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Gestão de frotas

8 problemas do transporte de cargas no Brasil

Jade Zart Jade Zart 5 min de leitura
8 problemas do transporte de cargas no Brasil

No Brasil, os responsáveis pelo transporte de mercadorias são, em sua maioria, os caminhões. Por serem máquinas grandes rodando em estradas precárias, os problemas no transporte de cargas são frequentes.

Porém, as complicações podem ir além do veículo e seus componentes, atingindo as áreas administrativa, financeira e de gestão de risco.

E mais: a economia nacional é movida pelo transporte rodoviário.

O objetivo das transportadoras é suprir todas as necessidades, desde o pequeno até o grande empreendedor, realizando o processo que leva a matéria-prima ao fornecedor e, o produto final, à casa do consumidor.

Para que essa missão seja cumprida com sucesso, é importante conhecer quais são os principais problemas encontrados no transporte de cargas e como evitá-los.

Quais são os problemas no transporte de cargas?

1. Rodovias brasileiras em más condições

Um dos principais problemas no transporte de cargas não está sob o controle dos motoristas e empresas de logística: são as más condições das rodovias.

A falta de investimentos por parte do poder público resulta em estradas esburacadas, falhas na pavimentação, má sinalização e iluminação.

Esse tipo de transtorno ocasiona atrasos na entrega da mercadoria, já que as chances de acidentes e danos ao veículo são maiores.

A melhor forma de contornar esse obstáculo é realizando um planejamento estratégico geográfico, criando rotas mais seguras e em melhores condições para o motorista seguir sua viagem.

Atualmente, a privatização das rodovias no Brasil já é uma realidade. Há locais em que as renovações do asfalto, tapando buracos e gerando melhorias, estão ocorrendo.

Embora os custos com as praças de pedágio aumentem, a fim de gerar os valores necessários para as renovações, o custo reduzido com quebra de veículos e perda de pneus pode compensar.

Isso nos leva ao próximo dos problemas no transporte de cargas:

2. Altos custos operacionais

O nosso país possui uma das maiores taxas de cargas tributárias empregadas nas empresas de logística. Além de diminuir as chances de crescimento dos negócios, reduz consideravelmente o desenvolvimento econômico do Brasil.

A única opção é estudar e conhecer a legislação da logística a fundo, anualmente. Tente encontrar nela pontos que apoiem a sua empresa financeiramente, de acordo com o porte, e realize os pagamentos fiscais em dia para evitar taxações extras.

3. Custos com combustível

Um dos maiores gastos no ramo de transportes de cargas no Brasil é o combustível. Em alguns casos, ele chega a ser até 50% de todas as despesas de uma transportadora.

O primeiro passo para tentar driblar essa situação e os constantes aumentos no preço do combustível, é controlar o consumo de combustível por quilômetro, realizar um planejamento de custo e traçar rotas mais curtas – mas que ainda sejam seguras.

Outra forma de economizar no combustível é mantendo a manutenção do veículo em dia, já que a falha em certos componentes aumentam o consumo.

4. Jornada de trabalho exaustiva

Em muitos casos, as empresas não controlam o horário de trabalho dos seus motoristas, excedendo a máxima de tempo de serviço diário e causando exaustão aos colaboradores da empresa.

É importante ressaltar que, segundo a lei do motorista (lei n.º 13.103), um condutor de cargas tem direito a 11h de descanso, sendo 8h completas de descanso e 11h de trabalho diário com 30 minutos de pausa a cada 5h30.

A transportadora é responsável pelo controle de jornada, podendo utilizar planilhas, diários de bordo ou sistema digital, como rastreamento do veículo ou aplicativo de gestão.

5. Ausência de treinamentos da equipe

O treinamento em equipe pode prevenir uma série de problemas na empresa de transporte e durante uma entrega.

Você deve atualizar os motoristas sobre as legislações, a importância da segurança e de uma direção defensiva.

Também pode-se ensinar pequenos reparos ou instruí-los a reconhecer problemas no transporte de cargas que costumam acontecer em caminhões.

6. Má qualidade e conservação dos veículos da frota

Por ineficiência da fiscalização, alguns caminhões com mais de 20 anos de circulação ainda transitam pelas rodovias, colocando em risco a segurança do motorista e dos demais veículos em circulação.

Outro fator é a falta de gestão e manutenção dos veículos. Toda frota necessita de uma revisão frequente cada vez que chega e parte da empresa para uma nova viagem.

Essa é a melhor forma de manter a qualidade dos veículos. Assim, evita transtornos durante uma entrega, falhas no caminhão, e também auxilia na economia. 

A não ser que o seu veículo tenha ultrapassado o tempo de uso e esteja gerando mais gastos do que deveria, é muito melhor consertá-lo ao invés de realizar a compra de um novo modelo, não é mesmo?

