Durabilidade do pneu: 4 práticas que prolongam a vida
A durabilidade do pneu depende de como o motorista conduz o veículo, das condições de tráfego e, especialmente, dos cuidados de manutenção que você toma para prolongar a vida útil desse item.
Para cuidar bem dos pneus e manter o máximo de desempenho ao rodar, a manutenção preventiva é fundamental. É por meio dela que a frota acompanha pressão, desgaste, danos, rodízio, alinhamento e balanceamento, reduzindo a chance de circular com pneus em mau estado de conservação.
Existem algumas formas de “medir” a durabilidade dos pneus e de acompanhar quando eles precisam de correção, recapagem ou substituição, sempre respeitando as especificações do veículo e os indicadores de desgaste. Confira:
Fatores que determinam a durabilidade do pneu:
A forma de uso
Você sabe o que é mesclar os tipos de pneus? É até um erro relativamente frequente. Ele acontece quando são usados pneus de dimensões diferentes em um mesmo veículo.
Para manter os ativos eficientes, é indispensável a atenção à compatibilidade dos pneus e das rodas. Os tamanhos diferentes ainda aumentam os riscos de acidentes, prejudicando a estabilidade do veículo.
Além disso, o gestor deve se certificar de que os pneus possuem capacidade para suportar a carga e a velocidade recomendadas nas especificações técnicas do modelo do veículo. Na substituição, tamanho, índice de carga e índice de velocidade precisam estar alinhados ao que o veículo exige.
A condução do motorista
O motorista deve adotar bons hábitos na hora de conduzir o caminhão, isso por dois motivos principais:
- O seu estilo de condução tem impacto direto nos danos e falhas do veículo, economia de combustível, entre outros fatores.
- Ele tem o principal contato com o veículo, sendo, geralmente, o primeiro a identificar quando há algo errado.
Nesse segundo caso, o motorista precisa informar ao gestor quando notar inconformidades através do checklist de inspeção da frota.
A máxima atenção para detectar alterações na estabilidade da direção, mudanças de consumo e sinais visíveis de desgaste pode ajudar a evidenciar alguns problemas derivados dos pneus, especialmente quando a condução envolve frenagens bruscas, acelerações excessivas ou impactos frequentes.
A condição das vias
Buracos, pedras grandes e demais detritos podem ser bastante prejudiciais à saúde do pneu e, na pior das hipóteses, serem os responsáveis por furos, cortes e estouros que levam a acidentes.
Por isso, o condutor também deve ter a visão atenta para objetos estranhos nas estradas.
Ainda que a atenção seja essencial, os danos nos pneus acontecem com mais frequência em peças que não estão nas condições ideais de rodagem, seja por falta/excesso de pressão ou desgastes irregulares e/ou excessivos. Estradas mal pavimentadas, com buracos ou superfícies irregulares, também contribuem para acelerar o desgaste.
Alguns outros detalhes podem impactar diretamente na durabilidade do pneu. Por exemplo:
- A qualidade da matéria-prima na produção;
- O tempo de uso dos ativos;
- A qualidade da recapagem realizada.
Principais meios de medir a durabilidade do pneu na frota:
Indicador de desgaste do pneu
O Indicador de Desgaste do Pneu, mais conhecido como TWI, é o principal sinal visual da banda de rodagem. Ele ajuda a indicar quando o pneu atingiu o limite de desgaste; pela regra brasileira, é proibido rodar com a profundidade remanescente da banda de rodagem inferior a 1,6 mm.
Essa profundidade remanescente pode ser constatada visualmente pelos indicadores de desgaste, colocados no fundo do desenho da banda de rodagem, e também acompanhada por instrumentos de medição. Ele pode ser medido através do:
Aferidor manual
O aferidor manual é uma opção que costuma ser mais acessível. Ao mesmo tempo, não é tão prática e pode gerar mais erros na leitura quando não há padronização do processo.
