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Gestão de pneus

6 passos para fazer a gestão de pneus

Luiz Felipe Luiz Felipe 5 min de leitura
6 passos para fazer a gestão de pneus

Você sabe como fazer gestão de pneus com a ajuda de um sistema que coleta e acompanha dados em tempo real? Essa é uma das ferramentas fundamentais para tornar o processo em uma tarefa ágil e efetiva.

Nos últimos anos, realizar o gerenciamento de pneus na frota tornou-se uma responsabilidade indispensável. É o melhor caminho para reduzir os custos com a compra de novos pneus e aumentar as chances de recapagem. 

Mas, ainda há bastante dúvidas em relação à implementação de uma rotina de gestão de pneus e o que é necessário para começar. 

Confira, a seguir, o passo a passo necessário para aproveitar todos os benefícios dessa gestão em sua operação:

Como fazer gestão de pneus?

Passo 1: Realizar a marcação de fogo

A marcação de fogo nada mais é do que uma estratégia de controle de pneus. É a partir dela que o pneu recebe uma identificação única, capaz de diferenciá-lo entre os demais no inventário da frota.

O registro é gravado a ferro quente, laser ou outros métodos, com números e/ou letras na lateral do pneu. O objetivo é tornar o processo de localização das peças em algo prático, seguro e organizado.

A marca de fogo permite que você registre todos os dados coletados do pneu, com o propósito de facilitar o planejamento de soluções. Por isso, realizar a marcação de fogo é apenas o primeiro passo para ter uma gestão eficiente.

Passo 2: Realizar as aferições de pressão e profundidade dos sulcos

Você sabia que a análise de dados dos pneus te ajuda a descobrir qual é a calibragem ideal para cada modelo e marca de pneu?

Ainda que as informações de pressão ideal estejam descritas no manual do proprietário, as condições climáticas, o modo que o motorista dirige e a situação das estradas influenciam diretamente nesse aspecto.

Nesse caso, o mais indicado para as operações de transporte é realizar as aferições de pressão a cada semana ou quinzena. Afinal, com o controle adequado você sabe exatamente quando os pneus devem ser substituídos por novos e o que fazer com os pneus usados.

O mesmo acontece quando se trata dos sulcos. Aferir a profundidade deles é uma forma de acompanhar se o desgaste dos pneus está acontecendo de forma natural, irregular ou acelerada.

Ao contrário do que se imagina, para cada tipo de pneu existe uma profundidade adequada, e a melhor forma de medir é usando o aferidor eletrônico, que poupa erros operacionais na gestão de pneus.

Passo 3: Ter um método de controle

Como vimos, a marcação de fogo nos pneus é apenas o começo para fazer a gestão deles. 

A identidade individual de cada pneu permite que eles sejam monitorados via planilhas ou sistemas digitais.

Estamos falando sobre acompanhar em tempo real toda a movimentação do pneu, desde a sua instalação em um veículo até o processo de recapagem quando em estado de desgaste.

Para isso, é preciso criar uma rotina de coleta e registro dos dados no método de controle utilizado. Se for em planilhas, o gestor precisa estar constantemente atualizando os dados. Já em sistema, a alimentação das informações é automatizada — desde que os colaboradores realizem as inspeções e movimentações conforme necessário.

Após isso, tudo o que for armazenado é estudado a fim de identificar possíveis problemas e corrigi-los posteriormente. Parte do que descreve a importância de ter um método de controle eficiente para o seu negócio.

Passo 4: Implementar a rotina na operação

Depois de marcar os pneus com sua identidade, aferir a pressão e a profundidade dos sulcos, eles passam por uma limpeza e secagem a fim de remover detritos que possam causar danos de forma definitiva.

Em seguida, alguns serviços de manutenção são necessários, como a inspeção de rodas e carcaça, alinhamento e balanceamento, inspeção de freios e suspensão, entre outros.

Caso o pneu esteja danificado, uma das reformas de pneus pode ser a opção mais econômica.

