Novo na Prolog: Controle de Abastecimento. Feche o custo por km da sua frota.Novo: Controle de AbastecimentoConhecer o móduloConhecer
Gestão de pneus

Sulcos do pneu: qual a profundidade mínima?

Luiz Felipe Luiz Felipe 8 min de leitura
Sulcos do pneu: qual a profundidade mínima?

Na gestão de frotas, é muito importante controlar a profundidade dos sulcos do pneu. Para isso, você precisa entender o que essa medida indica, quais métodos de medição usar e como transformar a leitura em decisão de manutenção.

Além disso, organizar os dados coletados na sua frota é essencial. Por isso, você deve ter um processo de controlar a profundidade, registrar essas informações e analisá-las depois, a fim de entender a durabilidade dos pneus, antecipar perdas de carcaça, planejar recapagens e acompanhar ajustes de pressão quando eles forem necessários.

Você pode até mesmo usar esses dados para comparar aplicações e descobrir qual pneu faz mais sentido para cada operação da sua transportadora, sempre considerando rota, carga, manutenção e histórico de uso.

Vamos explicar tudo em mais detalhes. Siga lendo:

  • O que é a profundidade dos sulcos do pneu;
  • O que são os sulcos dos pneus;
  • Por que a profundidade dos sulcos é importante;
  • Quais problemas podem acontecer se não controlar a profundidade;
  • Para que servem os dados de profundidade dos sulcos do pneu;
  • Como coletar essas informações dos pneus;
  • Qual a medida ideal dos sulcos dos pneus.

O que é a profundidade dos sulcos do pneu?

A profundidade dos sulcos do pneu é uma medida, geralmente feita em milímetros, que indica quanto ainda resta de profundidade nos sulcos da banda de rodagem no momento da medição.

Quando acompanhada ao longo do tempo, gera três informações fundamentais para a gestão de pneus:

  1. Se o pneu ainda está em condições de rodar conforme os critérios legais e operacionais da frota.
  2. Se o desgaste do pneu está acontecendo de maneira regular ou irregular.
  3. Qual o tempo médio de durabilidade do pneu na frota.

Essa medição não deve ser analisada sozinha. Ela ganha valor quando é comparada com a pressão, a posição do pneu, o tipo de rota, o histórico de recapagem e as inspeções periódicas da frota.

O que são os sulcos dos pneus?

Sulcos do pneu.

Os sulcos dos pneus são os desenhos na banda de rodagem, a parte central do pneu que fica em contato com a pista. Eles possuem uma certa profundidade, de acordo com o modelo projetado e a função principal daquele pneu.

Por exemplo, pneus desenvolvidos para viagens a longa distância em rodovias interestaduais podem ter desenho diferente dos pneus cuja principal aplicação será rodar em centros urbanos.

Isso significa que os sulcos ajudam o pneu a lidar com as condições da estrada e têm o objetivo de fazer a passagem de ar, água e sujeiras. Dessa forma, contribuem para a aderência dos pneus à estrada e ajudam a evitar problemas como a aquaplanagem.

Por que a profundidade dos sulcos é importante?

Ela é considerada importante porque ajuda a indicar se o pneu ainda mantém condições adequadas de uso. Se o pneu está com profundidade compatível com a aplicação e acima dos limites definidos, a frota tem mais segurança para decidir se ele permanece em operação, vai para recapagem, troca ou descarte.

Por outro lado, quando a profundidade cai demais, o risco deixa de ser apenas de desempenho. O pneu pode chegar ao limite legal, perder condição operacional para a rota, comprometer a carcaça e reduzir a chance de recapagem. Por isso, a profundidade deve ser acompanhada junto com pressão, carga, alinhamento, danos e histórico de manutenção.

Por que é importante medir e acompanhar a profundidade dos sulcos?

Porque precisamos evitar que o pneu tenha um desgaste irregular, quando uma parte de sua borracha fica mais desgastada que outra, e também para que ele não chegue ao ponto de ficar careca.

Existe um desgaste natural nos sulcos que é inevitável. O problema é quando começam a aparecer fatores que provocam desgaste excessivo ou outros tipos de desgaste, como na lateral do pneu ou em escama.

Nesses casos, a redução na profundidade dos sulcos do pneu acontece de maneira que pode causar danos irreparáveis nos ativos, especialmente quando a frota só percebe o problema perto do fim da vida útil.

