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Gestão de pneus

Durabilidade do pneu: 4 práticas que prolongam a vida

Luiz Felipe Luiz Felipe 6 min de leitura
Durabilidade do pneu: 4 práticas que prolongam a vida

A durabilidade do pneu depende de como o motorista conduz o veículo, das condições de tráfego e, especialmente, dos cuidados de manutenção que você toma para prolongar a vida útil desse item.

Para cuidar bem dos pneus e manter o máximo de desempenho ao rodar, a manutenção preventiva é fundamental. É por meio dela que a frota acompanha pressão, desgaste, danos, rodízio, alinhamento e balanceamento, reduzindo a chance de circular com pneus em mau estado de conservação.

Existem algumas formas de “medir” a durabilidade dos pneus e de acompanhar quando eles precisam de correção, recapagem ou substituição, sempre respeitando as especificações do veículo e os indicadores de desgaste. Confira:

Fatores que determinam a durabilidade do pneu:

A forma de uso

Você sabe o que é mesclar os tipos de pneus? É até um erro relativamente frequente. Ele acontece quando são usados pneus de dimensões diferentes em um mesmo veículo.

Para manter os ativos eficientes, é indispensável a atenção à compatibilidade dos pneus e das rodas. Os tamanhos diferentes ainda aumentam os riscos de acidentes, prejudicando a estabilidade do veículo.

Além disso, o gestor deve se certificar de que os pneus possuem capacidade para suportar a carga e a velocidade recomendadas nas especificações técnicas do modelo do veículo. Na substituição, tamanho, índice de carga e índice de velocidade precisam estar alinhados ao que o veículo exige.

A condução do motorista

O motorista deve adotar bons hábitos na hora de conduzir o caminhão, isso por dois motivos principais:

  1. O seu estilo de condução tem impacto direto nos danos e falhas do veículo, economia de combustível, entre outros fatores.
  2. Ele tem o principal contato com o veículo, sendo, geralmente, o primeiro a identificar quando há algo errado.

Nesse segundo caso, o motorista precisa informar ao gestor quando notar inconformidades através do checklist de inspeção da frota.

A máxima atenção para detectar alterações na estabilidade da direção, mudanças de consumo e sinais visíveis de desgaste pode ajudar a evidenciar alguns problemas derivados dos pneus, especialmente quando a condução envolve frenagens bruscas, acelerações excessivas ou impactos frequentes.

A condição das vias

Buracos, pedras grandes e demais detritos podem ser bastante prejudiciais à saúde do pneu e, na pior das hipóteses, serem os responsáveis por furos, cortes e estouros que levam a acidentes. 

Por isso, o condutor também deve ter a visão atenta para objetos estranhos nas estradas.

Ainda que a atenção seja essencial, os danos nos pneus acontecem com mais frequência em peças que não estão nas condições ideais de rodagem, seja por falta/excesso de pressão ou desgastes irregulares e/ou excessivos. Estradas mal pavimentadas, com buracos ou superfícies irregulares, também contribuem para acelerar o desgaste.

Alguns outros detalhes podem impactar diretamente na durabilidade do pneu. Por exemplo:

  • A qualidade da matéria-prima na produção;
  • O tempo de uso dos ativos;
  • A qualidade da recapagem realizada.

Principais meios de medir a durabilidade do pneu na frota:

Indicador de desgaste do pneu

O Indicador de Desgaste do Pneu, mais conhecido como TWI, é o principal sinal visual da banda de rodagem. Ele ajuda a indicar quando o pneu atingiu o limite de desgaste; pela regra brasileira, é proibido rodar com a profundidade remanescente da banda de rodagem inferior a 1,6 mm.

Essa profundidade remanescente pode ser constatada visualmente pelos indicadores de desgaste, colocados no fundo do desenho da banda de rodagem, e também acompanhada por instrumentos de medição. Ele pode ser medido através do:

Aferidor manual

O aferidor manual é uma opção que costuma ser mais acessível. Ao mesmo tempo, não é tão prática e pode gerar mais erros na leitura quando não há padronização do processo.

Ele funciona sendo inserido no pneu, e o motorista ou gestor faz a leitura da medida, anotando em um checklist ou diretamente na planilha de controle da frota. Essa rotina precisa registrar a medida de forma consistente, porque a profundidade dos sulcos orienta o momento de avaliar recapagem, substituição ou outra intervenção.

Aferidor eletrônico

Outra forma que auxilia na descoberta das condições dos pneus da sua frota é o aferidor eletrônico. Este é um medidor de calibragem e sulcos digital, que aponta se a pressão está baixa ou alta e se os sulcos estão desgastando regular ou irregularmente.

Dessa forma, também auxilia no acompanhamento das peças, evitando o desgaste da banda e o aumento do consumo do combustível. Como a pressão incorreta pode gerar desgaste desigual e reduzir a vida útil do pneu, medir com frequência ajuda o gestor a agir antes que o problema avance.

Gestão de dados sobre pneus

A gestão de pneus na frota é uma grande aliada para determinar a durabilidade de um pneu, pois oferece a possibilidade de controlar os dados através de planilhas, quando feito manualmente, ou por sistema digital.

