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Gestão de frotas

Tipos de frotas: por finalidade, posse e veículo

Jade Zart Jade Zart 8 min de leitura
Tipos de frotas: por finalidade, posse e veículo

Os tipos de frota são compostos por diferentes modelos de veículos, podendo ser próprios, alugados ou terceirizados. E, também, por variados modelos, desde motos até caminhões.

Antes de comparar um arranjo com o outro, vale separar perguntas que costumam vir embaralhadas. “Tipo de frota” pode significar três coisas diferentes: a finalidade da operação (comercial, de entrega, de serviço público), o modelo de posse ou de contrato (própria, alugada, terceirizada) e o tipo de veículo que a compõe (carros, ônibus, motos, caminhões). Este artigo percorre os três eixos, nessa ordem — e é por isso que a mesma frota pode ser descrita de mais de uma maneira ao mesmo tempo.

Eles ficam à disposição de uma empresa e são comandados por um gestor, profissional encarregado em administrar os gastos e desempenho da equipe. Além de lidar com a gestão dos veículos em si, ou do contato com os fornecedores, em caso de frota alugada ou terceirizada.

Cada frota atende a uma determinada demanda, e cabe à empresa decidir qual se encaixa melhor nos seus objetivos. Vamos conhecer:

Quais são os tipos de frota?

Este primeiro corte é pela finalidade: para que a frota existe dentro do negócio. Ele não diz nada sobre quem é o dono dos veículos — esse é o corte seguinte.

Frotas comerciais

As frotas comerciais atendem às maiores operadoras do mercado, como as grandes corporações e multinacionais. Isto porque possuem milhares de veículos, e dos mais diversos modelos, incluindo caminhões, carretas, picapes, carros e vans.

Esses veículos são usados para diferentes tarefas do dia a dia, podendo servir desde o deslocamento de colaboradores até o transporte de cargas — dois usos que convivem na mesma frota e que explicam por que ela reúne modelos tão distintos entre si.

Se você pensar em operações como as da Coca-Cola ou mesmo do McDonald’s, são empresas cujo volume logístico tem porte de frota corporativa. O arranjo de cada uma pode ser feito com veículos próprios, com operadores logísticos contratados ou com uma combinação dos dois, e varia por país e por etapa da cadeia: o que o exemplo ilustra é a escala, não um modelo de posse específico.

Frotas de entrega

A principal função deste modelo é deslocar determinada mercadoria para entregar ao cliente em centros urbanos.

Por abranger uma grande diversidade de produtos a serem entregues, os modelos usados podem variar, mas são todos de menor porte, como: carros, motos, vans, utilitários e pequenos caminhões.

Na prática, os veículos também podem passar por áreas mais distantes, pois seu objetivo é chegar ao consumidor final. É uma frota de trajetos curtos e muitas paradas por dia, perfil bem diferente do de uma frota de longa distância.

Frotas de serviço público

As frotas de serviço público são de instituições que oferecem atendimento à população, como companhias de energia e saneamento.

São formadas por caminhões capazes de transportar a equipe e suas ferramentas. Também podendo ser um transporte realizado por vans e carros, a depender da necessidade. Quando o veículo é adaptado — com cesto aéreo, guindaste, compressor ou caçamba —, aparece um segundo conjunto de manutenções, o do implemento, somado ao do próprio veículo.

Como você viu, são várias as frotas de veículos. No entanto, tudo só acontece de maneira eficiente diante de um bom plano e sistema de gestão de frotas, garantindo maior organização e padrão nas rotinas e processos da operação.

Como se dá a gestão nos diferentes tipos de frotas?

Aqui muda o eixo da classificação. Não se trata mais da finalidade da frota, e sim de quem é o dono do veículo e do que o contrato prevê — o que muda diretamente a rotina do gestor: numa ponta ele administra oficina, peças e motoristas; na outra, administra fornecedor, indicador de nível de serviço e cláusula contratual.

Frota alugada

A frota alugada é geralmente escolhida por empresas que usam os automóveis por um tempo limitado, sendo apenas alguns dias ou semanas.

Essa modalidade de operação não costuma ser aplicada a estratégias de longo prazo. Principalmente, porque a empresa depende única e exclusivamente da disponibilidade da outra companhia para a prestação de serviços.

