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Gestão de frotas

Dicionário de frotas: o significado de 28 termos

Jade Zart Jade Zart 13 min de leitura
Dicionário de frotas: o significado de 28 termos

A gestão de frotas é uma parte essencial das operações de transportes, seja de cargas ou passageiros. Nela, há muitos processos envolvidos e, assim, muitos termos próprios da área.

Para quem ainda está começando a aprender sobre logística e transporte rodoviário, é fundamental entender os principais termos da área para conseguir se encontrar e iniciar os estudos a fundo de como lidar com as responsabilidades de uma gestão.

Mesmo para quem já é gestor ou já está envolvido em alguma função na transportadora, podem surgir novas palavras e expressões conforme o passar do tempo. Por isso, é sempre importante estar atento às novidades do mercado logístico.

Confira agora o glossário com os principais termos que preparamos:

Gestão de frotas

Diz respeito ao gerenciamento de todas as áreas de uma frota, desde a compra dos veículos até os cuidados com pneus e controle de abastecimento de combustível.

O responsável pela gestão de frotas deve ser um profissional com conhecimentos práticos e teóricos, além de habilidades interpessoais, organização e raciocínio lógico para realizar os planejamentos estratégicos e soluções inteligentes para os problemas e desafios que a empresa enfrenta.

Gestão de pneus

A gestão de pneus surgiu há alguns anos como meio de economizar nas compras dessas peças, que possuem alto valor e, até então, tinham pouca durabilidade — não chegando nem aos 5 anos de “validade” que possuem.

Recentemente, começou a se expandir nas frotas brasileiras como uma parte essencial da rotina. Afinal, os resultados e impactos gerados na economia da frota são bastante positivos.

Ela ainda traz consigo outros termos que você precisa conhecer:

Aferição de pneus (ou inspeção de pneus)

A inspeção ou aferição dos pneus é o processo de coletar a pressão dos pneus, assim como de medir a profundidade dos sulcos. 

É um processo que pode ser realizado de forma totalmente manual, com um paquímetro, onde o motorista o insere nos sulcos, faz a leitura por conta própria e anota em papel os números. 

Ou, de maneira digital, usa-se o aferidor eletrônico. Com este, a inserção nos sulcos ainda é feita manualmente, mas a leitura e registro de dados é toda automatizada no software de gestão de pneus.

Sulcos dos pneus

Os sulcos são os desenhos dos pneus, ou ranhuras, como também são chamados. Eles servem, principalmente, para ajudar na passagem da água nos pneus, evitando derrapagem e aquaplanagem. Também auxilia na passagem de ar, gerando aderência ao solo.

Normalmente, quanto mais profundos os sulcos, maior será sua resistência às estradas.

Além disso, no fundo de cada sulco há o TWI:

TWI – Tread Wear Indicator

Em português, chama-se o “indicador de desgaste do pneu” e seu nome é bem auto-explicativo.

Esse indicador é uma marca no fundo dos sulcos, que mostra o limite máximo que os sulcos podem chegar (desgastar) — inclusive, imposto por lei, este é de 1,6 mm.

Pressão dos pneus

A pressão dos pneus é indicada na calibragem. Cada fabricante já faz testes e determina, previamente, uma inflação de pressão recomendada para cada modelo de pneu. 

Geralmente, são previsões certeiras e rodar com essa pressão ajuda a dar uma vida útil prolongada às peças.

Porém, com a gestão de pneus, faz-se o acompanhamento semanal da pressão para entender como ela pode estar acelerando o desgaste da banda de rodagem. Assim, fazendo ajustes (para cima ou para baixo) conforme notar alterações incomuns.

Manutenção da frota

A manutenção de frota pode ser tanto para prevenir problemas quanto para corrigi-los. Confira os tipos de manutenção mais comuns:

Manutenção preventiva

Este modelo de manutenção é realizado seguindo um cronograma pré-definido e através de checklists de inspeção de veículos criados, usualmente, para cada momento.

Os veículos são verificados diariamente, na saída e chegada de cada rota, para os itens mais importantes, como faróis, nível de combustível, pneus, cinto de segurança, entre outros. Já em viagens de longa distância, a inspeção deve ser com um checklist completo, incluindo todos os componentes do caminhão.

É pela prevenção que são realizadas tarefas rotineiras também, aquelas que impedem maiores problemas mecânicos. Por exemplo, o rodízio de pneus, o alinhamento e balanceamento das rodas e a troca de óleo do motor.

Caso alguma falha seja encontrada, que possa comprometer o funcionamento do veículo, este deve ser encaminhado para a manutenção corretiva.

