Novo na Prolog: Controle de Abastecimento. Feche o custo por km da sua frota.Novo: Controle de Abastecimento  Conhecer o móduloConhecer →
Gestão de pneus

8 indicadores de gestão de pneus, do CPK ao sucateamento

Diego Paludo Diego Paludo 5 min de leitura
8 indicadores de gestão de pneus, do CPK ao sucateamento

Os indicadores de desempenho na gestão de pneus são um ótimo meio de entender se as suas ações nessa etapa estão surtindo o efeito esperado.

É importante para qualquer tipo de gestão determinar os KPIs que irá acompanhar. Afinal, são eles que determinam se um objetivo está sendo alcançado e o quão próximo ou distante você está dele. Confira abaixo os principais indicadores de desempenho na gestão de pneus.

Custo total de manutenção da frota

Além dos custos com a manutenção dos pneus e da frota, é preciso incluir os serviços preventivos e corretivos na estrutura dos veículos.

Isso porque, se os custos com manutenção estão fora de controle, os pneus podem ser um dos responsáveis por isso. Como eles são os encarregados por “conectar” o veículo ao solo, cada impacto que sofrem, é recebido também pelo automóvel.

Por exemplo, se estão com uma baixa pressão de calibragem, podem fazer o veículo balançar com mais frequência. Também podem causar mais atrito em determinadas partes de sua estrutura que geram desgastes e até podem ocasionar em peças soltas.

Dentre outras situações, sempre que não estiverem em suas condições ideais de rodagem, os veículos recebem impactos que aumentam o custo total de manutenção da frota.

Por isso, esse é um indicador que pode ser acompanhado para entender o efeito dos processos de uma gestão de pneus correta.

Acompanhamento da pressão interna dos pneus

Esse é um dos indicadores de desempenho na gestão de pneus que contribui na visualização dos motivos e influência nos níveis de desgaste que ocorrem nos pneus. 

A principal informação que traz é o quanto um pneu se mantém com a calibragem de pneus correta. 

Além disso, pode ajudar a entender melhor quais problemas levam à perda acelerada de pressão, também identificando quando as alterações de pressão acontecem e se o motorista responsável realizou a inspeção e/ou calibragem conforme previsto em sua rotina.

Controle de profundidade dos sulcos do pneu

A profundidade dos sulcos do pneu mostram o quanto a peça se desgasta durante o período de uso. Tipicamente, é uma medição realizada a cada 30 dias, mas pode acontecer quinzenalmente também, caso o veículo tenha uma maior frequência de uso.

Como um indicador de desempenho na gestão de pneus, ele traz informações cruciais para controlar os níveis de desgaste. Assim como, entender as causas para cada tipo de desgaste e quais são as soluções que você precisa adotar.

Ainda mais, controlar a profundidade dos sulcos ajuda a identificar a hora certa de tirar um pneu de uso. Assim, facilitando para enviá-lo ao recape quando atingir o limite estipulado pelo gestor da frota ou de pneus.

Quantidade de “socorros” na estrada devido a manutenção de pneus

Antes de mais nada, um aviso: o ideal é que essa quantidade seja sempre zero.

Caso comecem a ter muitos casos de manutenção de pneus em rota (pneu furado, deslizando, aquaplanando), é preciso identificar quantas vezes isto está ocorrendo, quais são os veículos e quem são os motoristas responsáveis.

Dessa forma, você tem clareza de quem pode estar com ações inadequadas de direção e quem não está realizando as rotinas de inspeção e cuidados com o veículos e pneus adequadamente.

Também passa a ter informações suficientes para conseguir estabelecer parâmetros e metas de redução de “socorro em rota” nas suas operações de transporte.

Índice de sucateamento do pneu

Esse índice representa uma média de quantos pneus são sucateados por mês nas operações da sua frota, ação que acontece pela falta de cuidados apropriados com as peças e nada mais é que a perda antecipada do pneu.

Alguns motivos que levam a esse descarte precoce do ativo são: trincas no talão, separação da cinta, fadiga da carcaça, cortes e perfurações, entre outros.

A partir do controle desse indicador, você pode entender questões como: 

  • Quais são as medidas desses pneus que foram sucateados e se estavam adequadas ao modelo do veículo instalados;
  • Qual a principal marca de pneu da operação que tem maior índice de sucateamento;
  • Qual o principal motivo dentro da sua operação que leva ao sucateamento do pneu.

Dos indicadores de desempenho na gestão de pneus, esse é um dos que mais pode contribuir para entender os pneus de melhor custo benefício para as necessidades da sua frota — junto com o CPK do pneu, como veremos a seguir.