Por isso, o gestor deve pesquisar o mercado para conseguir melhores condições e firmá-las em contrato.

Vale registrar que a fronteira entre “alugada” e “terceirizada” é contratual, não técnica: o que separa os dois modelos é o prazo de uso, quem responde pela manutenção e quais serviços entram no acordo. Dois contratos chamados da mesma forma podem dividir essas responsabilidades de maneiras bem diferentes, e é o texto assinado que decide — não o nome do arranjo.

Frota própria

A frota própria consiste em veículos comprados pela própria empresa que possui demanda o suficiente para adotar essa medida.

Neste caso, o gestor precisa ter um domínio completo do gerenciamento de veículos também. Além das demais especialidades que já são necessárias numa gestão de frotas, como:

  • Manutenção preventiva — o cronograma de serviços por intervalo de tempo ou de quilometragem, e a decisão sobre o que é feito em casa e o que vai para terceiros;
  • Controle de motoristas — habilitação, escala, treinamento e o histórico de ocorrências de cada um;
  • Cuidados com pneus — controle de pressão, sulco, rodízio e reforma, item a item;
  • Análise de dados e relatórios — custo por quilômetro, disponibilidade da frota e comparação entre modelos e marcas.

Sua principal desvantagem é o custo elevado, pois todos os gastos ficam por conta da empresa — da compra à manutenção, passando pela desvalorização do veículo ao longo do uso. No entanto, sua maior vantagem é a centralização dos processos e maior controle de frota dos veículos.

Frota terceirizada

A frota terceirizada pertence à outra companhia e possui contrato definindo o tempo de uso dos automóveis, responsabilidades de cuidados e manutenção, dentre outras condições.

Dessa forma, a empresa pode contar com previsibilidade de gastos, menos burocracia e suporte 24h, com substituição dos veículos em casos de emergência. São condições contratadas, e não propriedades automáticas do modelo: cada uma delas precisa estar escrita, com prazo de atendimento e responsabilidade definidos, para valer na hora em que o veículo parar.

Costuma ser uma contratação bem comum, já que diversas empresas precisam do serviço de transporte de insumos até a produção e, desta, aos pontos de venda (ou até mesmo até o cliente final), mas não querem lidar com o mantimento de um setor de transporte e logística em sua própria empresa.

Afinal, isto envolve contratar pessoas para o administrativo e operacional, incluindo motoristas, assistentes, mecânicos, analistas, entre outros. Além de precisar adquirir os veículos e tecnologias para gerenciar toda a operação com eficiência.

No embate frota própria vs. alugada, cabe ao gestor da empresa identificar onde se encaixam suas necessidades. Uma ressalva de método: a comparação só fica honesta pelo custo total de uso, e não pela mensalidade — na frota própria, itens como manutenção, veículo parado e depreciação simplesmente não aparecem em forma de mensalidade.

Confira no vídeo como escolher o tipo de frota mais adequada para a sua operação:

Quais são os veículos que formam diferentes tipos de frota?

Uma distinção antes de seguir: a classificação abaixo é operacional, feita pelo uso. A classificação legal é outra. O Código de Trânsito Brasileiro classifica os veículos, quanto à espécie, em de passageiros, de carga, misto, de competição, de tração, especial e de coleção (art. 96, II). São categorias de registro e licenciamento, que não correspondem uma a uma aos tipos de frota descritos aqui.

Para dar escala ao assunto: segundo a Senatran, a frota de veículos com placa no Brasil somava 132.323.836 unidades em julho de 2026, entre as quais 65.579.622 automóveis (49,56%), 30.965.839 motocicletas (23,40%), 3.246.591 caminhões (2,45%) e 769.940 ônibus (0,58%) — números da planilha de frota por UF e tipo de veículo (arquivo .xlsx) publicada pelo Ministério dos Transportes. É a frota total do país, e não apenas a parcela que está em frotas de empresas: serve como ordem de grandeza, não como recorte do mercado corporativo.

Em cada tipo de frota, um determinado veículo é usado para cobrir uma demanda. Dentre elas:

Frota de carros

A frota de carros possui tamanho considerável e costuma ser implantada perto de aeroportos, rodoviárias e centros turísticos. O termo, aqui, se refere às frotas das locadoras — cuja lógica de gestão é diferente da de uma frota de empresa, porque o veículo é o próprio produto vendido, e não o meio de entregar outro serviço.