O maior benefício está em obter as informações de forma organizada, sem depender de anotações soltas. Com histórico de inspeções, profundidade de sulcos, pressão, danos e manutenções, a frota consegue controlar prazos e cronogramas de inspeção, além de acompanhar melhor a manutenção dos pneus.

Para aumentar a durabilidade do pneu é importante…

Calibrar os pneus periodicamente

Quando você cria uma rotina na frota para calibrar os pneus — por exemplo, a cada 15 dias, se essa periodicidade fizer sentido para a operação e para a orientação técnica adotada — está reforçando a segurança e a estabilidade do veículo, além de ajudar a estender a durabilidade.

Em adição, a prática de calibrar pneus evita a aquaplanagem, o detalonamento, entre outros problemas. Também vale incluir, nas inspeções de manutenção, a conferência da pressão correta, do desgaste da banda e de danos visíveis.

Fazer o rodízio de pneus

O rodízio de pneus proporciona o equilíbrio entre o desgaste dos pneus dianteiros e traseiros devido à frenagem, tração e carga do veículo.

O procedimento deve seguir o plano de manutenção da frota, as recomendações técnicas aplicáveis e as condições de uso. A referência de 10 mil quilômetros rodados pode ser usada como rotina interna quando estiver alinhada a esses critérios, ajudando na melhora da estabilidade, do desempenho e da aderência dos pneus ao solo.

Manter os pneus alinhados e balanceados

O alinhamento e balanceamento do veículo ajudam a minimizar o desgaste irregular, garantindo que a carcaça fique intacta e a recapagem seja possível. Ou seja: prolongando a durabilidade do pneu. 

Se a direção do caminhão estiver trepidando ou puxando para um dos lados, é sinal que está precisando desse tipo de manutenção. Serviços profissionais de inspeção, rodízio, balanceamento e alinhamento fazem parte dos cuidados recorrentes que mantêm o pneu em melhor condição de uso.

Evitar a sobrecarga

Rodar com excesso de carga é extremamente prejudicial aos pneus, aumentando a pressão que eles exercem sobre o solo e diminuindo sua eficiência na estrada. Portanto, não ultrapasse o peso adequado que o veículo da frota consegue suportar.

A sobrecarga pode causar a deformação e até mesmo comprometer a estrutura dos pneus e da suspensão. Além disso, pressão, carga, velocidade, temperatura, impactos e danos de estrada estão entre os fatores que influenciam o desempenho do pneu ao longo do uso.

Continue conhecendo mais sobre a durabilidade do pneu e seu índice de desgaste em nosso canal:

Perguntas frequentes

O que mais influencia a durabilidade do pneu?

A durabilidade é influenciada pela forma de uso, pela condução do motorista, pela condição das vias e pela manutenção depois que o pneu é instalado no veículo. Também pesam a compatibilidade entre pneus e rodas, a carga e a velocidade previstas nas especificações técnicas, a pressão correta, o desgaste da banda, impactos e danos de estrada.

Posso usar pneus de tamanhos diferentes no mesmo veículo?

Mesclar tipos de pneus — montar num mesmo veículo pneus de dimensões distintas — é apontado como um erro relativamente frequente. Para que os ativos se mantenham eficientes, a compatibilidade entre pneus e rodas exige atenção indispensável. Tamanhos distintos ainda elevam o risco de acidentes, porque prejudicam a estabilidade do veículo. O gestor também deve confirmar se os pneus suportam a carga e a velocidade recomendadas nas especificações técnicas.

Como medir o desgaste do pneu na frota?

O principal sinal visual da banda de rodagem é o Indicador de Desgaste do Pneu (TWI). No Brasil, a regra proíbe circular quando a profundidade remanescente da banda de rodagem é inferior a 1,6 mm, e essa condição pode ser constatada visualmente pelos indicadores de desgaste. A leitura também pode ser acompanhada com aferidor manual ou aferidor eletrônico, além do histórico de inspeções da frota.

De quanto em quanto tempo fazer o rodízio de pneus?

O rodízio deve seguir o plano de manutenção da frota, as recomendações técnicas aplicáveis e as condições de uso. A referência de 10 mil quilômetros pode funcionar como rotina interna quando estiver alinhada a esses critérios. A prática ajuda a equilibrar o desgaste entre pneus dianteiros e traseiros, que sofrem de forma diferente com frenagem, tração e carga do veículo.

Com que frequência calibrar para estender a vida do pneu?

A calibragem deve entrar em uma rotina definida pela frota conforme a operação e a orientação técnica adotada. A referência de 15 dias pode ser usada quando fizer sentido para esse plano, mas não deve substituir a conferência da pressão correta, do desgaste da banda e de danos visíveis nas inspeções de manutenção.

A sobrecarga estraga os pneus?

Rodar sobrecarregado é prejudicial aos pneus: o excesso de carga faz o pneu exercer mais pressão contra o solo e reduz a eficiência na estrada. A sobrecarga pode causar deformação e comprometer a estrutura tanto dos pneus quanto da suspensão. Por isso, a orientação é não ultrapassar o peso que o veículo da frota consegue suportar e confirmar se os pneus atendem à carga prevista para o modelo.

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