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Gestão de pneus

Conheça os processos da gestão de pneus para sua frota

Luiz Felipe Luiz Felipe 7 min de leitura
Conheça os processos da gestão de pneus para sua frota

Compreender os processos da gestão de pneus é fundamental para trabalhar no setor logístico e de transporte.

Atualmente, inclusive, já existem especializações e cargos específicos para atuar como gestor de pneus.

Devido ao seu alto custo, é importante ter uma rotina de cuidados com os pneus que reduzam os danos gerados na rodagem. Isso pode incluir desde a calibragem regular dos pneus até análises de desgaste irregular.

A função da gestão de pneus e a inclusão de seus processos na rotina da frota serve então para garantir que os pneus circulem em bom estado e que sua vida útil seja melhor aproveitada, gerando mais economia e segurança no transporte.

Confira agora:

Quais são os processos da gestão de pneus?

Compra das peças

A escolha apropriada dos pneus começa pela compra das peças, que deve considerar fatores como o tipo de carga, o peso transportado e as rodovias pelas quais o veículo irá transitar.

Essa seleção assegura que os pneus adquiridos sejam adequados às necessidades específicas da frota, contribuindo para a segurança nas viagens e a eficiência do combustível.

Marcação a fogo

Após a aquisição, os pneus passam pelo processo de marcação a fogo, que estabelece uma identificação individual para cada peça.

Esse procedimento ajuda a manter um controle melhor sobre o inventário e as condições de cada peça, permitindo a rastreabilidade dos pneus e ajudando a classificar cada um quanto ao seu estado (novo, usado, para conserto, descarte), além de agilizar a contagem das unidades disponíveis.

Além disso, pode até facilitar a identificação das melhores marcas e modelos para atender às demandas da sua frota.

Estoque e inventário

Os pneus são então armazenados em um local apropriado, onde devem ser organizados de acordo com suas classificações.

A gestão adequada do estoque é essencial para manter a qualidade dos pneus e garantir que estão disponíveis quando necessários, evitando atrasos ou problemas de fornecimento que possam impactar as operações da frota.

Gerenciamento de movimentações

Esse processo mantém o controle e o registro precisos das movimentações dos pneus, desde sua retirada do estoque até a instalação no veículo. 

Também inclui o acompanhamento dos pneus durante o rodízio entre posições diferentes no veículo e quaisquer outras transferências necessárias.

Dessa forma, é possível garantir a rastreabilidade completa de cada pneu, sabendo exatamente onde ele está em todos os momentos e facilitando a sua gestão.

Inspeção de pneus

A inspeção regular dos pneus é realizada para identificar quando eles precisam de manutenção, reforma ou recapagem.

Ela cobre a medição de pressão e profundidade dos sulcos, elementos que ajudam a identificar possíveis problemas que podem afetar a performance e a segurança dos pneus.

Essas avaliações permitem uma intervenção precoce, garantindo que os pneus permaneçam em condições ideais de uso.

Manutenções e reformas

Durante as manutenções e reformas, os pneus são avaliados e reparados para garantir que continuem a atender aos padrões de segurança e desempenho.

Pode incluir tanto uma tarefa simples, como a calibragem dos pneus, quanto algo um pouco mais complexo, como a recapagem do ativo.

Descarte de pneus

Quando um pneu não possui mais utilidade, ele deve ser descartado por meio de empresas especializadas que sigam práticas sustentáveis, garantindo que o impacto ambiental seja minimizado e que os materiais sejam reciclados ou eliminados corretamente.

Por que você precisa ter processos bem definidos para a gestão de pneus?

Ter processos bem definidos para a gestão de pneus é essencial para garantir a durabilidade dos pneus, levando à redução de custos, eficiência operacional e segurança no transporte.

Esses processos permitem um controle rigoroso sobre o uso e a manutenção dos pneus, evitando falhas inesperadas que podem levar a custos elevados e riscos à segurança.

Mais que isso, eles facilitam a padronização das operações, permitindo que toda a equipe siga as mesmas diretrizes e práticas. Dessa forma, reduzindo erros e inconsistências.

Qual a melhor maneira de aplicar e organizar os processos da gestão de pneus?

A melhor maneira de incluir os processos na gestão de pneus da sua frota é planejando e dando um passo de cada vez.

Comece levantando as necessidades operacionais e mapeando os processos atuais — mesmo que ainda esteja no início de uma implementação da gestão de pneus, entenda o que é feito em relação aos cuidados com esses ativos para ter um ponto de partida.

Depois, entenda o que será necessário para cada etapa dessa gestão, avaliando quais ferramentas e tecnologias devem ser adquiridas e implementadas.

Além disso, é importante identificar quais são os principais treinamentos e capacitações para oferecer à equipe envolvida.

Esses podem ser sobre as melhores práticas e o uso das ferramentas de gestão, garantindo que todos os membros da equipe estejam alinhados e aptos a aplicar os processos definidos de forma eficiente.

Os tipos de pneus utilizados afetam ou alteram os processos determinados para essa gestão?

Os pneus são classificados em várias categorias, cada uma adequada para diferentes condições de uso e tipos de operação. Porém, isso não significa que você terá que adotar novos processos ou alterar seus processos existentes.