Segundo a legislação brasileira, a profundidade remanescente da banda de rodagem não pode ser inferior a 1,6 mm.

Além disso, a própria norma prevê a verificação visual por indicadores de desgaste, que ficam no fundo do desenho da banda de rodagem. Todos esses pontos reforçam o quanto é necessário ter um controle próximo sobre a perda de profundidade dos sulcos.

Quais problemas podem acontecer se não controlar a profundidade?

Principalmente o desgaste excessivo ou irregular dos pneus. Mas lembre-se de que o desgaste dos pneus pode vir acompanhado de outros problemas, como:

  • Problemas no sistema de freios;
  • Danos estruturais na suspensão;
  • Aumento de aquecimento em componentes do conjunto;
  • Fadiga na carcaça do pneu;
  • Aumento na distância de frenagem do veículo;
  • Perda de desempenho e produtividade em rota.

O ponto principal é não tratar a profundidade como a única causa de todos os custos. Um pneu pode apresentar perda acelerada de sulco por pressão incorreta, desalinhamento, carga, rota, impactos ou danos. Por isso, a medição deve abrir uma investigação, não substituir a análise completa da manutenção.

Para que servem os dados de profundidade dos sulcos?

Para entender mais sobre os pneus da frota e decidir quais opções comprar, manter, recapar ou evitar.

Uma das informações que você pode extrair a partir do controle de profundidade dos sulcos é qual pneu é mais econômico e/ou entrega melhor desempenho na aplicação em que ele realmente roda.

Igualmente, serve para saber a data adequada de troca ou retirada do pneu, evitar a recusa de recape e reduzir a perda antecipada da carcaça.

Você consegue até mesmo identificar a necessidade de realizar o alinhamento do veículo a partir do tipo de desgaste percebido no pneu.

O grande objetivo de coletar e analisar dados sobre a profundidade dos sulcos é descobrir o que precisa sobre os pneus da frota e reduzir custos com decisões melhores. Afinal, você faz compras mais inteligentes e controla a manutenção dos veículos e pneus de maneira mais eficaz.

Como coletar essas informações em cada pneu?

Verifique o TWI e profundidade dos sulcos para saber se os pneus estão bons.

Podemos medir a profundidade dos sulcos do pneu pelo paquímetro analógico, aferidor eletrônico ou observando o TWI do pneu. Cada método tem diferentes características e você precisa avaliar qual alternativa melhor se encaixa na rotina da sua operação.

Além disso, você já deve ter escutado alguns “truques” para medir a profundidade sem precisar de ferramentas específicas para isso; o mais famoso é o da moeda de 1 real. Mas saiba que nenhum desses atalhos substitui um processo confiável de inspeção.

O que acontece, nesses casos, é que você fica prejudicado pela falta de informações e pela perda precoce de pneus. Afinal, quando a carcaça está em boas condições, esse pneu pode passar por recapagem e ter sua vida estendida.

Outra consequência é o aumento de custos na frota, tanto com pneus quanto com manutenção de veículos. Essas informações confirmam: não use truques de medição como base da gestão.

Qual é o melhor método?

Depende da rotina que você já tem e dos resultados que deseja obter.

Quando optar por uma ferramenta manual, como o paquímetro analógico, todas as informações coletadas devem ser anotadas em papel e transferidas para uma planilha de controle de pneus ou para um sistema de gestão.

Em adição, a data da inspeção deve ser registrada. Assim, você tem maior controle sobre esses dados e o desempenho dos pneus ao longo do tempo.

Inclusive, com o controle manual, você pode gerar as tabelas de profundidade dos sulcos do pneu, com informações que ajudam a determinar a previsão de troca dos pneus.

Com um aferidor eletrônico, a pessoa responsável pela inspeção mede o pneu com mais agilidade e reduz etapas de digitação, porque a leitura pode ser incluída diretamente no sistema.

Usando a solução Prolog, que une o aferidor eletrônico e o sistema de gestão de pneus, a inspeção registra a medição coletada pela pessoa responsável e ajuda a centralizar o histórico do pneu.

Assim, o sistema organiza os dados registrados nas inspeções e apoia relatórios de calibragem, recapagem, troca, descarte e outros controles da manutenção de pneus.

Como você pode conferir na imagem abaixo, o painel de controle é bastante completo e esclarecedor:

Dashboard do sistema de gestão de pneus.

