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Gestão de frotas

Relatórios para gestão de frotas que ajudam na tomada de decisões

Jade Zart Jade Zart 8 min de leitura
Relatórios para gestão de frotas que ajudam na tomada de decisões

Relatórios na gestão de frotas são mais do que apenas documentos, são uma ferramenta utilizada para a tomada de decisões estratégicas e comunicação em uma operação.

Eles reúnem o que a operação já registrou — desempenho dos veículos, uso de combustível, custos de manutenção e muito mais — e transformam esse volume de anotações em leitura.

Com a informação correta em mãos, você pode não apenas otimizar as operações do dia a dia, mas também apresentar argumentos convincentes e baseados em dados para a diretoria.

Por isso, entender como criar e utilizar esses relatórios de forma correta é um passo fundamental para qualquer gestor de frota que busca melhorar a eficiência em suas operações.

Antes de começar, vale um alerta que vem antes de qualquer modelo de documento: um relatório nunca é melhor do que o registro que o alimenta. Se o apontamento de oficina fica para depois, se o checklist é preenchido no automático ou se cada filial anota o abastecimento de um jeito, o gráfico bem-acabado apenas dá aparência de precisão a um dado frágil.

Confira a seguir:

A importância dos relatórios para gestão de frotas

Os relatórios para gestão de frotas são importantes para fornecer uma visão clara e objetiva do desempenho operacional e financeiro da frota.

Eles permitem identificar áreas de ineficiência, oportunidades de redução de custos e aspectos que necessitam de melhorias. Ou seja, os relatórios têm a intenção de apresentar um plano de melhorias para a frota.

Além disso, os relatórios são fundamentais para estabelecer e acompanhar indicadores de desempenho (KPIs), fornecendo dados essenciais para a tomada de decisões estratégicas e justificativas para investimentos.

Por isso, além de poderem apresentar planos de melhorias, também servem para relatar os resultados da aplicação de ações desse plano.

Um teste simples ajuda a saber se o documento está pronto: quem vai lê-lo consegue dizer, ao terminar, qual decisão precisa tomar? Enquanto essa resposta não aparecer, o que existe é um apanhado de números — e apanhado de números costuma ser arquivado sem gerar ação.

Quais são os principais tipos de relatórios para frotas?

Os relatórios para gestão de frotas podem ser voltados para solicitar um investimento em um plano de melhorias elaborado pelo gestor.

Também podem ser utilizados para um momento posterior: a apresentação dos resultados gerados a partir da execução de um planejamento.

Os principais tipos de relatórios para frotas incluem:

  • Desempenho dos veículos — quanto cada ativo rodou no período e em que condições;
  • Custos operacionais — para onde foi o dinheiro, separado por natureza de gasto;
  • Comportamento de motoristas — ocorrências, multas e desvios registrados;
  • Conformidade — o que está em dia e o que venceu, de documentação a inspeções obrigatórias;
  • Acidentes e sinistros;
  • Análise de manutenções — o que quebrou, com que frequência e quanto tempo o veículo ficou parado;
  • Análise de tendências — como esses números se movem ao longo dos meses.

Além disso, também é possível gerar relatórios mais elaborados, que abrangem todos esses diferentes aspectos.

Vale conferir a origem de cada bloco antes de juntar tudo num documento só, porque nem todo relatório é alimentado pela mesma fonte. Custo e manutenção costumam vir dos apontamentos de oficina e dos lançamentos financeiros; conformidade, dos checklists e das inspeções; comportamento de motoristas, dos registros de ocorrência e das multas notificadas — e, nas frotas que contratam esse tipo de solução, também de sistemas de telemetria oferecidos por fornecedores especializados. Fontes distintas medem coisas distintas, e misturá-las na mesma tabela produz uma comparação que não se sustenta quando alguém pergunta como o número foi apurado.

O que deve conter um relatório de gestão de frota?

Um relatório de gestão de frota deve conter elementos que ofereçam uma visão completa do desempenho e das operações da frota.

É preciso incluir dados como quilometragem, consumo de combustível, registros de serviços realizados e programados, e detalhamentos de custos dessas áreas e outras associadas.

Também é indispensável relatar os KPIs monitorados.

Além disso, no caso de um relatório de plano de melhorias, é preciso identificar quais são essas melhorias e porque você as sugeriu.

Três informações costumam faltar e são justamente as que sustentam o resto: o período coberto, a frota considerada e a fonte de cada número. Sem elas, ninguém consegue reproduzir o cálculo depois — nem você, três meses adiante.

Vale ainda um cuidado ao comparar períodos. Se a frota cresceu, encolheu ou passou a rodar mais, o valor absoluto engana: um custo de manutenção maior pode significar apenas mais quilômetros rodados. Comparar por veículo ativo ou por quilômetro percorrido evita que a conversa comece com uma conclusão errada.

Como fazer um relatório para apresentar à gerência?

