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Gestão de pneus

Carcaça de pneu: como evitar a fadiga e o descarte

Luiz Felipe Luiz Felipe 4 min de leitura
Carcaça de pneu: como evitar a fadiga e o descarte

A carcaça de pneu, quando não possui os devidos cuidados, pode ocasionar a perda total da roda. Quando se trata de uma frota de caminhões, esse custo pode sair muito alto para a empresa.

Sabemos que o pneu é a única parte de um veículo que possui contato constante com as estradas, suportando o peso que transporta e recebendo o dano de rodovias em más condições. Em frotas com baixo nível de gestão, as perdas por fadiga da carcaça são comuns.

Por sorte (e por empresas como o Prolog App), é possível monitorar e aumentar a vida útil dos seus pneus com facilidade. Então, vamos começar pela questão principal:

O que é a fadiga da carcaça de pneu?

A fadiga da carcaça acontece quando a banda de rodagem do pneu chega ao seu limite. Ou seja, ultrapassa a linha de pneu “saudável” e começa a danificar as estruturas internas da roda.

Conforme a legislação, o mínimo de profundidade do sulco é 1,6 mm, sendo que, abaixo deste valor, o pneu passa a ser considerado “careca”. Mas, na verdade, chegar nesse limite já é algo perigoso e deve ser evitado. 

Afinal, muito além de custos adicionais, esse estado do pneu pode gerar graves acidentes. Isto porque o veículo começa a trepidar, deslizar pela pista e, ainda, causa uma enorme instabilidade ao dirigir.

Consequência da carcaça fadigada, o que é a recusa de recape?

O recape dos pneus é uma alternativa mais barata de deixá-los como novos, aumentando o seu tempo de uso, a fim de reduzir os custos da empresa e o descarte inconsciente de borracha.

Parece ótimo, né? Porém, para ter acesso a essa vantagem, é importante tomar alguns cuidados com as carcaças. A partir do momento em que a parte interna do pneu recebe dano, fica impossibilitado de ser reformado e precisa ser jogado fora por completo.

Só para você ter uma breve visualização da importância do recape na frota: 

A recapagem pode ser realizada cerca de 3 vezes em uma carcaça e, cada recape, pode durar por aproximadamente 2 anos.

Enquanto o custo de um pneu novo, considerando como a pandemia afetou a economia, parte de um mínimo de R$ 2.000, o valor de cada recapagem é de, em média, R$ 400 — variando conforme região do país.

Isso significa, nesse exemplo, que você pode rodar com o pneu por 6 anos a mais, gastando R$ 800 a menos que seria uma peça nova.

Quer saber como cuidar da carcaça de pneu da sua frota? Então leia:

Como evitar que a carcaça de pneu seja afetada?

Para proteger a carcaça de pneu dos caminhões da sua frota, é importante monitorar a profundidade dos sulcos dos pneus. Essas ranhuras, como também são conhecidas, são responsáveis pela tração e estabilidade do automóvel, já que fazem a passagem de água e ar.

Não deixar que ultrapassem 3 mm de profundidade permite facilmente que haja a recapagem segura do pneu. Para realizar a medição com máxima precisão, utilize um aferidor eletrônico. Lembre-se de anotar todas as profundidades e manter os dados salvos em uma planilha ou sistema de controle.

Outra maneira eficaz é manter a calibragem dos pneus, aquela recomendada de fábrica. Os pneus com baixa pressão, além de influenciar no desgaste da carcaça, consomem mais combustível e reduzem a aderência nas estradas.

Você também pode realizar o acompanhamento semanal da pressão de inflação dos pneus para saber se o recomendado do fornecedor realmente está tendo uma boa performance. 

Caso note irregularidades na conservação da borracha do pneu, faça pequenos ajustes na calibragem (e um novo acompanhamento de resultados) para prolongar o uso dos seus pneus.

O motorista também tem sua responsabilidade na hora de cuidar dos pneus. Uma direção segura e atenta, desviando de buracos e obstáculos, não ultrapassando a velocidade e peso máximo que os pneus conseguem sustentar, é uma maneira simples de reduzir o seu desgaste.

Realizar o balanceamento e alinhamento dos pneus a cada 10 mil quilômetros rodados evita o desgaste e as chances de irregularidade da banda de rodagem. Igualmente, o rodízio de pneus é realizado dentro desse prazo.

A inspeção dos pneus parece uma tarefa difícil, mas com organização é possível realizá-la utilizando de todas as vantagens econômicas e de segurança que ela traz para a empresa, para o veículo e para o condutor.

Para ajudá-lo nessa missão, faça o download da nossa planilha de controle de pneus e comece agora mesmo uma gestão mais eficiente.

Perguntas frequentes

O que é fadiga da carcaça de pneu?

É o estágio em que a banda de rodagem atinge o seu limite, ultrapassa a linha do pneu saudável e o dano começa a alcançar as estruturas internas da peça. Além do custo de perder o pneu, esse estado é perigoso: o veículo passa a trepidar, desliza pela pista e fica instável na direção. Onde a gestão da frota é fraca, perdas assim são comuns.

Por que a carcaça danificada impede a recapagem?

Porque o recape aproveita a estrutura interna do pneu. A partir do momento em que essa parte recebe dano, a peça fica impossibilitada de ser reformada e precisa ser descartada por completo. É o que se chama de recusa de recape — e por isso preservar a carcaça vale dinheiro: a recapagem é uma alternativa mais barata de deixar o pneu como novo.

Quantas vezes um pneu pode ser recapado e quanto isso economiza?

Uma carcaça suporta cerca de três recapagens, e cada recape pode durar aproximadamente dois anos — o que dá até seis anos a mais rodando com o mesmo pneu. Na comparação de custo feita quando a pandemia pressionava a economia, o pneu novo partia de R$ 2.000 e a recapagem saía por R$ 400 em média, valor que varia conforme a região do país. São números de referência daquele momento, não tabela de preço atual.

Qual profundidade de sulco preserva a carcaça?

A orientação é não deixar o sulco baixar de 3 mm de profundidade: acima dessa marca, a recapagem segue segura como opção. Vale lembrar que a legislação fixa 1,6 mm como mínimo e, abaixo disso, o pneu é considerado careca; chegar nesse limite já é perigoso e deve ser evitado. Para medir com precisão, o indicado é o aferidor eletrônico, anotando as profundidades em planilha ou sistema.

Que rotina de manutenção protege a carcaça?

Manter a calibragem recomendada de fábrica, já que pressão baixa influencia o desgaste da carcaça, aumenta o consumo de combustível e reduz a aderência. Acompanhar a pressão de inflação semanalmente ajuda a checar se a recomendação do fornecedor está funcionando bem na sua operação. Some-se a isso direção segura e atenta, e balanceamento, alinhamento e rodízio a cada 10 mil quilômetros rodados.

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