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Gestão de pneus

A importância da gestão de pneus para frotas de veículos

Luiz Felipe Luiz Felipe 6 min de leitura
A importância da gestão de pneus para frotas de veículos

A importância da gestão de pneus não pode ser subestimada, pois impacta diretamente na redução de custos operacionais, na melhoria da segurança e no aumento da produtividade.

Isso porque pneus bem gerenciados tendem a ter um aumento de sua durabilidade, oferecer mais estabilidade aos veículos, manter o consumo de combustível nos níveis ideais e reduzir o desgaste veicular como um todo.

Para otimizar a gestão de pneus, é essencial adotar práticas de monitoramento, implementando uma rotina de inspeção, além de ter processos bem definidos para a manutenção desses ativos.

Confira a seguir:

Qual a importância da gestão de pneus?

Aumentar visibilidade sobre condições de uso dos pneus

A gestão eficiente de pneus dá uma visão ampla das condições de uso de cada pneu na frota, permitindo que você tome decisões informadas sobre quando um pneu precisa ser substituído, calibrado ou recapado.

Com a utilização de tecnologias para gerenciar pneus, como o aferidor eletrônico e um sistema de gestão, é possível acompanhar continuamente dados como a calibragem, variações de pressão ao longo de um período, além da profundidade dos sulcos, que indicam o desgaste médio dos pneus.

Essas informações garantem que você possa avaliar o desempenho de diferentes marcas e modelos de pneus em variadas condições de uso, como em percursos urbanos ou rotas de longa distância.

Identificação dos pneus de melhor custo benefício às operações

Uma gestão de pneus adequada envolve avaliar diversas marcas e modelos para determinar quais oferecem maior durabilidade e menor custo de manutenção com base nas condições de operação específicas da frota. 

De modo geral, o pneu de melhor custo benefício é aquele que consegue atender às demandas da operação mantendo um bom custo por quilômetro, o que corresponde a uma boa durabilidade para o uso da operação. Isso pode ser medido pelo indicador de desempenho CPK (Custo por Quilômetro) de cada pneu.

Esse processo de seleção deve levar em consideração fatores como o tipo de carga transportada, as distâncias percorridas, as condições das estradas e até variações climáticas típicas das rotas operadas.

Utilizando dados históricos e análises de desempenho, você pode estabelecer padrões de desgaste e adaptar a escolha de pneus para melhor a economia e eficiência operacional.

Controlar e reduzir custos operacionais da frota

A importância da gestão de pneus está muito associada à redução dos custos de compra dos pneus. E sim, uma boa gestão ajuda a otimizar o orçamento nessa etapa.

Através de uma análise detalhada do desempenho dos pneus e da avaliação do custo por quilômetro (CPK), é possível identificar os modelos que oferecem o melhor retorno econômico e direcionar os investimentos para os pneus mais eficientes.

Além disso, ao controlar melhor as condições dos pneus, evitando desgaste excessivo ou irregular, é possível, antes de comprar um pneu novo, oferecer uma extensão de sua vida útil ao submeter os pneus a um processo de recapagem.

A redução de custos não se limita apenas aos pneus, mas se estende ao consumo de combustível e aos gastos com manutenção veicular. 

Pneus que são mantidos na calibragem adequada e em boas condições contribuem para a estabilidade do veículo, absorvendo melhor os impactos da estrada, o que reduz a necessidade de manutenções frequentes e previne desgastes acelerados em componentes críticos do veículo.

Com relação aos gastos com abastecimento, pneus bem calibrados garantem uma combustão de combustível mais eficiente, reduzindo o consumo geral e os custos operacionais associados.

Evitar a recusa de recape e gerar um melhor ROI para a frota

Identificar o momento ideal para o recape dos pneus, antes que eles atinjam um estado de desgaste que impeça sua reutilização, é parte fundamental da gestão de pneus de uma frota. 

Ao agir antes que os pneus atinjam um nível de desgaste que impeça sua reutilização, evita-se a recusa de pneus para recapagem, permitindo que sejam melhor reaproveitados nas operações da frota.

A recusa geralmente ocorre quando os pneus já estão em condições muito degradadas, o que representa um risco maior à segurança.

Ao possibilitar um maior número de recapagens, o uso dos pneus é prolongado, e, considerando que o custo do recapeamento é menor do que a compra de novos, o retorno sobre o investimento nesses ativos aumenta.

Dar mais segurança para a rodagem do veículo

A principal intenção da rotina de cuidados com pneus é garantir que eles rodem em condições ideais, sem desgaste excessivos, danos e com a calibragem correta.

Essa atenção previne desequilíbrios e estouros causados por impactos, que são situações de risco elevado nas estradas. 

Pneus desgastados ou mal calibrados podem levar a graves acidentes de trânsito, colocando em risco os motoristas.

Por isso, a importância da gestão de pneus é que ela assegura que todos os pneus da frota estejam sempre em conformidade com as especificações técnicas recomendadas.

Isso inclui manter uma aderência adequada, estabilidade e desempenho seguros durante a rodagem, independentemente das condições climáticas ou das características da estrada.

Como fazer e otimizar a gestão de pneus da frota?

