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Gestão de manutenção de frotas

Troca de óleo: quando fazer nos veículos da frota

Luiz Felipe Luiz Felipe 6 min de leitura
Troca de óleo: quando fazer nos veículos da frota

Fazer a troca de óleo dos veículos da frota é uma tarefa fundamental para garantir um bom funcionamento e performance dos mesmos.

Trata-se, basicamente, de substituir o óleo lubrificante do motor que já foi utilizado e está abaixo do nível ou com resíduos acumulados por um líquido novo. Assim, garante que o motor não sofrerá as consequências, como o atrito excessivo de algumas peças.

A maior dúvida em torno dessa atividade é saber quando está na hora de fazer a troca e quais são os critérios determinantes para ela. A seguir, veja:

Para que serve a troca de óleo do veículo?

O óleo lubrificante do motor é um líquido que contém substâncias para auxiliar tanto na parte de lubrificação das peças, evitando que tenham desgaste por atrito no funcionamento do veículo, quanto na parte de controle de temperatura do motor. 

O óleo lubrificante não tem a mesma função que o fluido de arrefecimento do motor, mas contribui para que tenha um desempenho melhor.

Por que trocar o óleo do motor?

Além de realizar a inspeção da frota, é importante avaliar o nível de óleo do motor com periodicidade para evitar que fique abaixo ou até acima do recomendado, pois ambos níveis prejudicam o funcionamento do motor. 

Além disso, o acúmulo de sujeiras e resíduos no líquido é natural, o que também atrapalha para que realize sua função — até causando um efeito contrário e prejudicando as peças do motor.

A troca de óleo é fundamental para que o motor não seja prejudicado e você acabe perdendo um veículo antes da hora ou que tenha custos mais altos de manutenção corretiva.

Problemas que acontecem se não fizer a troca de óleo corretamente

Perda de rendimento do motor

Mesmo em um primeiro momento, a perda de eficiência do veículo já acontece. Qualquer problema, seja no óleo, fluido de arrefecimento ou até no nível de água do motor, gera uma perda de rendimento.

Ou seja, o motor continua funcionando, mas suas peças e componentes sofrem mais atrito, podendo demorar mais a responder alguns comandos, perdendo sua potência e até atrapalhando a queima correta de combustível.

Motor fundido

Quando a troca de óleo é postergada por muito tempo, o problema também passa a ser maior. A falta de lubrificação ou lubrificação incorreta faz com que as peças do motor sofram mais atrito, gerando mais calor no funcionamento deste. 

Como também tem um papel no arrefecimento do motor, pode prejudicar a eficiência desse sistema e impedir um desempenho correto do fluido que ajuda a reduzir as temperaturas para ligar e movimentar o veículo.

Dessa forma, as temperaturas podem chegar a graus tão elevados que fazem fundir o motor.

Quando fazer a troca de óleo do veículo?

A resposta para essa pergunta depende da marca e modelo do veículo, até mesmo do ano em que foi lançado. O tipo de óleo lubrificante que deve ser usado, assim como a periodicidade de troca estão descritos no manual de proprietário do veículo, e é uma recomendação que deve ser seguida corretamente.

Isso porque os motores possuem diferenças em sua construção e mesmo com a evolução ano após anos os materiais podem influenciar no óleo utilizado. Por isso, é importante realizar a inspeção da frota e identificar na aquisição de cada modelo qual é a recomendação do óleo utilizado e deixar registrado em um local de fácil acesso. 

Igualmente, inclua no plano de manutenção a inspeção desse item com a frequência indicada para cada placa da frota.

Importante ressaltar: 

O tempo pode ser menor que o recomendado no manual para os veículos da frota que são mais utilizados, principalmente caminhões e ônibus. Para esses veículos pesados não existe um número único: o intervalo varia com o tipo de serviço — rodoviário, urbano, obra, mineração ou canavieiro —, e cada fabricante define o prazo do seu motor. O uso severo encurta o intervalo do manual, não o alonga.

A média mais adequada você terá que determinar através do histórico de manutenção da frota, verificando se houve problemas relacionados à troca de óleo e a média de quilometragem rodada de cada veículo que passou por problemas — para poder indicar um tempo menor e mais adequado para a inspeção e substituição do líquido lubrificante.

Para monitorar a necessidade de troca de óleo:

Utilize recursos de controle na sua frota para não deixar de fazer essa tarefa. Dentre eles:

Checklist de inspeção de veículos

Pode ser no papel, mas que sejam documentos preenchidos corretamente e arquivados para consulta quando necessário. Isso ajuda o gestor a avaliar, pela data de finalização do checklist, quando deve ser feita a próxima inspeção e qual a hora de verificar o óleo do motor.