Você pode, na verdade, usar os seus processos e a análise de dados gerados para entender quais tipos de pneus estão atendendo de fato às necessidades das suas operações.

De maneira geral, existem algumas classificações de pneus:

Pneus de alta severidade são ideais para ambientes urbanos, onde há constante aceleração e frenagem, demandando uma gestão focada na resistência ao desgaste e na manutenção frequente devido ao estresse constante.

Por outro lado, pneus de média severidade se adaptam mais facilmente a diferentes tipos de solo e são comuns nas transportadoras brasileiras, necessitando de um controle equilibrado entre durabilidade e flexibilidade operacional.

Para longas viagens, os pneus de baixa severidade, com sua anatomia otimizada, requerem uma gestão que priorize a eficiência de combustível e a minimização do desgaste em trajetos extensos.

Os pneus mistos, usados em caminhões que transitam tanto em rodovias asfaltadas quanto em estradas de terra, exigem uma gestão que equilibre a resistência em diferentes superfícies, enquanto os pneus off-road são essenciais para veículos em terrenos acidentados.

Garantindo que os processos de gestão sejam seguidos e que você faça o papel de interpretar os relatórios e informações de sua operação, os seus processos conseguem ajudar a escolher os melhores pneus para cada momento.

Como os processos da gestão de pneus impactam a escolha de pneus da frota?

A inclusão de processos da gestão de pneus de maneira clara e padronizada pode impactar positivamente a sua frota, tanto para escolher pneus mais eficientes quanto em outros aspectos.

Através de inspeções e monitoramento contínuo, os gestores acumulam dados sobre o desempenho dos pneus em diferentes condições. E essas informações demonstram quais marcas e modelos de pneus tiveram os melhores resultados diante das operações que realizaram.

Para tornar a escolha ainda mais acertada, você também pode usar os dados sobre as manutenções de cada pneu, identificando quais passaram por mais problemas, quais tiveram menores custos associados à manutenção.

Como usar um sistema de gestão de pneus para otimizar seus processos?

Um sistema dedicado irá agilizar todos os processos da gestão de pneus, e pode até automatizar algumas tarefas.

Isso acontece por meio da centralização de dados sobre os pneus, geração automática de relatórios e acesso às informações necessárias em poucos cliques.

Esse sistema pode ainda se conectar a outras ferramentas digitais, como o aferidor eletrônico, para receber em tempo real as informações de inspeção dos pneus, permitindo que o gestor tenha acesso imediato às condições dos pneus do caminhão.

Assim, você pode rapidamente identificar o estado atual do pneu e determinar quais ações são necessárias para otimizar sua utilização e manutenção.
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Perguntas frequentes

Quero organizar a gestão de pneus da minha frota, mas não sei por onde começar. Qual o primeiro passo?

Um passo por vez. Levante primeiro o que a operação precisa e desenhe o que já é feito hoje com os pneus: mesmo uma rotina informal serve de ponto de partida. Depois defina o que cada etapa vai exigir, avaliando que ferramentas e tecnologias comprar, e liste os treinamentos que a equipe envolvida precisa receber, tanto de boas práticas quanto do uso das ferramentas.

Meus pneus estão saindo de circulação antes do esperado. O que investigo primeiro?

A inspeção regular é o ponto de partida: mede-se a pressão e a profundidade das ranhuras, sinais que apontam problemas capazes de comprometer desempenho e segurança e que permitem agir cedo, antes que o dano avance. Em volta dela fica a rotina de cuidados que reduz os danos da rodagem, da calibragem periódica à leitura do desgaste irregular, mais o registro das movimentações, que mostra por onde a peça passou.

Minha frota usa pneus de tipos diferentes. Preciso de processos separados para cada um?

Não. Existem várias classificações: alta severidade para o uso urbano, com aceleração e frenagem constantes; média severidade, que se adapta a diferentes tipos de solo e é comum nas transportadoras brasileiras; baixa severidade para viagens longas; mistos, para quem roda em asfalto e em estrada de terra; e off-road, para terrenos acidentados. Isso não obriga a criar processos novos: os mesmos processos, com a análise dos dados que geram, é que mostram quais tipos atendem à operação.

Como faço para saber o histórico de cada pneu individualmente?

Pela marcação a fogo, feita depois da compra: ela dá uma identificação individual a cada peça. Com esse número, o controle do inventário e das condições de cada unidade fica mais firme. Dá para classificar o pneu como novo, usado, para conserto ou descarte, agilizar a contagem do que está disponível e acompanhar cada movimentação, da saída do estoque à instalação no veículo, incluindo o rodízio entre posições.

O que olhar ao escolher um sistema de gestão de pneus?

O que um sistema dedicado entrega: centralização dos dados dos pneus, geração automática de relatórios e acesso à informação em poucos cliques, o que agiliza as etapas e pode até automatizar algumas tarefas. Vale checar também se ele conversa com o aferidor eletrônico e com as demais ferramentas da operação, para que o resultado da inspeção chegue ao sistema assim que a aferição é feita. A Prolog acompanha mais de 740 mil pneus ativos.

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