Implementar uma rotina de cuidados na sua operação é uma forma de não deixar passar quaisquer erros ou falhas capazes de interromper os serviços prestados e gerar mais gastos ao fim de cada mês.

Passo 5: Ter constância e usar os dados coletados

É comum que os gestores olhem para os pneus da frota através de uma perspectiva econômica: a busca por modelos de menor custo.

Para uma gestão de pneus que procura produtividade e qualidade, no entanto, essa visão precisa ser diferente. É preciso focar, justamente, na geração de dados.

Coletar informações e analisá-las é a maneira ideal de entender e gerenciar o desempenho dos pneus com base no custo por quilômetro (CPK), sem contar na identificação de problemas que os veículos apresentam. 

Até mais: identificar a causa desses problemas e quais as melhores soluções para cada caso.

Passo 6: Sustentar as decisões tomadas com base na análise de dados

Que a gestão de pneus tem como objetivo melhorar a durabilidade desses itens, nós sabemos. Mas como controlar os pneus da frota? A resposta é mais simples do que você imagina.

Na verdade, a mensagem que estamos tentando passar para você é da importância dos dados, lembre-se sempre disso. Sem eles, não há número de identificação, registro de movimentação ou um controle de manutenções eficiente para a sua frota.

Por isso, conforme a coleta de informações acontece, o gestor e sua equipe precisam agir com agilidade, pois um erro na operação é capaz de desorganizar toda a estrutura da cadeia logística.

Sustentar as decisões tomadas ajuda a diminuir a necessidade de reparos e, assim, os custos operacionais. Além disso, reconhecer pontos falhos nos veículos e nos motoristas é um dos benefícios.

Caso ainda não tenha nenhum tipo de controle de pneus na frota, comece agora mesmo fazendo o download da nossa planilha e guia de gestão de pneus — é gratuito!

Perguntas frequentes

Não tenho controle nenhum de pneus na frota — qual é o primeiro passo?

A marcação de fogo. Ela dá ao pneu uma identificação única, que o distingue de todos os outros no inventário. A gravação pode ser feita a ferro quente, a laser ou por outros métodos, com números e/ou letras aplicados na lateral da peça. É o que torna a localização de cada pneu prática, segura e organizada, e o que permite registrar em nome dele os dados coletados. Mas é só o primeiro passo de uma gestão eficiente.

De quanto em quanto tempo aferir a pressão dos pneus de uma frota?

Em operações de transporte, o intervalo mais indicado é semanal ou quinzenal para a aferição de pressão. O manual do proprietário traz a pressão ideal como referência, mas clima, jeito de dirigir do motorista e estado das estradas influenciam diretamente nesse aspecto — por isso é a análise dos dados da própria frota que revela a calibragem ideal de cada modelo e marca.

Planilha ou sistema para controlar os pneus?

Os dois funcionam, porque cada pneu já tem identidade própria; o que muda é o esforço. Com planilha, cabe ao gestor atualizar os dados o tempo todo. Com sistema, o preenchimento é automatizado, desde que a equipe faça as inspeções e as movimentações quando for necessário. Nos dois casos, coleta e registro precisam virar rotina.

O que entra na rotina de cuidados depois da aferição?

Depois de marcar os pneus e aferir pressão e profundidade dos sulcos, eles passam por limpeza e secagem, para remover detritos capazes de causar danos de forma definitiva. Em seguida vêm serviços de manutenção: rodas e carcaça inspecionadas, alinhamento, balanceamento e checagem de freios e suspensão. Se o pneu estiver danificado, uma reforma pode ser a opção mais econômica.

Escolher pneu pelo menor preço é boa estratégia?

É comum que gestores olhem os pneus da frota por essa perspectiva econômica, buscando modelos de menor custo. Para uma gestão que procura produtividade e qualidade, no entanto, a visão precisa ser outra: o foco passa a ser a geração de dados. Coletar e analisar informação é o que permite avaliar o desempenho de cada pneu pelo custo por quilômetro (CPK) e identificar problemas dos veículos e suas causas.

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