Manutenção corretiva

Em muitas frotas, este é o tipo mais comum de manutenção — um erro. Além de ser mais cara, o veículo fica parado por mais tempo e, em alguns casos, pode até sofrer uma perda total. Isto apenas porque não foi feita a conservação adequada através da manutenção preventiva.

Na correção, são realizados consertos e trocas de peças. Isto, buscando sempre dar mais tempo de vida ao veículo.

Manutenção preditiva

Menos comum que as demais, a manutenção preditiva é algo mais recente na gestão de frotas. Ela é um plano de manutenção de frota que usa tecnologias mais avançadas para detectar os problemas antes que eles aconteçam.

Um dos dispositivos utilizados detecta as vibrações do veículo. Por meio dele, é identificado um padrão considerado normal. A partir disto, a visualização de quando as vibrações aumentam é detectada com muita rapidez, antes mesmo de o próprio motorista perceber que pode ter algum problema.

Nesse caso, o aumento de vibrações pode indicar um problema na suspensão, de calibragem ou alinhamento, por exemplo. Podendo ser feita uma antecipação da correção e barateando os custos a longo prazo — já que o veículo não está, de fato, quebrado, apenas passando por um processo de análise e prevenção.

Tecnologia logística

A tecnologia está tomando conta das frotas. Nos últimos 6 anos, as logtechs surgiram com as mais variadas soluções tecnológicas e facilitadoras para a gestão de frotas.

Programas de controle financeiro, administrativo, de veículos, pneus, manutenções, abastecimento, e muito mais. Você já consegue encontrar alternativas para todas as etapas de uma operação de transporte.

E, quando falamos em tecnologia, surgem alguns outros termos relacionados:

ERP – Enterprise Resource Planning

Esse sistema de gestão pode ser utilizado em diversos modelos de negócio, mesmo fora da logística. Afinal, eles são, em tradução do termo, os “planejadores de recursos da empresa”.

Hoje, já há soluções voltadas especificamente para as frotas, que incluem funcionalidades de controle de pneus e manutenções do veículo também. Algo que soluções mais generalizadas para todos os tipos de negócio não possuem.

API – Application Programming Interface

Esse termo, também do inglês, pode ser lido como “interface de programação de aplicação”. Parece um pouco estranho, mas é, na verdade, bem simples:

É um estilo de aplicativo programado para integrar plataformas que a empresa utiliza.

Dessa maneira, se a empresa possui um ERP e um sistema separado para a gestão de pneus, por exemplo, pode usar o API para unir informações nas duas ferramentas — sem a necessidade ter retrabalho passando dados de uma para a outra.

SaaS – Software as a Service

Com tantas tecnologias surgindo, a instalação de novos sistemas na máquina ou celular da empresa pode pesar bastante. Por isso, começaram a ser desenvolvidos os chamados “software as a service” como alternativa.

Ou seja, sistemas que podem ser utilizados sem a instalação em hardware e atualizações do mesmo.

Se você conferir as tendências da gestão de frotas deste ano, com certeza vai encontrar alguém falando sobre os serviços em nuvem — por onde os SaaS também podem funcionar.

Dashboard

A dashboard, ou painel de controle, é a visualização central que cada sistema apresenta. Nela, estão os principais dados que o sistema gerencia. 

Portanto, uma gestão de manutenção mostra a quantidade de veículos ativos na frota, além de quantos estão em etapa de correção e quantos estão com a inspeção vencida.

Alguns dashboards também mostram gráficos e análises gerais da frota, como o item com maior quantidade de OSs abertas ou o veículo que mais apresentou problemas nos últimos 6 meses.

Roteirização

A roteirização nada mais é do que criar roteiros para um veículo da frota. Isto é, definir os caminhos utilizados.

Embora seja comum pensar que o melhor e mais econômico caminho seja o mais curto, isso não é 100% verdadeiro. Na realidade, é preciso considerar semáforos, trânsito, horário de saída do veículo, curvas, entre outros, para entender se o trajeto realmente é mais rápido e consome menos combustível.

Para que a roteirização seja mais efetiva, existem tecnologias específicas para isso. Inclusive, algumas que funcionam com inteligência artificial e aprendem conforme são utilizadas. Assim, analisando e comparando as rotas, e trazendo alternativas melhores a cada viagem.

Isso nos leva a outro conceito da gestão de frotas:

Otimização de rotas

A otimização faz parte da roteirização e nada mais é do que trazer melhorias nos trajetos utilizados pela operação. Além de considerar estradas que reduzam o tempo da operação de entrega, os sistemas de otimização também levam em conta quais são as paradas necessárias. 