Qual é a medida ideal de profundidade dos sulcos?

Os pneus de caminhão possuem medidas de profundidade dos sulcos que variam conforme o modelo, a aplicação e o desenho da banda de rodagem. Por isso, é difícil confirmar uma medida ideal única para todos os casos.

O que dá para separar com clareza é o limite legal e a política operacional da frota. Pela legislação brasileira, o pneu não deve rodar com profundidade remanescente inferior a 1,6 mm. Já uma frota pode definir uma régua interna mais conservadora para retirar antes, proteger a carcaça e aumentar a chance de recapagem.

Na gestão de pneus de carga, a referência de 3 mm costuma ser usada como uma medida mínima operacional mais prudente do que esperar o limite legal. Mesmo assim, ela deve ser aplicada de acordo com tipo de pneu, rota, posição, histórico de desgaste e estratégia de recapagem.

Como controlar a perda de profundidade dos sulcos do pneu?

Além de realizar o controle com as ferramentas adequadas, sejam manuais ou digitais, você deve contar com uma rotina de gestão de pneus.

Essa é uma área que vem ganhando destaque nas frotas brasileiras desde 2016, quando o sistema Prolog surgiu, e os gestores começaram a entender que ela tem grande impacto na economia e eficiência do transporte.

Podemos listar todos os cuidados relacionados a pneus como parte dessa gestão. Porém, entre as atividades que mais se destacam estão o controle de pressão, as inspeções periódicas, o acompanhamento de danos e o controle de profundidade dos sulcos do pneu.

Assim, você consegue identificar se os pneus estão perdendo profundidade muito rápido ou se estão dentro do esperado. Igualmente, sabe a hora de retirar o pneu do veículo para avaliação de recapagem, troca ou descarte, evitando que a decisão aconteça tarde demais.

Entenda ainda mais sobre esse tipo de controle e seus benefícios com o guia de nossa solução, o seu download é totalmente gratuito.

Perguntas frequentes

O que é a profundidade dos sulcos do pneu?

É quanto ainda resta de profundidade nos sulcos no momento da medição, quase sempre em milímetros. Sulcos são os desenhos da banda de rodagem, parte do pneu em contato com a pista, e variam conforme modelo e aplicação: pneus de longa distância, urbanos e mistos podem ter desenhos e profundidades diferentes.

Qual é a profundidade mínima aceitável para um pneu?

No Brasil, a profundidade remanescente da banda de rodagem não pode ser inferior a 1,6 mm. Para a gestão da frota, porém, é comum adotar uma régua operacional mais conservadora, como 3 mm, para retirar o pneu antes do limite legal, preservar a carcaça e melhorar a chance de recapagem.

O que dá para descobrir acompanhando a profundidade dos sulcos?

Dá para saber se o pneu segue apto a rodar, se o desgaste está regular ou irregular e quanto tempo a borracha dura na frota. Com histórico acumulado, também fica mais fácil comparar modelos, programar retirada, evitar recusa de recape e investigar necessidades de alinhamento ou outros ajustes de manutenção.

Dá para medir o sulco com a moeda de 1 real?

Esse é o truque mais conhecido, mas não substitui medição adequada. Atalhos desse tipo deixam a frota sem dados confiáveis e podem levar à retirada precoce ou tardia do pneu. Use TWI, paquímetro analógico, aferidor eletrônico ou outro método definido na rotina de inspeção.

Que problemas aparecem quando a profundidade não é controlada?

O principal risco é deixar passar desgaste excessivo ou irregular. Isso pode vir acompanhado de falhas de freio, danos na suspensão, fadiga na carcaça, aumento da distância de frenagem e perda de desempenho em rota. A profundidade deve ser analisada junto com pressão, carga, alinhamento, danos e histórico do pneu.

Qual a diferença entre medir com paquímetro e com aferidor eletrônico?

Com paquímetro analógico, cada leitura precisa ser anotada e depois transferida para uma planilha ou sistema, junto com a data da inspeção. Com aferidor eletrônico, a pessoa responsável mede o pneu e reduz etapas de digitação, porque a leitura pode ser incluída diretamente no sistema de gestão.

// newsletter

Conteúdo de gestão de frotas, direto no seu e-mail

Artigos sobre pneus, manutenção e operação de frotas. Sem spam.

Leia também

Conheça o Controle de Abastecimento da Prolog e feche o custo por km da frota