Dentre os tipos de frota, este modelo disponibiliza o aluguel de carros para pessoas que procuram usar por apenas algumas horas ou dias.

Frota de ônibus

A frota de ônibus é usada diariamente para o transporte público e privado de pessoas, por isso, possui grande capacidade.

A atenção e cuidado para este serviço deve ser redobrada. As demandas vão muito além de abastecer os veículos e colocá-los para andar, sendo necessário o máximo de segurança na manutenção e direção dos veículos. Como a capacidade é grande, uma falha mecânica expõe muitas pessoas de uma vez — razão pela qual a inspeção antes de rodar costuma ser tratada como parte inegociável da rotina.

Frota de motos

Comumente utilizada por serviços de entrega urbana para produtos menores e, na maioria dos casos, para produtos médicos e comida. Isto porque o veículo disponibiliza mais agilidade e rapidez na hora de driblar o trânsito.

Neste caso, o rastreamento das motocicletas costuma ser um aliado quando o assunto é segurança. Trata-se de um serviço contratado de empresas especializadas em rastreamento veicular, que depende de equipamento embarcado na moto.

Frota de caminhões

Esta frota é voltada principalmente ao transporte de mercadorias, possuindo maior capacidade de armazenamento.

Geralmente, as frotas de caminhões transportam equipamentos eletrônicos e matérias-primas, como grãos e outros insumos. Como o veículo roda muito e carrega muito, cada parada não planejada tira de circulação uma capacidade de carga grande — o que costuma colocar pneus e manutenção no centro do controle de custos dessa frota.

Agora que você já conhece os principais tipos de frotas, é preciso aprender também como aplicar uma boa gestão para atingir pleno funcionamento.

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Perguntas frequentes

Quais são os tipos de frota?

Depende do eixo de classificação. Pela finalidade: frotas comerciais, de grandes corporações com milhares de veículos de modelos variados; frotas de entrega, com veículos de menor porte para levar mercadorias ao cliente em centros urbanos; e frotas de serviço público, de instituições que atendem a população — companhias de energia e saneamento, por exemplo. Pelo modelo de posse: própria, alugada e terceirizada. Pelo veículo: carros, ônibus, motos e caminhões.

Qual a diferença entre frota alugada e terceirizada?

A alugada costuma ser escolhida por empresas que usam os veículos por tempo limitado, alguns dias ou semanas, e não costuma se aplicar a estratégias de longo prazo, pois depende da disponibilidade da outra companhia. A terceirizada pertence a outra empresa com contrato que define tempo de uso, responsabilidades de manutenção e outras condições. A fronteira entre as duas é contratual, não técnica: é o texto assinado que decide o que cada modelo cobre.

Quais as vantagens e desvantagens da frota própria?

A principal desvantagem é o custo elevado, porque todos os gastos ficam com a empresa: compra, manutenção e a desvalorização do veículo ao longo do uso. A maior vantagem é centralizar os processos e ter mais controle sobre os veículos. O gestor precisa dominar manutenção preventiva, controle de motoristas, cuidados com pneus e análise de dados. Comparar com a alugada só é honesto pelo custo total de uso, não pela mensalidade.

O que caracteriza uma frota terceirizada?

Ela pertence a outra companhia e tem contrato definindo tempo de uso, responsabilidades de cuidados e manutenção, entre outras condições. A contratante pode ter gastos previsíveis, menos burocracia e suporte 24h, com substituição de veículos em emergências — mas são condições contratadas, não propriedades automáticas do modelo. É comum entre empresas que precisam transportar insumos e produtos, mas não querem manter um setor de transporte próprio.

Quantos veículos formam a frota brasileira?

Segundo a Senatran, o Brasil tinha 132.323.836 veículos emplacados em julho de 2026, sendo 65.579.622 automóveis (49,56%); motocicletas, 30.965.839 (23,40%); caminhões, 3.246.591 (2,45%); e ônibus, 769.940 (0,58%), conforme planilha do Ministério dos Transportes com a frota por UF e por tipo de veículo. É o total do país, não só a parte que está em frotas empresariais — serve como ordem de grandeza.

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