Custo por quilômetro do pneus

O CPK do pneu é um dos mais importantes indicadores de desempenho na gestão de pneus: ele mostra qual é o valor do pneu para cada quilômetro rodado, o que permite comparar as diferentes marcas e modelos que você usa e descobrir qual possui melhor custo benefício.

Esse cálculo é realizado utilizando os valores de compra e serviços de manutenção e reforma dos pneus, assim como a quilometragem rodada antes e após a realização dos serviços. 

Diferente de uma crença comum, onde os pneus mais baratos geram maior economia à frota, os modelos de melhor custo benefício podem não ser o de menor valor de aquisição, mas com certeza serão aqueles que terão impactos mais positivos na redução de custos.

Horas de treinamento

Esse é um indicador não apenas para a gestão de pneus, mas para todas as áreas da frota.

As horas de treinamento dos colaboradores e motoristas podem refletir diretamente no desempenho que eles têm e nas atividades que realizam diariamente. 

Você pode buscar a quantidade de horas em treinamento que cada motorista teve e usar os demais indicadores de desempenho para entender quem apresenta melhores resultados no geral e como as horas de treinamento estão contribuindo para isso.

Consumo de combustível

O consumo de combustível pode ser aumentado se os cuidados com pneus não estiverem adequados, então é um indicador importante para acompanhar. Através dele, você consegue buscar problemas relacionados aos pneus, caso note aumentos fora do comum.

Os problemas mais prováveis nos pneus que causam um maior consumo de combustível são: desgaste acentuado na banda de rodagem e pressão de inflação abaixo do ideal.

Portanto, acompanhar esses diferentes indicadores de desempenho na gestão de pneus contribui em diversos aspectos para a sua operação.

Para acompanhar todos os dados necessários e não perder nenhuma informação, utilize a nossa planilha gratuita de controle de pneus.

Perguntas frequentes

O que é o CPK do pneu e por que ele importa?

CPK é o custo por quilômetro do pneu: aponta quanto a peça custa a cada quilômetro rodado e, assim, permite comparar marcas e modelos em uso na frota para achar o de melhor custo-benefício. O cálculo utiliza os valores de compra e dos serviços de manutenção e reforma, junto com a quilometragem rodada antes e depois da realização desses serviços.

O pneu mais barato é o mais econômico para a frota?

Não necessariamente. Diferente de uma crença comum, o pneu de melhor custo-benefício nem sempre é o de menor valor de aquisição, e sim aquele com impactos mais positivos na redução de custos. Dois indicadores ajudam nessa comparação: o índice de sucateamento, que mostra qual marca acumula mais perdas antecipadas, e o custo por quilômetro rodado de cada modelo em uso.

O que o índice de sucateamento revela?

É a média mensal de pneus sucateados na operação — a perda antecipada da peça por falta de cuidados apropriados. Entre os motivos estão trinca no talão, separação da cinta, fadiga de carcaça, cortes e perfurações. Acompanhar esse índice mostra se as medidas dos pneus descartados eram adequadas ao veículo, qual marca lidera as perdas e qual é a causa principal.

Quantos socorros em rota por causa de pneu são aceitáveis?

O número ideal é zero, sempre. Quando começam a aparecer muitos casos de manutenção de pneu em rota — furado, deslizando ou aquaplanando —, vale levantar com que frequência isso acontece, em quais veículos e com quais motoristas. Esses dados permitem estabelecer parâmetros e metas de redução dos socorros nas operações de transporte.

Com que frequência medir a profundidade dos sulcos?

A medição costuma ser feita a cada 30 dias, e pode passar a quinzenal se o veículo for usado com mais frequência. O dado mostra o quanto a peça se desgastou no período, ajuda a entender as causas de cada tipo de desgaste e as soluções a adotar, e indica a hora certa de tirar o pneu de uso e enviá-lo ao recape.

Por que o consumo de combustível entra na gestão de pneus?

Porque o consumo pode aumentar se os cuidados com os pneus não estiverem adequados, e um salto fora do comum vira pista para investigar as peças. Os problemas mais prováveis nesse cenário são o desgaste acentuado na banda de rodagem e a pressão de inflação abaixo do ideal. Acompanhar o indicador ajuda a ligar o gasto com diesel a falhas na rotina de pneus.

// newsletter

Conteúdo de gestão de frotas, direto no seu e-mail

Artigos sobre pneus, manutenção e operação de frotas. Sem spam.

Leia também

Conheça o Controle de Abastecimento da Prolog e feche o custo por km da frota