Com práticas adequadas e o uso de tecnologia, é possível estender a vida útil dos pneus, melhorar o desempenho dos veículos e assegurar uma operação mais econômica e segura. 

Aqui estão algumas estratégias fundamentais para alcançar esses objetivos:

  • Rotina de inspeção dos pneus

É preciso acompanhar em tempo real a pressão e a profundidade dos sulcos dos pneus, permitindo ajustes e prevenindo falhas. Isso pode ser feito por meio de um aferidor eletrônico que coleta ambas informações.

Como recomendação, a pressão pode ser medida a cada 7 dias e a profundidade mensalmente

Porém, é importante acompanhar os dados de perto e entender como melhor ajustar o cronograma de inspeções, pois alguns modelos de pneus podem segurar melhor a pressão.

Isso pode estender o tempo de inspeção para 15 dias. Ao mesmo tempo, alguns modelos podem desgastar mais rápido, sendo necessário uma frequência maior de verificação dos sulcos, também para 15 dias.

  • Educação, treinamento e capacitações aos motoristas

Os motoristas devem ser treinados sobre a importância de manter os pneus em boas condições e como fazer verificações básicas de pressão e desgaste.

Treinamentos regulares e materiais de referência podem ajudar os motoristas a identificar sinais de desgaste irregular ou problemas que necessitem de atenção imediata, garantindo que os pneus sejam mantidos adequadamente entre as inspeções programadas.

  • Políticas de gestão de pneus e manutenção

Essas políticas devem incluir diretrizes sobre a frequência das inspeções, critérios para troca e recapagem de pneus, além de procedimentos em caso de detecção de problemas.

Estabelecer padrões baseados nas recomendações dos fabricantes e nas melhores práticas do setor pode ajudar a manter a consistência e a confiabilidade na manutenção dos pneus.

  • Sistema de gestão de pneus e análise de dados

A implementação de um sistema de gestão de pneus que integre tecnologias de coleta de dados e análise é essencial para uma gestão otimizada.

Esses sistemas permitem o monitoramento contínuo das condições dos pneus e ajudam a prever necessidades de manutenção antes que problemas maiores surjam.

A análise de dados coletados ao longo do tempo pode revelar tendências e padrões que orientam a otimização de rotinas de manutenção e a seleção de pneus mais adequados para as condições específicas de uso da frota.

Pronto para melhorar a gestão de pneus e maximizar a eficiência operacional? Agende uma demonstração conosco para conhecer a solução ideal para a sua frota.

Perguntas frequentes

Meus pneus estão durando menos do que deveriam. O que investigo primeiro?

Pressão e profundidade dos sulcos, medidas com regularidade e acompanhadas ao longo do tempo, não só no dia da conferência. A variação de pressão entre uma medição e outra revela os pneus que perdem ar, e a profundidade dos sulcos indica o desgaste médio. Com esse histórico, dá para ver se o problema está na calibragem, nas condições de uso da operação ou no modelo escolhido para o tipo de rota que a frota faz.

Como reduzir o custo por quilômetro dos pneus de uma frota?

Medindo o CPK de cada pneu e usando o resultado para direcionar a compra aos modelos que oferecem o melhor retorno na sua operação. Junto disso, controlar as condições de uso para evitar desgaste excessivo ou irregular, o que permite estender a vida útil pela recapagem antes de comprar um pneu novo. A economia não fica só no pneu: calibragem adequada reduz o consumo de combustível e a frequência de manutenções.

O que olhar ao escolher um sistema de gestão de pneus?

Se ele integra coleta e análise de dados, e não apenas guarda registro solto. Na prática, precisa acompanhar a calibragem, a profundidade dos sulcos e o quanto a pressão varia dentro de um mesmo período, e reter esse histórico para comparar o desempenho de marcas e modelos pelo CPK que cada um entregou. A Prolog, por exemplo, acompanha mais de 740 mil pneus ativos em mais de 1.500 operações, em quatro países.

Qual pneu tem o melhor custo-benefício para a minha operação?

Não existe resposta única: é o pneu que dá conta do que a operação exige e ainda mantém um bom custo por quilômetro. Isso depende do tipo de carga transportada, das distâncias percorridas, das condições das estradas e até das variações climáticas típicas das rotas. Por isso a escolha se faz com dados históricos da própria frota, comparando marcas e modelos pelo CPK que cada um entregou nas condições reais de uso.

De quanto em quanto tempo medir pressão e sulco dos pneus?

Como ponto de partida, a recomendação é medir a pressão a cada sete dias e a profundidade dos sulcos uma vez por mês. O cronograma, porém, deve ser ajustado ao que os dados mostrarem: modelos que seguram melhor a pressão podem esticar essa medição para quinze dias, e modelos que desgastam mais rápido pedem verificação dos sulcos com mais frequência, também a cada quinze dias.

Como evitar que os pneus sejam recusados na recapagem?

Identificando o momento certo de mandar recapar, antes que o desgaste chegue ao ponto que impede a reutilização. A recusa costuma acontecer justamente com pneus já muito degradados, que representam risco maior à segurança. E como recapear custa menos do que comprar pneus novos, cada recapagem a mais que a frota consegue aproveitar aumenta o retorno sobre o investimento feito nesses ativos.

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