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Gestão de pneus

Sucateamento de pneus: significado, causas e análise

Luiz Felipe Luiz Felipe 6 min de leitura
Sucateamento de pneus: significado, causas e análise

O sucateamento de pneus pode até ser algo comum nas frotas, mas não é uma realidade que você deve considerar como normal. Afinal, costuma indicar falhas na gestão e mostra que os processos de manutenção, inspeção e controle ainda podem evoluir.

Esse problema acontece quando você está perdendo pneus antes da hora, o que pode ser um sinal importante de problemas graves na gestão como: falta de acompanhamento do desgaste dos pneus, não realização de manutenções periódicas e até mesmo um baixo controle sobre condutas operacionais que afetam os pneus em rota.

Além disso, o sucateamento de pneus antecipado provoca aumento dos custos da frota.

Evitar o sucateamento de pneus deve ser uma prioridade em qualquer operação. Com processos consistentes, é possível reduzir o descarte antecipado e tratar as causas antes que elas se repitam. Continue lendo para descobrir mais sobre:

O que é sucateamento de pneus?

O sucateamento de pneus na frota refere-se ao desgaste excessivo ou ao dano que faz esses componentes perderem suas características e funções originais antes do melhor aproveitamento possível, muitas vezes por falta de manutenção e cuidados adequados.

Portanto, qualquer pneu perdido na frota é considerado como sucateado, seja por chegar ao limite de uso, seja por sofrer um dano que inviabiliza sua permanência em serviço ou uma nova reforma.

Quando acontece o sucateamento de pneus?

O sucateamento de pneus ocorre quando um pneu atinge um nível máximo de desgaste ou sofre algum dano irreparável, tornando-o inadequado para uso, mesmo após serviços como recapagem e recauchutagem.

Várias razões podem levar ao sucateamento de pneus, incluindo problemas relacionados ao estilo de condução do motorista, erros na montagem e desmontagem dos pneus, problemas de alinhamento do veículo, arraste lateral, calibragem incorreta, furos, danos internos e muito mais. Pressão, carga, velocidade, temperatura, impactos e danos causados por riscos da via também influenciam o desempenho do pneu.

Além disso, o sucateamento pode ser resultado de falhas de fabricação, reforma inadequada do pneu, problemas operacionais e de manutenção do veículo, consertos mal executados em decorrência de objetos estranhos (como pregos ou parafusos), ou falhas na aplicação de manchões durante os reparos.

É essencial identificar as principais causas de sucateamento específicas para sua operação, a fim de encontrar soluções eficazes que evitem a perda de recursos valiosos na frota, tanto em termos de ativos quanto financeiros.

Por que o gerenciamento de pneus é importante para evitar pneus sucateados?

Quando um pneu é submetido a rotinas regulares de inspeção, calibragem e manutenção, a frota aumenta as chances de aproveitar melhor sua vida útil e evitar desperdício de recursos. Entre os pontos de manutenção contínua mais importantes estão pressão, banda de rodagem, rodízio e alinhamento.

Portanto, conhecer e seguir corretamente os processos de gestão de pneus da frota é fundamental para aproveitar ao máximo a durabilidade dos ativos em sua frota. Em inspeções periódicas, vale observar pressão adequada, desgaste da banda de rodagem e danos visíveis; quando houver uma condição preocupante, a avaliação de um profissional de pneus ajuda a orientar a decisão correta.

Legislação e regulamentações para descarte de pneus

Existem leis que regulam o uso de pneus, contribuindo para a organização e controle das operações de gerenciamento de pneus. A Resolução Contran nº 913/2022 dispõe sobre o uso de pneus em veículos.

Uma das regras centrais é que os pneus não devem rodar com profundidade remanescente da banda de rodagem inferior a 1,6 mm, constatada visualmente por meio de indicadores de desgaste. Além disso, existem restrições quanto à utilização de pneus reformados em determinados tipos de veículos e posições específicas, entre outras normas a serem seguidas.

Por isso, acompanhar o índice de sucateamento dos pneus e fazer o gerenciamento desses ativos da frota corretamente é fundamental tanto para garantir uma operação mais segura, econômica e produtiva, quanto para evitar sanções previstas na legislação quando o veículo circula em desacordo com as exigências aplicáveis.

Como analisar o sucateamento de pneus na sua frota?

No momento do descarte, é importante identificar a causa do sucateamento, pois esse é o principal ponto para uma compreensão aprofundada das análises e soluções necessárias.

Além disso, é relevante avaliar a profundidade da borracha que ainda restava no pneu no momento do descarte, a fim de compreender o desperdício gerado pelo pneu sucateado.

Normalmente, a pessoa encarregada da análise de pneu removido de serviço

é um consultor técnico. Ele coleta as informações essenciais, elabora um laudo ou relatório e propõe um plano de ação contendo as correções necessárias para prevenir o sucateamento precoce dos pneus.

