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Gestão de pneus

Os 10 mandamentos da gestão de pneus da frota

Jean Zart Jean Zart 7 min de leitura
Os 10 mandamentos da gestão de pneus da frota

Manter uma frota eficiente e com custos controlados exige atenção contínua aos pneus. A gestão de pneus da frota transforma essa atenção em rotina: define o que inspecionar, como registrar os achados, quem decide a correção e como avaliar o resultado ao longo do uso.

De maneira geral, esse processo envolve desde a calibragem correta até o uso de tecnologias de monitoramento para maximizar a vida útil dos pneus, reduzir o consumo de combustível e evitar paradas inesperadas na estrada.

Confira a seguir os 10 mandamentos da gestão de pneus da frota: 

Realizar inspeções visuais diárias

A inspeção visual diária é um passo essencial para identificar anomalias antes que evoluam para uma falha. Ela não substitui os critérios técnicos de manutenção, mas ajuda a encaminhar o pneu para a avaliação necessária.

Pequenos cortes, bolhas e desgastes irregulares podem ser facilmente detectados com uma simples checagem por meio de um checklist diário de veículos, o que evita maiores danos e custos de manutenção.

Estabelecer um cronograma de manutenção dos pneus

A manutenção preventiva é fundamental para garantir a durabilidade dos pneus. Um cronograma definido de inspeções, alinhamento, balanceamento e rodízio de pneus evita desgastes desnecessários e prolonga a vida útil dos pneus, resultando em menor custo operacional.

Isso pode ser realizado e gerenciado por meio de um sistema de gestão de pneus dedicado, que terá as funcionalidades necessárias para esse objetivo. Ao contrário de outros sistemas mais abrangentes ou módulos de pneus que não possuem as funcionalidades completas necessárias para uma gestão de pneus de alto nível.

Utilizar tecnologias de monitoramento

Ferramentas como o TPMS (Sistema de Monitoramento de Pressão de Pneus) podem informar pressão e temperatura dos pneus conforme a solução adotada. Esses dados complementam a inspeção e ajudam o gestor a priorizar uma verificação técnica quando houver desvio.

Além dessa, o aferidor eletrônico deve ser usado para acompanhar tanto a pressão quanto a profundidade dos sulcos dos pneus, que é um indicativo do nível de desgaste médio sofrido ao longo do tempo.

Calibrar os pneus corretamente

Manter a calibragem dos pneus dentro da especificação recomendada é essencial para a segurança e eficiência da frota. Pneus mal calibrados aumentam o consumo de combustível, o desgaste irregular e o risco de acidentes. 

Por isso, a calibragem correta deve fazer parte da rotina semanal de manutenção.

Manter registros detalhados de cada pneu

Cada pneu da frota deve ter seu histórico registrado, incluindo data de compra, rodízios, recapagens e quilometragem percorrida. Esses dados são essenciais para monitorar o desempenho dos pneus, planejar a recapagem e calcular o custo por quilômetro (CPK).

Planejar a recapagem no momento certo

A recapagem pode ser uma alternativa para carcaças que atendam aos critérios técnicos e comerciais da operação. O momento da decisão deve considerar inspeção, histórico do pneu e avaliação do fornecedor; recapagens feitas sem esses critérios podem comprometer a segurança e o aproveitamento da carcaça.

Analisar o custo por quilômetro (CPK)

O CPK é uma métrica fundamental para o gestor de pneus da frota. Ele mede o custo operacional de cada pneu por quilômetro rodado.

Monitorar o CPK permite tomar decisões mais informadas na escolha de pneus, recapagens e manutenções, garantindo uma gestão de pneus mais eficiente e econômica.

Escolher pneus adequados para cada veículo e operação

Nem todos os pneus são iguais, e cada tipo de operação demanda um pneu específico. Para garantir o melhor desempenho e durabilidade, você deve escolher pneus adequados às condições de uso da frota, seja para rodovias, áreas urbanas ou terrenos irregulares.

Analisar o sucateamento de pneus

Entender o momento certo de sucatear os pneus é essencial para evitar riscos à operação. Pneus que já passaram do ponto de recapagem ou que apresentam falhas estruturais devem ser descartados, pois podem causar acidentes e aumentar os custos com manutenções emergenciais.

Mas mais do que isso, é preciso analisar essa sucata e entender porque ela chegou ao nível de danos que levou ao descarte antecipado da carcaça.

