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Gestão de pneus

Durabilidade do pneu: 4 práticas que prolongam a vida

Luiz Felipe Luiz Felipe 4 min de leitura
Durabilidade do pneu: 4 práticas que prolongam a vida

A durabilidade do pneu depende de como o motorista conduz o veículo, das condições de tráfego e, especialmente, dos cuidados que você toma para prolongar a vida útil desse item.

Para cuidar bem dos pneus e manter o máximo de desempenho ao rodar, a manutenção preventiva é fundamental. É através dela que se garante a segurança, economia e produtividade da frota.

Existem algumas formas de “medir” a durabilidade dos pneus, auxiliando na prevenção de multas e acidentes, confira:

Fatores que determinam a durabilidade do pneu:

A forma de uso

Você sabe o que é mesclar os tipos de pneus? É até um erro relativamente frequente. Ele acontece quando são usados pneus de dimensões diferentes em um mesmo veículo.

Para manter os ativos eficientes, é indispensável a atenção entre a compatibilidade dos pneus e das rodas. Os tamanhos diferentes ainda aumentam os riscos de acidentes, prejudicando a estabilidade do veículo.

Além disso, o gestor deve se certificar de que os pneus possuem capacidade para suportar a carga e a velocidade recomendada nas especificações técnicas do modelo do veículo.

A condução do motorista

O motorista deve adotar bons hábitos na hora de conduzir o caminhão, isso por dois motivos principais:

  1. O seu estilo de condução tem impacto direto nos danos e falhas do veículo, economia de combustível, entre outros fatores.
  2. Ele tem o principal contato com o veículo, sendo, geralmente, o primeiro a identificar quando há algo errado.

Nesse segundo caso, o motorista precisa informar ao gestor quando notar inconformidades através do checklist de inspeção da frota.

A máxima atenção para detectar alterações na estabilidade da direção e combustível consumido por quilometragem podem ajudar a evidenciar alguns problemas derivados dos pneus.

A condição das vias

Buracos, pedras grandes e demais detritos podem ser bastante prejudiciais à saúde do pneu e, na pior das hipóteses, serem os responsáveis por furos, cortes e estouros que levam a acidentes. 

Por isso, o condutor também deve ter a visão atenta para objetos estranhos nas estradas.

Ainda que a atenção seja essencial, os danos nos pneus acontecem com mais frequência em peças que não estão nas condições ideais de rodagem, seja por falta/excesso de pressão ou desgastes irregulares e/ou excessivos.

Alguns outros detalhes podem impactar diretamente na durabilidade do pneu. Por exemplo:

  • A qualidade da matéria-prima na produção;
  • O tempo de uso dos ativos;
  • A qualidade da recapagem realizada.

Principais meios de medir a durabilidade do pneu na frota:

Indicador de desgaste do pneu

O Indicador de Desgaste do Pneu, mais conhecido como TWI, é o principal medidor da banda de rodagem. O pequeno triângulo de borracha entre os sulcos determina a profundidade de 1,6 mm, capacidade máxima, determinada por lei, para rodar.

Ele pode ser medido através do:

Aferidor manual

O aferidor manual é uma opção que costuma ser mais acessível. Ao mesmo tempo, não é tão prática e gera mais erros na leitura.

Ele funciona sendo inserido no pneu e o motorista ou gestor que faz a leitura da medida, anotando em um checklist ou diretamente na planilha de controle da frota.

Aferidor eletrônico

Outra forma que auxilia na descoberta das condições dos pneus da sua frota é o aferidor eletrônico. Este é um medidor de calibragem e sulcos digital, que aponta se a pressão está baixa ou alta e se os sulcos estão desgastando regular ou irregularmente.

Dessa forma, também auxilia no acompanhamento das peças, evitando o desgaste da banda e o aumento do consumo do combustível.

Gestão de dados sobre pneus

A gestão de pneus na frota é uma grande aliada para determinar a durabilidade de um pneu, pois oferece a possibilidade de controlar os dados através de planilhas, quando feito manualmente, ou por sistema digital.

O maior benefício está em obter as informações na palma da mão, sem necessariamente estar na empresa.

Para aumentar a durabilidade do pneu é importante…

Calibrar os pneus periodicamente

Quando você cria a rotina na frota, de calibrar os pneus a cada 15 dias, está garantindo segurança e estabilidade ao veículo, além de ter sua durabilidade estendida.