Se a análise for realizada internamente, é imprescindível que seja conduzida por um colaborador qualificado para essa tarefa.

O que incluir no relatório de sucateamento de pneus?

O relatório deve incluir informações básicas do pneu analisado, como marca, modelo, marca de fogo, medidas, entre outros. Também deve-se identificar a quilometragem percorrida, a quantidade de serviços executados (como recapagem), a quantidade de borracha remanescente no pneu e a data e a razão do descarte.

Além desses dados objetivos, todos os relatórios de pneus ou de outras áreas da frota devem incluir comentários, análises e insights obtidos durante a inspeção do pneu sucateado.

Se o relatório for apresentado à direção da empresa, é importante identificar as soluções propostas e, se necessário, apresentar orçamentos para a implementação das medidas recomendadas.

Como fazer a prevenção de sucateamento de pneus?

Para evitar o sucateamento de pneus em sua frota, é preciso adotar uma gestão de pneus. Se você já implementou essa gestão, é importante conduzir uma auditoria na frota para avaliar quais processos estão apresentando falhas e como essas falhas podem ser corrigidas.

Aprimorar a sua gestão de pneus é fundamental para evitar a perda prematura de pneus e buscar a máxima vida útil possível desses ativos, sem tratar o resultado como garantido em todos os cenários. A manutenção depois que o pneu é instalado no veículo é um dos fatores mais importantes para seu desempenho.

Os benefícios dessa prevenção vão desde uma melhor economia em suas operações até uma contribuição com práticas de sustentabilidade no transporte. A gestão adequada também conversa com a lógica de redução de resíduos e de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.

Agora você já está pronto para reduzir o sucateamento de pneus e otimizar a sua gestão? Conheça a solução de gestão de pneus Prolog App e leve a eficiência da sua frota ao próximo nível — a demonstração do sistema é gratuita.

Perguntas frequentes

Quando um pneu é considerado sucateado?

Quando chega ao nível máximo de desgaste ou sofre um dano irreparável que o torna inadequado para uso, mesmo depois de recapagem ou recauchutagem. Na prática, qualquer pneu perdido pela frota entra nessa conta. A perda antecipada pode sinalizar problemas graves de gestão, como ausência de acompanhamento do desgaste, manutenções periódicas que não acontecem e baixo controle sobre práticas operacionais que afetam os pneus em rota.

O que causa o sucateamento de pneus?

Várias razões podem levar a isso: erros na montagem e na desmontagem, o estilo de condução ao volante, arraste lateral, alinhamento do veículo fora de ajuste, calibragem incorreta, furos e danos internos, entre outros. O descarte também pode vir de reforma inadequada, falhas de fabricação, consertos mal executados por objetos estranhos, como pregos ou parafusos, falhas na aplicação de manchões e problemas operacionais e de manutenção do veículo.

Como analisar o sucateamento de pneus na frota?

No momento do descarte, identifique a causa: esse é o principal ponto para aprofundar as análises e chegar às soluções necessárias. Vale também avaliar quanta borracha ainda restava no pneu, para dimensionar o desperdício. Normalmente é um consultor técnico quem analisa o pneu removido de serviço; ele reúne as informações essenciais, elabora laudo ou relatório e sugere um plano de ação com as correções necessárias. Feita internamente, a análise exige um colaborador qualificado.

O que incluir no relatório de sucateamento de pneus?

Os dados básicos do pneu analisado, como medidas, marca, modelo e marca de fogo, entre outros; quantos quilômetros ele rodou; quantos serviços foram executados, como recapagem; a borracha remanescente; e a razão e a data do descarte. O relatório deve trazer ainda as análises, os comentários e os insights que a inspeção do pneu sucateado gerou. Se for apresentado à direção, convém identificar as soluções propostas e, se necessário, os orçamentos.

Como prevenir o sucateamento antecipado de pneus?

Adotando uma gestão de pneus na frota. Se ela já existe, o caminho é conduzir uma auditoria para avaliar quais processos apresentam falhas e como corrigi-las. Inspeção, calibragem, manutenção, rodízio e alinhamento em rotina regular ajudam a aproveitar melhor a vida útil dos pneus e evitam desperdício de recursos. Os benefícios dessa prevenção vão da economia nas operações à contribuição com práticas de sustentabilidade no transporte.

O que a legislação exige sobre o uso de pneus?

O uso de pneus é regulado por normas como a Resolução Contran nº 913/2022, que dispõe sobre pneus em veículos. Uma regra central é não rodar com profundidade remanescente da banda de rodagem inferior a 1,6 mm, verificada visualmente por indicadores de desgaste. Também há restrições ao uso de pneu reformado em certos tipos de veículo e posições específicas, entre outras normas. Acompanhar o sucateamento e gerenciar bem esses ativos ajuda a manter a operação segura e a evitar sanções.

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