Ao preparar um relatório para a diretoria, é essencial focar em informações que apoiem decisões estratégicas. Nesse caso, as informações devem ser apresentadas de forma concisa e clara, utilizando gráficos e tabelas para ilustrar os pontos mais importantes.

É preciso ainda conectar os dados operacionais com os objetivos gerais da empresa, mostrando como a gestão da frota afeta o resultado final.

Para isso, você pode enfatizar em indicadores que refletem diretamente nos objetivos financeiros e de negócios.

Você pode dividir os relatórios para gestão de frotas em três partes, tornando o processo mais prático:

  1. Cenário de melhorias: você pode já iniciar o seu relatório ilustrando os itens que identificou necessidade de melhorias.
  2. Cenário atual: nessa etapa, demonstre os dados que encontrou que levaram às sugestões dadas para melhorias.
  3. Cenário passado: para contribuir em seus argumentos, mostre os resultados de ações executadas no período anterior e quais foram os resultados obtidos a partir de planos de melhoria anteriores.

Antes da reunião, antecipe as duas perguntas que quase sempre vêm: quanto custa e em quanto tempo retorna. Chegar com uma faixa de estimativa e dizer de onde ela saiu funciona melhor do que apresentar um número redondo sem lastro — e, se algum dado do período estiver incompleto, dizer isso no próprio relatório preserva a credibilidade dos outros números.

Melhores práticas para montar relatórios para gestão de frotas

Estrutura e clareza

Ao preparar relatórios sobre a gestão da frota, você deve começar com uma estrutura clara e lógica.

Organize o relatório em seções bem definidas, começando com um resumo que ofereça a visão geral dos pontos mais importantes a serem apresentados.

A ordem também pesa: resumo, conclusão e só então o detalhamento. Quem lê com pressa fica com o essencial nas primeiras linhas, e quem quiser conferir a apuração encontra os números logo adiante, no mesmo documento.

Dados e análises

Inclua dados específicos e análises pertinentes para aquilo que você está apresentando nos relatórios para gestão de frotas.

Você pode usar gráficos e tabelas para representar visualmente as informações mais importantes, facilitando a compreensão e a retenção dos dados por parte da gerência.

Ao montar cada gráfico, deixe explícitos o período e a unidade no eixo, e mantenha a mesma base de cálculo entre um mês e outro. Trocar a base no meio da série é o tipo de detalhe que passa despercebido na apresentação e reaparece como desconfiança quando o resultado é questionado.

Foco nos resultados e KPIs

Enfatize os resultados e os KPIs. Mostre como a frota está performando em relação aos objetivos estabelecidos.

Isso pode variar de operação para operação, mas geralmente, os principais KPIs utilizados incluem: eficiência no consumo de combustível, custos de manutenção e disponibilidade de veículos.

Qualquer que seja o conjunto escolhido, registre no relatório como cada indicador foi definido: o que entra na conta, o que fica de fora e em que período. Dois gestores podem chamar de disponibilidade coisas diferentes, e a discussão sobre a definição é bem mais barata antes da apresentação do que depois.

Plano de melhorias

Apresente um plano de melhorias baseado nas análises realizadas. Para isso, identifique as áreas que precisam de atenção e traga sugestões de soluções práticas e justificadas.

Além disso, explique como essas melhorias podem impactar positivamente a operação e os resultados financeiros.

Cada item ganha força quando vem com responsável, prazo e o indicador que deve se mover se a ação funcionar. É esse indicador que permite, no relatório seguinte, dizer se a medida deu certo em vez de repetir a mesma sugestão.

Recomendações e conclusões

Resuma as principais descobertas do relatório e sugira ações específicas que a gerência deve considerar. A conclusão deve gerar um entendimento direto dos desafios e oportunidades dentro da gestão da frota.

Se alguma recomendação depende de aprovação, deixe claro o que você precisa e de quem — orçamento, prioridade ou uma decisão sobre parar um veículo. Recomendação sem destinatário costuma morrer entre uma reunião e outra.

Relatórios para gestão de frotas automatizados

A utilização de relatórios automatizados na gestão de frotas é uma estratégia para aumentar a eficiência e a precisão.

A diferença em relação à planilha não está em ter mais dados, e sim em não redigitar os que já existem: cada checklist preenchido, cada inspeção feita, cada apontamento de oficina e cada lançamento de custo já entram organizados, e o relatório é montado a partir desses registros. Os painéis ficam atualizados conforme os registros chegam, sem depender de alguém consolidar planilhas no fim do mês.

Isso também muda o que o gestor faz com o tempo: em vez de recolher informação de várias fontes para montar o documento, ele revisa o que já está consolidado e discute o que os números indicam. Como os dados nascem do registro da operação, a qualidade do relatório continua dependendo da disciplina de quem registra — automatizar acelera a consolidação, não substitui o preenchimento correto.
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