgaste irregular costuma ficar mais perceptível no centro da banda de rodagem.
Caso a calibragem seja ideal — e não tenha nenhum outro problema no veículo (alinhamento, balanceamento, suspensão, etc.) —, você vai notar que o desgaste acontece de maneira regular ao longo de toda a banda.
Dessa maneira, através do desgaste dos sulcos, você consegue entender se a pressão está boa ou se precisa de ajustes.
Inclusive, muitas empresas usam a tabela de controle de profundidade dos sulcos para fazer o acompanhamento. Nela, é identificado qual é o desgaste esperado para certa quantidade de quilômetros rodados. Assim, quando um pneu sai desse padrão, os ajustes de pressão de rodagem são realizados.
Observando o tipo de desgaste, você consegue saber se precisa aumentar ou diminuir. Mas, caso não consiga identificar, vale realizar alguns testes, conferir a recomendação do fabricante e ir anotando todos os dados para criar a sua base de conhecimento da frota!
Como escolher e usar um medidor de pressão dos pneus?
O medidor de pressão pode ser manual ou digital. Considere fatores como custos e benefícios para a empresa, visando também o tempo de realização da tarefa, a precisão das medições e a facilidade de registrar as leituras sem erro.
Enquanto um medidor manual pode ser mais barato, ele costuma trazer mais risco de erro na leitura e na passagem dos dados para a planilha de controle. Já o digital reduz essas falhas, sendo mais ágil, prático e seguro de utilizar — mesmo tendo um custo um pouco mais alto.
Em frotas menores, talvez não seja o momento exato de investir ainda. Para frotas com muitas placas, a decisão deve considerar quantas aferições são feitas por semana, quanto tempo a equipe gasta nelas e quanto retrabalho nasce de registros incompletos ou preenchidos manualmente.
Além dessas alternativas, muitos veículos já possuem instalados os sensores de pressão dos pneus. Se você não sabe o que são, talvez reconheça pela sigla TPMS, usada para descrever o “sistema de monitoramento da pressão dos pneus”.
O TPMS trabalha com sensores de roda e sistemas de freio para alertar o motorista sobre baixos níveis de pressão dos pneus. Mesmo quando o veículo tem esse recurso, ainda é recomendável verificar a pressão dos pneus periodicamente, porque o alerta do painel não substitui uma rotina de aferição e registro da frota.
Por isso, os sensores do veículo não devem ser tratados como a única fonte para coletar dados da operação. Dependendo da implementação, eles podem avisar o condutor sobre inconsistências, mas não necessariamente entregam à gestão um histórico completo, padronizado e pronto para comparar todos os pneus.
Precisa ter um software de monitoramento de pressão dos pneus?
Caso você tenha a intenção de armazenar e analisar dados da operação, sim, você precisa deste software.
Então, para entender o impacto que os pneus estão tendo na produtividade da equipe e dos veículos e, ainda mais, nas economias da operação, a plataforma de controle é a escolha ideal.
Inclusive, é através dela que o seu objetivo de encontrar a pressão correta dos pneus se concretiza, porque cada aferição deixa de ser uma informação solta e passa a compor um histórico por pneu, veículo, marca e modelo.
Na verdade, você contrata um software de gestão de pneus, que contém o controle de pressão como um de seus principais atributos — justamente por ser de tamanha importância.
Nas telas do seu sistema, ficam as aferições mais recentes, problemas encontrados, quais pneus precisam passar por uma revisão ou precisam da calibragem, e assim por diante.
Igualmente, com o histórico dos dados, o sistema gera relatórios automáticos para apresentar os pneus de melhor e pior desempenho, assim como o CPK de cada marca e modelo.
Confira o nosso especialista e CEO aqui do Prolog, Jean Zart, respondendo ainda mais dúvidas sobre a pressão e calibragem de pneus:
Perguntas frequentes
Existe uma pressão correta única para pneus de caminhão?
De quanto em quanto tempo devo aferir e calibrar os pneus?
Como o desgaste do pneu mostra se a pressão está errada?
Vale a pena trocar o medidor manual pelo digital?
Os sensores de pressão do veículo substituem a aferição?
Preciso de um software para acompanhar a pressão dos pneus?
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