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Gestão de frotas

Logística reversa na gestão de frotas: o que é

Luiz Felipe Luiz Felipe 4 min de leitura
Logística reversa na gestão de frotas: o que é

Onde a logística reversa se encaixa na gestão de frotas? Todas as frotas precisam dela? Aqui está o essencial que você precisa saber sobre a logística reversa.

Embora seja um assunto pouco discutido dentro da gestão de frotas, é importante conhecer esse conceito e o que ele significa. Estamos falando, é claro, da logística reversa. A Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída em 2010, ajudou a colocar o tema no centro das obrigações ambientais das empresas.

Isto porque esse foi o ano em que a lei apresentou regras e obrigações sobre o retorno de determinadas mercadorias e embalagens após o uso pelo consumidor, sem significar que a ideia de logística reversa tenha nascido ali.

A principal questão que queremos trabalhar aqui é: toda empresa que trabalha com transporte precisa aplicar a logística reversa? Se você é um gestor de frotas ou tem algum outro papel dentro da gestão de frotas, já se deparou com a necessidade de aprender mais sobre o assunto?

Aqui separamos algumas informações fundamentais sobre o tema que você não pode deixar de conhecer.

O que é a logística reversa?

Esse é um conceito que ganhou força nas discussões brasileiras a partir da Política Nacional de Resíduos Sólidos, através da Lei nº 12.305. 

Mas o que ela é? O que ela faz?

Vamos pensar assim: se a logística é o processo de levar um produto até o cliente, então a logística reversa organiza o caminho de volta do produto, da embalagem ou dos resíduos depois do uso pelo consumidor.

Trata-se de um processo para reduzir a “produção” de lixo, além de conscientizar população e empresas sobre seu papel na sustentabilidade e sobre a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos.

Um grande exemplo que podemos dar é o McDonald ‘s. Essa rede de fast food tem filiais no Brasil inteiro e, dentro dos pedidos feitos nos restaurantes, um dos mais populares é a batata frita. Ou seja, o consumo de óleo é bastante alto.

O que acontece então? Para não causar desperdício, os caminhões que fazem as rotas para entregar produtos em cada filial também fazem o trabalho de recolher o óleo usado. Este que a operação encaminha para análise e reutiliza como combustível nos próprios caminhões.

Qual a importância da logística reversa?

Mais do que a questão da sustentabilidade, que já é de grande importância, a logística reversa tem outros fatores que podem ser considerados pela transportadora. Um deles é o estabelecimento de uma imagem positiva para a empresa.

Mostrar-se como uma marca que está preocupada em melhorar o meio ambiente e buscando soluções para reduzir o impacto de suas ações é uma maneira de humanizar a empresa. Isso é algo crucial hoje em dia, os clientes dão valor para quem tenta se conectar com eles de maneiras criativas.

Igualmente, e algo que talvez seja de maior interesse seu, a logística reversa pode diminuir seus custos. Como isso é possível? Se você trabalha com cascos de vidro, estes podem ser retornados à empresa e reutilizados, por exemplo.

Outros tipos de embalagens e produtos podem ser desfeitos e reutilizados na produção de novos produtos.

Ainda que pareça um investimento alto de início, ele pode compensar e diminuir os custos na sua estratégia a longo prazo. Para isso, é preciso criar um plano de logística reversa eficiente, com responsabilidades claras para o retorno, a triagem e a destinação do que volta para a cadeia.

Qual o papel do gestor na logística reversa?

Primeiro de tudo, se você está envolvido no mundo da logística, é essencial pelo menos conhecer o conceito. 

Você deve entender que toda empresa pode implantar uma estratégia de logística reversa, mas para algumas, é uma obrigatoriedade. Dentre elas: 

  • agrotóxicos;
  • pilhas e baterias;
  • pneus;
  • óleos lubrificantes (seus resíduos e embalagens);
  • lâmpadas fluorescentes;
  • produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

A sua empresa se encaixa nessa lista? Então você precisa saber mais do que apenas o conceito. Você precisa entender todo o processo da logística reversa e como aplicá-la no transporte de cargas da sua frota.

Se a sua empresa não está na lista, algo a menos que você deve estudar a fundo. Mas, antes de parar a sua leitura, você sabe qual é o processo correto para descarte dos pneus da sua frota? Afinal, eles estão inclusos como obrigação na prática de logística reversa.

A responsabilidade não é toda sua, mas também não deve ser tratada como algo exclusivo do fornecedor. A lógica da logística reversa distribui responsabilidades pelo ciclo de vida dos produtos, e os sistemas precisam organizar o retorno dos produtos e embalagens após o uso pelo consumidor.

Por isso, o fornecedor de pneus da sua frota deve explicar como será feita a coleta dos pneus velhos e desgastados que você não irá mais utilizar. Para o gestor, o caminho mais seguro é cobrar essa orientação e ajustar a rotina da frota ao plano de recolhimento informado pelo fornecedor.

Se o provedor não cuida dessa questão, você deve ir atrás do mesmo e se informar sobre isso. O ponto principal é não deixar o descarte acontecer de forma improvisada: logística reversa depende de processo claro para que o resíduo volte pelo caminho correto.

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Perguntas frequentes

O que é logística reversa?

Se a logística leva a mercadoria até quem compra, a reversa organiza o retorno do produto, da embalagem ou do resíduo depois do uso pelo consumidor. A finalidade é reduzir a quantidade de lixo produzida, melhorar a destinação dos materiais e fazer população e empresas reconhecerem sua parte na sustentabilidade e no ciclo de vida dos produtos.

Quais produtos têm logística reversa obrigatória?

Toda empresa pode adotar a logística reversa, mas para algumas ela é obrigatória. Entram nessa lista agrotóxicos; pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes, com seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes; e produtos eletroeletrônicos e seus componentes. Se a empresa trabalha com algum desses itens, precisa ir além do conceito e entender todo o processo e como aplicá-lo no transporte de cargas da frota.

Quem é responsável pelo descarte dos pneus da frota?

Não é uma responsabilidade inteiramente do gestor da frota, mas também não deve ser vista como uma obrigação isolada do fornecedor. Como o pneu está entre os itens de logística reversa obrigatória, o fornecedor precisa explicar como a coleta dos pneus velhos e desgastados será feita, enquanto o gestor pode cobrar essa orientação e adaptar a rotina da frota ao plano de recolhimento informado.

Logística reversa reduz custos para a transportadora?

Ela pode diminuir custos. Cascos de vidro, por exemplo, podem voltar à empresa e ser reutilizados, e há outros tipos de embalagens e produtos que podem ser desmontados e reaproveitados na produção de novos itens. Mesmo que pareça um investimento alto no começo, a proposta é que ele compense e reduza custos na estratégia de longo prazo, desde que exista um plano de logística reversa eficiente. Há ainda o ganho de imagem: demonstrar preocupação com o meio ambiente humaniza a empresa.

Qual é um exemplo de logística reversa em frotas?

O McDonald's, cuja rede tem filiais em todo o Brasil e consome muito óleo por causa da batata frita. Para não desperdiçar, os mesmos caminhões que fazem as rotas de entrega de produtos em cada filial também recolhem o óleo usado. Esse óleo é encaminhado para análise e reutilizado como combustível nos próprios caminhões da operação.

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