Ele funciona sendo inserido no pneu, e o motorista ou gestor faz a leitura da medida, anotando em um checklist ou diretamente na planilha de controle da frota. Essa rotina precisa registrar a medida de forma consistente, porque a profundidade dos sulcos orienta o momento de avaliar recapagem, substituição ou outra intervenção.
Aferidor eletrônico
Outra forma que auxilia na descoberta das condições dos pneus da sua frota é o aferidor eletrônico. Este é um medidor de calibragem e sulcos digital, que aponta se a pressão está baixa ou alta e se os sulcos estão desgastando regular ou irregularmente.
Dessa forma, também auxilia no acompanhamento das peças, evitando o desgaste da banda e o aumento do consumo do combustível. Como a pressão incorreta pode gerar desgaste desigual e reduzir a vida útil do pneu, medir com frequência ajuda o gestor a agir antes que o problema avance.
Gestão de dados sobre pneus
A gestão de pneus na frota é uma grande aliada para determinar a durabilidade de um pneu, pois oferece a possibilidade de controlar os dados através de planilhas, quando feito manualmente, ou por sistema digital.
O maior benefício está em obter as informações de forma organizada, sem depender de anotações soltas. Com histórico de inspeções, profundidade de sulcos, pressão, danos e manutenções, a frota consegue controlar prazos e cronogramas de inspeção, além de acompanhar melhor a manutenção dos pneus.
Para aumentar a durabilidade do pneu é importante…
Calibrar os pneus periodicamente
Quando você cria uma rotina na frota para calibrar os pneus — por exemplo, a cada 15 dias, se essa periodicidade fizer sentido para a operação e para a orientação técnica adotada — está reforçando a segurança e a estabilidade do veículo, além de ajudar a estender a durabilidade.
Em adição, a prática de calibrar pneus evita a aquaplanagem, o detalonamento, entre outros problemas. Também vale incluir, nas inspeções de manutenção, a conferência da pressão correta, do desgaste da banda e de danos visíveis.
Fazer o rodízio de pneus
O rodízio de pneus proporciona o equilíbrio entre o desgaste dos pneus dianteiros e traseiros devido à frenagem, tração e carga do veículo.
O procedimento deve seguir o plano de manutenção da frota, as recomendações técnicas aplicáveis e as condições de uso. A referência de 10 mil quilômetros rodados pode ser usada como rotina interna quando estiver alinhada a esses critérios, ajudando na melhora da estabilidade, do desempenho e da aderência dos pneus ao solo.
Manter os pneus alinhados e balanceados
O alinhamento e balanceamento do veículo ajudam a minimizar o desgaste irregular, garantindo que a carcaça fique intacta e a recapagem seja possível. Ou seja: prolongando a durabilidade do pneu.
Se a direção do caminhão estiver trepidando ou puxando para um dos lados, é sinal que está precisando desse tipo de manutenção. Serviços profissionais de inspeção, rodízio, balanceamento e alinhamento fazem parte dos cuidados recorrentes que mantêm o pneu em melhor condição de uso.
Evitar a sobrecarga
Rodar com excesso de carga é extremamente prejudicial aos pneus, aumentando a pressão que eles exercem sobre o solo e diminuindo sua eficiência na estrada. Portanto, não ultrapasse o peso adequado que o veículo da frota consegue suportar.
A sobrecarga pode causar a deformação e até mesmo comprometer a estrutura dos pneus e da suspensão. Além disso, pressão, carga, velocidade, temperatura, impactos e danos de estrada estão entre os fatores que influenciam o desempenho do pneu ao longo do uso.
Continue conhecendo mais sobre a durabilidade do pneu e seu índice de desgaste em nosso canal:
Perguntas frequentes
O que mais influencia a durabilidade do pneu?
Posso usar pneus de tamanhos diferentes no mesmo veículo?
Como medir o desgaste do pneu na frota?
De quanto em quanto tempo fazer o rodízio de pneus?
Com que frequência calibrar para estender a vida do pneu?
A sobrecarga estraga os pneus?
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