Saiba como economizar R$20 mil por mês em pneus na sua frota de caminhões

Pneus estão entre os top 3 custos de manutenção. A Transpessoal reduziu de R$86 mil para R$9 mil por mês. Veja o que fez a diferença.
De R$86 mil para R$9 mil por mês em pneus: o que você precisa fazer economizar 93% com pneus na sua frota.

Pneus estão entre os três maiores custos variáveis de uma operação de transporte rodoviário de cargas, ao lado de combustível e manutenção. Dependendo do perfil da frota e do tipo de operação, representam entre 8% e 20% do custo operacional total.

Mesmo assim, em boa parte das transportadoras, a gestão de pneus ainda não recebe a atenção que merece. Compra quando acaba, descarta quando estoura e recapa se possível. 

Não existe acompanhamento individualizado, não existe CPK calculado por marca ou modelo e não existe visibilidade sobre quanto, exatamente, cada pneu custou ao longo do seu ciclo de vida.

O resultado é um custo que se acumula mês a mês sem que ninguém consiga dimensionar com clareza. Mas o prejuízo não vem de uma única causa. Vem de várias frentes que, somadas, representam milhares de reais por mês.

Onde estão as maiores perdas financeiras com pneus em uma transportadora

A perda financeira com pneus raramente vem de um único ponto. Ela se distribui por várias frentes que, isoladamente, parecem “normais”, mas que juntas consomem uma fatia relevante do orçamento. As cinco mais comuns:

  • Descarte prematuro: pneus saindo da operação antes de cumprir a vida útil esperada, sem registro de motivo e sem chance de recapagem. A partir de R$2.200 por unidade, cada descarte antecipado é dinheiro que saiu sem necessidade.
  • Recapagens perdidas: carcaças que poderiam render mais um ciclo de uso (a um custo de 30% a 40% do pneu novo), mas que se comprometeram porque ninguém acompanhou o desgaste a tempo de enviar pra reforma.
  • Combustível desperdiçado: pneus mal calibrados aumentam a resistência ao rolamento e elevam o consumo de diesel. A calibragem correta pode representar uma economia de até 3% no combustível, mas esse custo quase nunca é atribuído à gestão de pneus.
  • Manutenção veicular acelerada: pneus fora de especificação forçam suspensão, alinhamento e rolamentos. O custo aparece como “manutenção”, mas a origem é a falta de controle do pneu.
  • Compras mal orientadas: sem CPK por marca e modelo, a decisão de compra se baseia no preço da nota fiscal. Assim, o pneu mais barato na compra pode ser o mais caro por quilômetro rodado, e sem dados a operação não tem como saber.

O que aconteceu quando uma transportadora deu foco à gestão de pneus: Case Transpessoal

A Transpessoal é uma transportadora que já era cliente Prolog. O sistema estava contratado, o acesso existia, as funcionalidades estavam disponíveis. Mas a gestão de pneus ainda não era uma área com foco dedicado dentro da operação.

Na prática, isso significava que o Prolog era usado, mas não com a consistência necessária para gerar resultado real. Porque as aferições não aconteciam com frequência definida, a equipe não registrava a movimentação dos pneus de forma completa e não acompanhava os indicadores de desempenho dos pneus com regularidade.

O sistema tinha os dados que recebia e recebia menos do que poderia.

Os custos com pneus refletiam essa realidade. Nos meses de junho, julho e agosto (ou seja, antes da reestruturação), a Transpessoal registrou gastos de R$52 mil, R$86 mil e R$38 mil, respectivamente, com pneus.

A decisão de estruturar a área

Em determinado momento, a operação decidiu tratar pneu como o que ele é: um dos maiores centros de custo da frota. E isso significou mudanças em três frentes simultâneas.

A primeira foi colocar gente dedicada. A Transpessoal alocou um borracheiro experiente exclusivamente para a gestão dos pneus e montou uma equipe voltada para essa área, algo que antes simplesmente não existia.

Não era que a operação não se importasse. É que os pneus competiam com dezenas de outras demandas do dia a dia, e sem alguém olhando exclusivamente para isso, o controle ficava sempre em segundo plano.

A segunda foi dar foco ao uso do sistema. O Prolog passou a ser alimentado com consistência: aferições em frequência definida, movimentação registrada no momento em que acontecia, CPK sendo calculado, estoque atualizado. A ferramenta já estava lá, o que mudou foi a disciplina de uso.

E a terceira foi construir processo. Assim, com responsabilidade definida (quem faz o quê), frequência estabelecida (quando e com que intervalo) e indicadores sendo acompanhados (o que olhar e quando agir), a gestão de pneus deixou de ser informal e passou a ter método.

Os resultados

Nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro (após a reestruturação) os custos com pneus caíram para R$27 mil, R$14 mil e R$9 mil. Ou seja, a redução estimada ficou na faixa de R$15 a R$20 mil por mês.

É importante considerar no contexto: no período anterior, houve uma compra maior de pneus novos que inflou os custos de referência naqueles meses. Por isso, a comparação direta entre R$86 mil e R$9 mil não é 100% linear e parte da diferença se explica por esse fator.

Mas, mesmo descontando isso, a queda é consistente e se sustenta ao longo dos meses. Não foi um resultado pontual. Foi uma mudança estrutural: a operação passou a gastar menos com pneus porque passou a perder menos pneus.

A conta que vale fazer na sua operação

Se o pneu está entre os três maiores custos de manutenção da sua frota e você não tem visibilidade detalhada desse custo (não sabe o CPK por marca, não acompanha a taxa de descarte prematuro, não mede quantas recapagens estão sendo perdidas) a pergunta não é “quanto vou gastar pra ter gestão profissional de pneus?”.

A pergunta é: quanto já estou perdendo sem ela?

Dessa forma, se você levantar as seguintes informações, você pode começar a ter uma ideia:

Quantos pneus foram descartados nos últimos 12 meses e quantos desses poderiam ter sido recapados? Multiplique o número de carcaças perdidas pelo valor médio de uma recapagem (uma variação entre R$500 a R$1000 dependendo do tipo de pneu): esse é o custo da oportunidade perdida.

Quantos pneus novos foram comprados no período? Compare com a quantidade de veículos da frota e a vida útil esperada dos pneus. Se a proporção parecer alta, há descarte prematuro acontecendo.

Qual o gasto total mensal com pneus? Divida pelo número de veículos da frota. Compare esse número ao longo dos meses. Se ele oscila muito sem motivo aparente, é sinal de que não há controle, apenas há reação.

Esses três números sozinhos já dão uma dimensão do tamanho da oportunidade. E se você quiser ir além, acompanhar os indicadores certos de gestão de pneus é o que transforma percepção em dado e dado em decisão.

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Autor

Jean Zart

Co-fundador e CEO da Prolog, possui mais de 10 anos de experiência no mundo do transporte e logística, tendo atuado nas áreas de análise de gestão e processos. Desde 2016, se dedica à Prolog, motivado a gerar inovação tecnológica e otimização na gestão de frotas.

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