Em adição, a prática de calibrar pneus evita a aquaplanagem, o detalonamento, entre outros problemas.

Fazer o rodízio de pneus

O rodízio de pneus proporciona o equilíbrio entre o desgaste dos pneus dianteiros e traseiros devido à frenagem, tração e carga do veículo.

O procedimento deve ser realizado a cada 10 mil quilômetros rodados e garante a melhora da estabilidade, do desempenho e da aderência dos pneus ao solo.

Manter os pneus alinhados e balanceados

O alinhamento e balanceamento do veículo ajudam a minimizar o desgaste irregular, garantindo que a carcaça fique intacta e a recapagem seja possível. Ou seja: prolongando a durabilidade do pneu. 

Se a direção do caminhão estiver trepidando ou puxando para um dos lados, é sinal que está precisando desse tipo de manutenção.

Evitar a sobrecarga

Rodar com excesso de carga é extremamente prejudicial aos pneus, aumentando a pressão que eles exercem sobre o solo e diminuindo sua eficiência na estrada. Portanto, não ultrapasse o peso adequado que o veículo da frota consegue suportar.

A sobrecarga pode causar a deformação e até mesmo comprometer a estrutura dos pneus e da suspensão.

Continue conhecendo mais sobre a durabilidade do pneu e seu índice de desgaste em nosso canal:

Perguntas frequentes

O que mais influencia a durabilidade do pneu?

Três fatores são destacados: a forma de uso, a condução do motorista e a condição das vias. A forma de uso inclui a compatibilidade entre pneus e rodas e a capacidade de suportar a carga e a velocidade recomendadas na especificação técnica do veículo. Outros detalhes também podem pesar, como a qualidade da matéria-prima empregada na produção, o tempo de uso desses ativos e a qualidade da recapagem realizada.

Posso usar pneus de tamanhos diferentes no mesmo veículo?

Mesclar tipos de pneus — montar num mesmo veículo pneus de dimensões distintas — é apontado como um erro relativamente frequente. Para que os ativos se mantenham eficientes, a compatibilidade entre pneus e rodas exige atenção indispensável. Tamanhos distintos ainda elevam o risco de acidentes, porque prejudicam a estabilidade do veículo. O gestor também deve confirmar se os pneus suportam a carga e a velocidade recomendadas nas especificações técnicas.

Como medir o desgaste do pneu na frota?

O principal medidor da banda de rodagem é o Indicador de Desgaste do Pneu (TWI): um pequeno triângulo de borracha entre os sulcos que marca a profundidade de 1,6 mm, o limite máximo determinado por lei para rodar. A leitura pode ser feita com aferidor manual, mais acessível porém menos prático e sujeito a mais erros, ou com aferidor eletrônico, que indica pressão baixa ou alta e mostra se os sulcos se desgastam de forma regular.

De quanto em quanto tempo fazer o rodízio de pneus?

O rodízio deve acontecer a cada 10 mil quilômetros rodados. Ele equilibra o desgaste entre os pneus da frente e os de trás, que sofrem de forma diferente com frenagem, tração e carga do veículo, e melhora estabilidade, desempenho e aderência ao solo. Junto com alinhamento e balanceamento, ajuda a minimizar o desgaste irregular e a manter a carcaça intacta para a recapagem.

Com que frequência calibrar para estender a vida do pneu?

Criar a rotina de calibragem a cada 15 dias é apontado como forma de garantir segurança e estabilidade ao veículo e de estender a durabilidade. A prática também evita a aquaplanagem e o detalonamento, entre outros problemas. Quando o caminhão trepida na direção ou puxa para um dos lados, o sinal é de que ele precisa de alinhamento e balanceamento.

A sobrecarga estraga os pneus?

Rodar sobrecarregado é extremamente prejudicial aos pneus: o excesso de carga faz o pneu exercer mais pressão contra o solo e reduz a eficiência na estrada. A sobrecarga pode causar deformação e até comprometer a estrutura tanto dos pneus quanto da suspensão. Por isso, a orientação é não ultrapassar o peso que o veículo da frota consegue suportar — e confirmar, antes, se os pneus atendem à carga prevista para o modelo.

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