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Gestão de manutenção de frotas

Custos de manutenção da frota: o que entra na conta

Jade Zart Jade Zart 5 min de leitura
Custos de manutenção da frota: o que entra na conta

Os custos com manutenção incluem diversos fatores. Por exemplo, mão de obra, reposição de equipamento, compra de peças, taxas anuais e até mesmo prejuízos devido ao atraso das entregas.

Dessa forma, e sendo a maioria deles custos variáveis, torna-se complexo ter um controle preciso e eficiente desses, que geralmente são altos.

A gestão de manutenção é um setor da frota que surge como um meio de ter maior visibilidade do funcionamento dos veículos e, também, dos custos nesse setor. Ou seja, é uma etapa responsável por planejar e aplicar soluções que melhoram o desempenho da frota.

Será que, por meio dessa gestão, é possível reduzir os custos de manutenção também?

A seguir, entenda:

A média de custos com manutenção da frota

Para determinar a média desses custos, você primeiro precisa ter um controle dos processos e serviços realizados com os veículos da operação. É preciso saber todos os valores utilizados em inspeções, compras de peças, reposições, consertos, etc. 

Assim, todos os valores relevantes para a manutenção de frotas são contabilizados e incluídos no cálculo de custo médio de manutenção.

Muitos pensam que a manutenção preventiva da frota é uma despesa desnecessária, mas é aí que se enganam. 

Para atuar no transporte de cargas, as empresas dependem da manutenção, porque ela é uma atividade fundamental no planejamento e organização da empresa. Além de promover melhor produtividade e eficiência aos processos logísticos como um todo.

Então, como calcular o custo médio de manutenção de veículos?

Devemos considerar dois tipos de manutenção:

    • Corretiva: relacionada a reparos não previstos, como a quebra de uma peça.
    • Preventiva: visa serviços pré-agendados para prevenir falhas.

Para analisar os custos com manutenção, vamos considerar os seguintes fatores:

1- A manutenção deve representar 1,5% do preço do veículo. Ou seja, um veículo de R$100.000 deve gastar em torno de R$1.500 com manutenção no primeiro ano.

2- A partir daí, o valor passa por um ajuste de 12,5% ao ano. Isso significa que, no ano seguinte ao acréscimo, será de R$187,50, totalizando R$1.687,50 com manutenção.

Vale lembrar que, se o veículo funciona à base de manutenção corretiva, os custos podem chegar a mais que o dobro das preventivas.

Se os custos com serviços de manutenção de um veículo da frota ultrapassam 20% do seu valor de compra e ele ainda não está no tempo previsto de vida útil, está na hora de rever seus processos e de renovar a frota, pois esse veículo está aumentando os custos da sua operação.

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O que está incluso nos custos com manutenção da frota

Os custos relacionados à manutenção incluem mão de obra, ferramentas, peças de reposição e prejuízos causados pela interrupção de atividades da empresa. 

Além desses, os principais custos fixos e variáveis para incluir no valor total da manutenção são:

    • Depreciação: taxa de 8,5% para uso do automóvel até 10 anos;
    • Seguro: taxa de 4% do valor do veículo que aumenta 11% anualmente;
    • IPVA: taxa anual fixada pelo Estado de cadastro do veículo;
    • Combustível: valor da quilometragem mensal x o custo por litro x 12 (meses de um ano) ÷ eficiência.

Caso os custos não sejam controlados, podem se tornar excessivos. Por isso, o gestor e sua equipe devem sempre acompanhar os processos e atividades da manutenção com muita cautela.

Além do mais, a manutenção de veículos é uma das responsáveis por preservar a produtividade da frota. É ela que mantém os veículos em pleno funcionamento, mantendo um fluxo regular das entregas e prazos.

Mais um motivo para cuidar dos veículos a fim de evitar possíveis falhas mecânicas e quebras de componentes, que poderiam gerar o maior gasto com consertos não agendados e veículos ociosos.

Como controlar os custos com manutenção da frota

Os softwares estão cada vez mais atualizados para auxiliar nos processos de gestão de manutenção. 