Dessa forma, o serviço acontece de maneira mais estratégica e eficiente. Gerando tanto economia para a empresa, quanto satisfação para os clientes — que, em casos de entrega aos consumidores finais, recebem suas mercadorias no menor tempo possível.

Rastreamento e monitoramento

O rastreamento condiz ao acompanhamento dos veículos e cargas em seus trajetos. O monitoramento é mais completo: 

Além de acompanhar, em tempo real, o andamento da operação, ainda fornece informações sobre a condução dos motoristas, tempos de paradas realizadas e ociosidade.

Se você quer coletar e analisar dados sobre aceleração, frenagem, velocidade média utilizada, combustível consumido, e assim por diante, os sistemas de monitoramento são a melhor alternativa.

Telemetria

Nesse sentido, existe a telemetria. Uma tecnologia de medição de distâncias, que também gera informações sobre RPM, velocidade, temperatura do motor, entre outras.

Usada em muitos sistemas de monitoramento, ela é uma das mais completas formas de acompanhar dados sobre as viagens da sua frota.

Controle de Jornada

Válido para todos os trabalhadores, o controle de jornada é um processo de registrar os horários de entrada, intervalo e saída de cada colaborador da empresa.

Nas frotas, fala-se muito nesse controle para os motoristas, já que eles possuem horários um tanto diferentes de quem fica, por exemplo, responsável por tarefas administrativas. 

Para que as horas trabalhadas não sejam extrapoladas, e os condutores descansem apropriadamente para uma viagem mais segura, foi elaborada a Lei 13.103. Também conhecida como a:

Lei do motorista

Esta determina os direitos e deveres dos motoristas profissionais, como:

Além disso, a lei também determina alguns deveres para os gestores de frotas, como a necessidade de fazer os registros do diário de bordo e controle de jornada de maneira confiável e precisa.

Consumo de combustível

O consumo de combustível é calculado através da divisão entre quilometragem percorrida e volume de combustível utilizado no trajeto. Com este resultado, você consegue, com maior exatidão, entender e planejar os orçamentos de valores gastos com abastecimentos todos os meses.

Por se tratar de um gasto variável (e bastante alto), muitos gestores têm como missão reduzir os custos com combustível. 

Principalmente com os constantes aumentos no preço de todos os combustíveis nos últimos anos, tornou-se latente a demanda por meios de controle mais eficientes de consumo. Hoje, já existem diversas alternativas de sistemas tecnológicos para suprir esse objetivo.

Como você pode notar, é um ponto de muita atenção na gestão de frotas. 

Custos operacionais da frota

Além dos custos com combustível, existem outros tipos de gastos na frota. Quando fala-se em “custos operacionais”, dentro de uma operação de transporte, isso representa os valores destinados a:

  • Manutenção de veículos e pneus;
  • Seguro e regularização dos veículos;
  • Treinamentos para motoristas;
  • Aquisição de peças, pneus e produtos para a frota;
  • Entre outros.

Basicamente, todo orçamento destinado para o funcionamento da operação pode ser considerado como um custo operacional.

Estilo de condução

Como o motorista dirige — este é o resumo de “estilo de condução”. Se ele está dirigindo de maneira defensiva e econômica, ou se está dirigindo de maneira que leva ao desperdício de combustível, prejudicando os veículos e diminuindo a vida útil dos pneus.

Por exemplo, uma ação que causa tanto aumento no consumo de combustível quanto maior desgaste nos pneus, é deixar para frear em cima do sinal vermelho ao invés de tirar o pé do acelerador a alguns metros de distância.

Eficiência e produtividade da frota

Ambos conceitos caminham juntos. A diferença é que, enquanto a eficiência diz mais respeito ao funcionamento sem falhas na operação, a produtividade é entendida como os resultados obtidos durante um determinado período.

Esses resultados podem dizer respeito ao tempo utilizado para completar uma tarefa na frota, ao tempo de entrega em uma rota, ou o tempo de embarque e desembarque das cargas.

Além disso, a produtividade engloba ações que não são estritamente relacionadas ao tempo, como a quantidade de carga que pode ser enviada em cada veículo e a quilometragem percorrida por motoristas — mas esses são apenas alguns exemplos.

Gestão de riscos

Um conjunto de estratégias e ações na gestão de frotas para prever e prevenir riscos atrelados às operações de transportes. Dentre os riscos, estão os roubos de carga, acidentes de trânsito, quebras de veículos e o estouro de pneus.

