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Salários no transporte de cargas: 6 cargos e médias

Jean Zart Jean Zart 3 min de leitura
Salários no transporte de cargas: 6 cargos e médias

Quanto custa, hoje, montar e manter a equipe que sustenta uma operação de transporte rodoviário de cargas? Do motorista carreteiro ao gestor de frota, passando pelo borracheiro, mecânico e assistente de logística, a folha de pagamento é um dos maiores custos fixos de qualquer transportadora e conhecer as médias praticadas pelo mercado é o ponto de partida para um planejamento orçamentário realista.

Com base nos dados mais recentes do CAGED/MTE (últimos 12 meses, regime CLT de 44 horas semanais, salário base sem adicionais), compilamos as médias salariais dos principais cargos que compõem uma operação de transporte de cargas no Brasil.

Motorista carreteiro

A média salarial gira em torno de R$2.625 por mês, com faixa variando entre R$2.554 e R$3.830 dependendo da região e do porte da empresa. Quando segmentado por nível de experiência, o salário parte de aproximadamente R$2.043 para profissionais em início de carreira, passa por R$2.725 no nível intermediário e chega a R$3.521 para os mais experientes.

Vale lembrar que esses valores não incluem adicionais como periculosidade, diárias e horas extras, que costumam compor uma parcela da remuneração total do motorista.

Borracheiro

Profissional de alta importância no setor, o borracheiro tem remuneração que varia conforme a experiência: cerca de R$2.073 no nível inicial, R$2.766 no intermediário e R$3.577 para profissionais mais qualificados. Em São Paulo, o piso salarial da categoria em 2025 ficou em R$2.151. Para transportadoras com borracharia interna, é um cargo operacional crítico e a dificuldade em encontrar profissionais qualificados tem pressionado os valores em várias regiões.

Mecânico de automóveis e caminhões (diesel)

A média nacional se posiciona em torno de R$2.838 mensais, embora vagas específicas no transporte rodoviário costumem praticar valores próximos de R$2.700. Assim como o borracheiro, é um cargo que enfrenta escassez de mão de obra qualificada, especialmente para profissionais com experiência em manutenção de veículos pesados e sistemas eletrônicos embarcados.

Assistente de logística de transporte

Cargo que funciona como braço operacional da gestão, com salários que refletem a progressão de responsabilidades: aproximadamente R$2.776 no nível inicial, R$3.719 no intermediário e R$4.804 para profissionais seniores. A amplitude da faixa mostra como o cargo pode variar de funções mais administrativas até posições com responsabilidade direta sobre a coordenação de operações.

Chefe de carga e descarga no transporte rodoviário

Com média salarial em torno de R$3.350, a faixa se estende de R$3.258 até R$6.407 nos níveis mais altos. É um dos cargos que mais cresceu em volume de contratações recentemente, com aumento superior a 20% nas admissões, um indicador de que as operações estão demandando mais liderança no chão da operação logística.

Gerente / Gestor de frota

O cargo de maior responsabilidade operacional da lista tem média salarial entre R$5.978 e R$6.333, com piso em torno de R$5.815 e teto que pode ultrapassar R$14.000 em operações de grande porte.

Segmentado por nível: aproximadamente R$6.292 no inicial, R$8.480 no intermediário e R$10.972 nos mais experientes. A amplitude reflete a diversidade de operações, visto que um gestor de frota com 30 veículos tem atribuições diferentes de quem gerencia 300.

Esses dados oferecem uma referência geral de mercado, mas é importante considerar que os valores variam conforme o estado, o porte da empresa, o tipo de carga transportada e a complexidade da operação. Regiões com maior concentração de transportadoras e maior disputa por profissionais tendem a praticar valores acima da média nacional.

Para quem busca um panorama ainda mais detalhado, o Instituto Paulista do Transporte de Carga (IPTC) disponibilizou em novembro de 2025 um Painel de Cargos e Salários com abrangência nacional, cobrindo mais de 1.700 ocupações do setor. É uma referência útil tanto para benchmarking (avaliação comparativa de mercado) salarial quanto para planejamento de estrutura de equipe.

Mapear as médias salariais do setor ajuda a dimensionar corretamente o custo da equipe, identificar onde a empresa está acima ou abaixo do mercado e tomar decisões mais embasadas sobre contratação, retenção e estrutura operacional. Isso é fundamental dado o cenário do transporte rodoviário de cargas, onde há anos se enfrenta escassez de motoristas e técnicos qualificados.

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Perguntas frequentes

Quanto ganha um motorista carreteiro?

A média mensal fica por volta de R$2.625, dentro de uma faixa que vai de R$2.554 a R$3.830 conforme a região e o porte da empresa. Por experiência: cerca de R$2.043 para quem está começando, R$2.725 no nível intermediário e R$3.521 entre os mais experientes. São valores de salário base — sem periculosidade, sem diárias e sem horas extras, que costumam compor parte da remuneração total.

Qual a média salarial de um gestor de frota?

A média do cargo vai de R$5.978 a R$6.333. O piso ronda R$5.815 e o teto pode passar de R$14.000 nas operações de grande porte. Segmentado por experiência, o valor fica em cerca de R$6.292 no nível inicial, R$8.480 no intermediário e chega a R$10.972 entre os mais experientes. A amplitude reflete a diversidade das operações: gerir uma frota de 30 veículos é diferente de gerir 300.

Quanto custam os cargos de manutenção, como borracheiro e mecânico?

O borracheiro fica em torno de R$2.073 no início, sobe para R$2.766 no nível intermediário e alcança R$3.577 quando mais qualificado; em São Paulo, o piso da categoria foi de R$2.151 em 2025. Já o mecânico de automóveis e caminhões a diesel tem média nacional próxima de R$2.838, ainda que vagas específicas do transporte rodoviário costumem praticar valores por volta de R$2.700. Os dois cargos enfrentam escassez de mão de obra qualificada.

De onde vêm esses números e o que eles não mostram?

Vêm do CAGED/MTE: últimos 12 meses, contrato CLT de 44 horas por semana e salário base sem adicionais. Funcionam como referência geral de mercado — os números mudam de acordo com o estado, o porte da empresa, que tipo de carga se transporta e a complexidade da operação. Onde há mais transportadoras concentradas e mais disputa por profissionais, os salários tendem a ficar acima da média nacional.

Onde encontrar um panorama salarial mais detalhado do setor?

Em novembro de 2025, o IPTC — Instituto Paulista do Transporte de Carga — publicou um Painel de Cargos e Salários de alcance nacional, que cobre mais de 1.700 ocupações do setor. Serve tanto para comparar salários com o mercado quanto para planejar a estrutura da equipe, e complementa as médias por cargo levantadas a partir dos dados do CAGED.

Por que acompanhar as médias salariais do setor?

Porque a folha de pagamento está entre os maiores custos fixos em qualquer transportadora. Saber as médias praticadas ajuda a dimensionar o custo da equipe com mais precisão, a enxergar se a empresa está acima do mercado ou abaixo dele e a embasar decisões de contratação, retenção e estrutura operacional — algo relevante num setor que há anos convive com escassez de motoristas e técnicos qualificados.

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