Com esse tipo de tecnologia, é mais fácil receber informações em tempo real, como: inspeções realizadas, problemas encontrados, ordens de serviço abertas e fechadas e custos de cada serviço.

A partir disso, é possível acompanhar os indicadores de desempenho (KPIs) para saber onde está tendo bons resultados e exatamente onde melhorar.

O acompanhamento diário dos veículos garante que os custos de manutenção se mantenham em dia e dentro do esperado/planejado. Assim, a redução de custos é possibilitada, com uma melhor previsibilidade dos serviços preventivos e corretivos.

Como saber se os custos estão acima do normal?

Caso você ainda não tenha noção do quanto deveria estar gastando ou economizando todos os meses quando se fala em manutenção dos veículos, existem alguns sinais indicativos de problemas:

    • A rotina de prevenção, com a inspeção diária dos veículos, não está sendo realizada e os serviços corretivos estão sendo a principal atividade de manutenção da frota;
    • Os veículos estão apresentando falhas constantemente, passando mais tempo na oficina que em operação;
    • As infrações de trânsito são muito frequentes, indicando que os motoristas estão tendo uma conduta inadequada e prejudicando os veículos.

Embora não sejam diretamente relacionados aos custos com manutenção, são fatores que influenciam no aumento de danos aos veículos e, por consequência, valores gastos. Portanto, devem ser pontos de atenção na gestão da frota

Quer começar a ter mais controle da sua operação e das manutenções da frota? Faça agora o download da nossa planilha de gestão de manutenção.

Perguntas frequentes

Quanto uma frota deve gastar com manutenção por veículo?

A referência é 1,5% do preço do veículo no primeiro ano — num veículo de R$ 100.000, algo em torno de R$ 1.500. Desse ponto em diante, aplica-se um reajuste anual de 12,5%: no ano seguinte o acréscimo seria de R$ 187,50, chegando a um total de R$ 1.687,50. E vale lembrar: veículo mantido na base da corretiva pode custar mais que o dobro do que custaria em serviços preventivos.

Como saber se os custos de manutenção estão acima do normal?

Há sinais indicativos de problema: a rotina de prevenção, com inspeção diária dos veículos, não está sendo cumprida e os serviços corretivos viraram a principal atividade do setor; os veículos apresentam falhas com frequência e passam mais tempo na oficina do que rodando; e as infrações de trânsito são muito frequentes, o que sugere conduta inadequada dos motoristas. Nem todos se ligam diretamente à conta, mas influenciam os danos e, por consequência, o gasto.

Quando vale a pena renovar um veículo em vez de mantê-lo?

O critério compara o gasto com serviços de manutenção ao valor de compra do veículo. Se esses custos ultrapassam 20% do preço pago e o veículo ainda não chegou ao tempo previsto de vida útil, é hora de rever os processos e considerar a renovação da frota, porque esse ativo está elevando o custo da operação em vez de sustentá-la.

Que taxas entram no cálculo dos custos de manutenção?

Fora mão de obra, ferramentas, reposição de peças e o prejuízo de parar as atividades, quatro itens entram com taxa própria: depreciação, 8,5% no uso do automóvel até dez anos; seguro, 4% do valor do veículo, com aumento de 11% ao ano; IPVA, cuja taxa anual é fixada pelo Estado onde o veículo está cadastrado; e combustível, calculado pela quilometragem mensal vezes o custo por litro vezes doze, dividido pela eficiência.

Como um software ajuda a controlar os custos de manutenção?

Sistemas de gestão de manutenção concentram dados como as inspeções que foram feitas, os problemas encontrados, as ordens de serviço abertas e as fechadas, além do custo de cada serviço. Com isso, dá para acompanhar indicadores de desempenho e enxergar onde os resultados estão bons e onde é preciso melhorar. Acompanhar os veículos diariamente ajuda a manter o gasto dentro do que foi planejado, com mais previsibilidade dos serviços preventivos e corretivos.

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