Planilha de controle de manutenção

A planilha é uma alternativa que exige mais “mão” para funcionar adequadamente, pois é preciso coletar os dados da sua rotina, constantemente e inserir nela. O ponto positivo é que, uma vez que estiver configurada, você terá gráficos comparativos ao final de cada mês com as informações que optou por controlar.

Checklist eletrônico

O checklist eletrônico é uma alternativa moderna e tecnológica para realizar a inspeção dos veículos da frota. Todo o processo, desde a criação à geração da ordem de serviço, é feito através do sistema no computador e/ou aplicativo de celular.

A maior vantagem do checklist eletrônico para a gestão de manutenção é que os processos são mais rápidos e, os relatórios, todos automatizados. 

Sistema de gestão de manutenção

Esse sistema inclui funcionalidades que fazem as mesmas tarefas e registros que as demais ferramentas da gestão de manutenção, mas tem o diferencial e benefício de trazer mais agilidade e produtividade pela automatização delas.

Pode até ser integrado ao checklist eletrônico como forma de ter ainda mais informações sendo inseridas para aumentar a inteligência do negócio e trazer relatórios e insights que agregam valor às decisões do gestor.

Como fazer a troca de óleo?

Para fazer a troca de óleo, é preciso seguir algumas recomendações:

  • Usar produtos que respeitam a viscosidade e nível de desempenho do óleo, respeitando também o material de sua composição;
  • Trocar todo o óleo de uma vez só, evitando a mistura de óleo “velho” com o novo;
  • Não adicionar aditivos ao óleo velho nem ao novo;
  • Contar com a ajuda de um mecânico para realizar o serviço de troca de óleo.

Lembre-se também de controlar a periodicidade dessa troca e incluir no checklist de inspeção da sua frota. Inclusive, temos um modelo gratuito e pronto para você começar a usar.

Confira os modelos de checklist diário e completo fazendo seu download aqui.

Perguntas frequentes

Para que serve a troca de óleo do motor?

O óleo lubrificante contém substâncias que atuam em duas frentes: lubrificar as peças, evitando desgaste por atrito enquanto o veículo funciona, e ajudar no controle de temperatura do motor. Ele não cumpre a mesma função do fluido de arrefecimento, mas contribui para que esse sistema tenha um desempenho melhor. Trocar o óleo é pôr um líquido novo no lugar do que já foi usado, ficou abaixo do nível ou acumulou resíduo.

O que acontece se eu atrasar a troca de óleo?

São dois os problemas. O primeiro é a perda de rendimento, já num primeiro momento: o motor continua funcionando, mas as peças sofrem mais atrito, podem demorar mais a responder a comandos, perdem potência e chegam a atrapalhar a queima correta do combustível. O segundo, quando a troca é postergada por muito tempo, é o motor fundido — a falta de lubrificação gera mais calor, e a temperatura pode subir a ponto de fundir o motor.

Como saber de quanto em quanto tempo trocar o óleo?

Depende da marca, do modelo e do ano do veículo. O tipo de óleo e a periodicidade estão no manual do proprietário, recomendação que deve ser seguida. Número único para toda frota não existe: o intervalo muda conforme o serviço (urbano, rodoviário, obra, mineração ou canavieiro) e conforme o que cada fabricante define para o motor. Nos veículos que rodam mais, sobretudo caminhões e ônibus, o prazo pode ficar abaixo do manual, porque o uso severo encurta o intervalo. A média adequada sai do histórico de manutenção da frota.

Que ferramentas ajudam a controlar quando trocar o óleo?

Quatro recursos aparecem como alternativa. O checklist de inspeção em papel funciona, desde que os documentos sejam preenchidos corretamente e arquivados: pela data de finalização dá para avaliar quando cabe a próxima inspeção. A planilha de controle de manutenção exige alimentar dados constantemente, mas devolve gráficos comparativos ao fim de cada mês. O checklist eletrônico roda todo o processo pelo sistema, da criação à ordem de serviço, com relatórios automatizados. E o sistema de gestão de manutenção automatiza essas mesmas tarefas.

Quais cuidados seguir na hora de fazer a troca?

São quatro recomendações. Usar produtos que respeitem a viscosidade e o nível de desempenho do óleo, bem como o material que o compõe. Substituir o óleo inteiro de uma vez, sem misturar o velho com o novo. Não adicionar aditivos, nem ao óleo velho nem ao novo. E recorrer a um mecânico para fazer o serviço. Vale ainda controlar a periodicidade da troca e incluí-la no checklist de inspeção da frota.

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