Para prevenir essas ameaças, você precisa primeiro conhecê-las e saber como agir em cada caso. Assim, reconhece quais são, também, as melhores medidas de precaução. 

Quer visualizar melhor?

Os roubos de carga podem ser evitados com o uso de sistemas de roteirização e o conhecimento do gestor e motorista sobre quais os horários mais seguros para fazer a viagem em determinada rota.

As quebras de veículo são reduzidas pela realização da rotina de manutenção preventiva da frota, que identifica problemas com antecedência.

CPK – do veículo e do pneu

A sigla CPK representa “Custo por Quilômetro Rodado” e pode se referir tanto ao custo percorrido do veículo, quanto dos pneus. 

O cálculo CPK é realizado considerando todos os custos envolvidos para que um deslocamento aconteça e o total de quilometragem rodada. No caso do veículo, consideram-se todos os custos fixos e variáveis da operação e divide-se esse valor pela quilometragem total registrada do veículo.

Já para os pneus, considera-se seu valor de aquisição e reformas, quando houverem, dividido pela quilometragem total percorrida — você pode conferir esse cálculo em mais detalhes aqui.

O CPK é, além disso, considerado um dos indicadores de desempenho da frota. Confira:

Indicadores de desempenho da frota – KPIs

Para saber como está a sua gestão de frotas, são usados os KPIs — key performance indicators, ou: indicadores de desempenho. Através deles, o gestor estabelece padrões de performance e determina objetivos realistas para serem atingidos na empresa.

Os custos com manutenção, por exemplo, podem ser medidos por quantas vezes o mesmo item deu problemas em um único veículo e qual a frequência de manutenção corretiva por motorista.

Cabe ao gestor de frotas determinar o que deseja analisar, qual seu objetivo e entender quais as melhores métricas para chegar no resultado desejado.

Em um outro contexto, se o plano é diminuir a incidência de multas, é preciso primeiro entender as infrações mais comuns, quem são os responsáveis por elas, o valor médio de multa por motorista, etc.

Dessa forma, você consegue determinar como conscientizar os motoristas e quais os melhores caminhos para isso — treinamentos, palestras, provas, ou uma renovação do curso de direção.

Este é apenas um exemplo e as informações podem variar conforme a finalidade do sistema que você usa. Para entender mais sobre as tecnologias logísticas e como elas funcionam, você pode fazer o download grátis do nosso material.

Perguntas frequentes

O que é TWI e qual o limite de desgaste permitido?

TWI é a sigla de Tread Wear Indicator, o indicador de desgaste do pneu. Ele é uma marca no fundo de cada sulco que mostra o limite máximo até onde os sulcos podem desgastar. Esse limite é imposto por lei e corresponde a 1,6 mm. Quando a borracha alcança a altura dessa marca, o sulco chegou ao fim do uso permitido pela legislação.

Qual a diferença entre manutenção preventiva, corretiva e preditiva?

A preventiva segue um cronograma pré-definido e checklists de inspeção, com verificação diária dos veículos na saída e na chegada de cada rota. A corretiva entra depois da falha, com consertos e trocas de peças, custa mais caro e deixa o veículo parado por mais tempo. A preditiva é mais recente e usa tecnologias avançadas para detectar problemas antes que aconteçam.

Como é feita a aferição de pneus?

A aferição, também chamada de inspeção, consiste em coletar a pressão dos pneus e medir a profundidade dos sulcos. Pode ser totalmente manual, com um paquímetro: o motorista insere o instrumento nos sulcos, faz a leitura e anota os números em papel. Ou pode usar o aferidor eletrônico, em que a inserção continua manual, mas a leitura e o registro vão automatizados para o software.

O que é um SaaS e por que ele aparece na gestão de frotas?

SaaS quer dizer software as a service. São sistemas que podem ser utilizados sem instalação em hardware da empresa e sem a necessidade de atualizá-lo. Eles surgiram como alternativa porque instalar novos programas na máquina ou no celular pode pesar bastante quando muitas tecnologias entram na operação. Esses serviços também podem funcionar em nuvem, um assunto recorrente nas tendências da área.

Para que serve uma API na operação de transporte?

API é a sigla de Application Programming Interface — em português, interface de programação de aplicação. É um tipo de aplicativo escrito para conectar entre si as plataformas que a empresa já usa. Uma transportadora com ERP de um lado e sistema de gestão de pneus de outro pode usar a API para juntar as informações das duas ferramentas, sem o retrabalho de levar dados de uma ferramenta à outra.

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