Usar Prolog na gestão de pneus da frota

A solução Prolog combina aferidor eletrônico e sistema de gestão para registrar pressão e desgaste durante as inspeções. Os dados ficam atualizados a cada aferição e podem apoiar a organização das rotinas de pneus e das ações de manutenção.

Os resultados de uma gestão de pneus dependem da recorrência das inspeções, das condições de uso, das decisões de manutenção e do acompanhamento da equipe. Por isso, metas de durabilidade, descarte e custo devem ser definidas e verificadas com os dados da própria operação.

Quando uma inspeção registra uma anomalia, a equipe pode encaminhar a ocorrência conforme o fluxo de manutenção adotado. Confira aspectos que fazem diferença na operação:

Redução do tempo de aferição

A aferição com equipamento eletrônico pode reduzir etapas de transcrição e organizar os dados da inspeção no sistema de controle. O tempo efetivo depende do processo de trabalho, do tipo de pneu, do treinamento e das condições da operação; acompanhe esse indicador na própria frota antes de definir uma meta.

O importante é que a rotina cubra os pontos de medição definidos pela operação e que o registro permita comparar inspeções sucessivas.

E lembrando também que, quando há variação de pressão de calibragem, o desgaste irregular dos pneus ou alguma outra anomalia, as ordens de serviço são abertas automaticamente pelo sistema com a sugestão de correção necessária.

Aumento da precisão dos dados

Definir processos e ter recorrência nas aferições é importante e, para isso, é indispensável ter informações confiáveis, que reflitam a real situação da sua frota.

Processos manuais e digitais exigem critérios claros de medição, treinamento e conferência. Ao centralizar os registros de aferição, a equipe pode rastrear o histórico de cada pneu e investigar leituras fora do padrão, sem depender de informações dispersas.

Inclusive, o aparelho para aferição é de desenvolvimento próprio, o que possibilita seu constante aprimoramento para assegurar seu funcionamento, adequação à realidade das operações atendidas e segurança dos clientes quanto à informação gerada.

Aumento da durabilidade dos pneus

Com constância nas aferições e correções feitas no momento adequado, a operação cria condições para reduzir desperdícios e buscar melhor aproveitamento dos pneus. O efeito deve ser medido por modelo, posição, percurso e condição de uso.

Aliado aos dados e informações, que alimentam relatórios possibilitando a visibilidade do cenário da operação, torna-se possível identificar, corrigir e prever comportamentos de consumo e desgaste.

Dessa forma, é possível ter tempo e fundamentos para tomar as decisões rotineiras e estratégicas dentro da gestão de frotas, garantindo mais segurança, eficiência e otimização de recursos.

Redução de manutenções corretivas

Os pneus influenciam em todo o veículo. Se eles estão mal calibrados, o veículo irá balançar mais na estrada e aumentar o impacto de buracos, podendo causar falhas e quebra de peças.

Com inspeções recorrentes e a execução das correções pela equipe, os registros do sistema Prolog podem apoiar o cuidado com a calibragem e o acompanhamento do desgaste dos pneus. Os efeitos sobre a manutenção do veículo dependem das condições de uso e devem ser verificados nos dados da própria operação.

Informações para compra de novos pneus

Com uma análise de CPK, o custo por quilômetro de cada pneu, realizada no sistema Prolog App, os gestores conseguem descobrir qual é o tipo de pneu mais adequado para a operação de transporte realizada pela frota.

Redução de custos

Um desafio para todos os gestores é o equilíbrio dos custos da operação, que também é impactado positivamente pela utilização do Prolog App. Esse ganho acontece em três aspectos: produtividade operacional, custos diretos com pneus e gastos associados como combustível e manutenção veicular.

No primeiro caso, a equipe consegue realizar mais atividades em menos tempo. Isso representa a possibilidade de se manter eficiente mesmo com uma equipe mais enxuta (com um menor custo), já que parte das atividades poderá ser absorvida pelo sistema.

Depois, prolongar a vida útil dos pneus significa que as compras de pneus novos serão feitas com menor frequência e também poderão ser realizados mais processos de recapagem para melhor aproveitamento dos pneus. Assim, é gerada uma economia significativa para a operação.

Os gastos com combustível são outros que tendem a cair, pois um dos vilões do consumo de combustível é a circulação dos veículos com pneus mal calibrados. Da mesma forma que isto é verdade para os custos com manutenção, já que os pneus ajudam a reduzir impactos na estrutura do veículo em si.

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