O mesmo conselho é dado para a manutenção dos pneus.

Eles são os mais prejudicados no trajeto, já que é quem recebe toda carga com contato direto nas estradas. O desgaste é certo, mas ele não precisa acontecer de maneira irregular ou acelerada.

Esteja sempre atento ao controle de profundidade dos sulcos, evitando utilizar pneus “carecas”, que geram instabilidade ao dirigir, aquaplanagem e arriscam estourar.

7. Roubo de carga

O roubo de carga através de quadrilhas especializadas é uma realidade recorrente no Brasil, principalmente em grandes capitais. Tal situação gera um grande prejuízo à transportadora e aos seus clientes, arrisca a vida dos motoristas e prejudica a credibilidade dos negócios.

A solução é possuir um bom planejamento de rota e um controle de frotas eficaz, que crie alertas a qualquer mudança de trajeto ou paradas inexplicáveis.

8. Uso ineficaz das tecnologias logísticas disponíveis

A automação nos processos de logística é uma realidade e, cada vez mais, inova com sistemas que auxiliam no controle de rotas e gerenciamento dos caminhões.

Inclusive, ignorar os benefícios da tecnologia é gerar atraso e prejuízo para a sua frota, visto que ela aumenta as chances de uma entrega rápida, segura e eficaz.

Um aplicativo de gestão de frotas ainda:

  • Melhora a produtividade com processos mais rápidos e intuitivos;
  • Realiza relatórios que facilitam as tomadas de decisões e planejamentos;
  • Gera economia, reduzindo o descarte de peças com o monitoramento dos veículos em tempo real.

Esses são apenas os três benefícios que mais se destacam. Agora, imagine eles agilizando as operações da sua empresa. Um bom cenário, nós diríamos. Você concorda?

Então,

Como combater os problemas no transporte de cargas com eficiência?

Aqui no Prolog, além de oferecer soluções tecnológicas para a sua frota, temos disponível o download de um kit de gestão de frotas completo. Clique aqui e baixe gratuitamente:

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Perguntas frequentes

Quanto do custo de uma transportadora vai para combustível?

No transporte de cargas brasileiro, o combustível é um dos maiores gastos: em alguns casos, ele responde por até 50% das despesas de uma transportadora. Segurar o impacto dos aumentos de preço começa por acompanhar o consumo por quilômetro, planejar esse custo e desenhar rotas mais curtas, sem abrir mão da segurança. Manter a manutenção em dia ajuda também, já que falhas em certos componentes fazem o consumo subir.

O que a lei do motorista determina sobre a jornada?

A lei do motorista (n.º 13.103) garante ao condutor de cargas 11 horas de descanso, das quais 8 completas, e prevê jornada diária de 11 horas, interrompida por 30 minutos de pausa a cada 5h30. Cabe à transportadora controlar isso, o que pode ser feito por planilhas, diários de bordo ou um sistema digital de gestão. Sem esse controle, a exaustão dos motoristas vira um problema recorrente.

Como reduzir o prejuízo causado pelas más condições das rodovias?

O estado das estradas não está sob controle de motoristas e empresas de logística, mas parte do problema dá para contornar: um planejamento estratégico geográfico permite traçar rotas em melhores condições e mais seguras. Buracos, falhas de pavimentação e sinalização precária elevam o risco de acidentes e de danos ao veículo, e isso atrasa entregas. Onde há privatização o pedágio sobe, embora o custo menor com quebras e perda de pneus possa compensar.

Vale mais a pena consertar ou trocar um caminhão da frota?

Consertar costuma valer mais do que comprar um modelo novo — a exceção é o veículo que já passou do tempo de uso e custa mais do que deveria. Quem sustenta essa decisão é a revisão frequente: a cada chegada e a cada partida para uma nova viagem, o caminhão deveria ser verificado. Isso mantém a qualidade dos veículos, evita transtornos na entrega e ainda ajuda a economizar.

O que fazer para diminuir o risco de roubo de carga?

Quadrilhas especializadas roubam carga com frequência no Brasil, sobretudo nas grandes capitais: o prejuízo atinge a transportadora e seus clientes, coloca a vida dos motoristas em risco e abala a credibilidade do negócio. A saída combina um bom planejamento de rota com um controle de frotas eficaz. Alertas automáticos de desvio de trajeto ou de parada inexplicável, quando a frota conta com eles, vêm de sistemas de rastreamento veicular.

Que treinamento os motoristas precisam receber?

Treinar a equipe pode evitar uma série de problemas, tanto dentro da transportadora quanto no meio de uma entrega. Vale manter os motoristas atualizados sobre as legislações, reforçar a importância da segurança e da direção defensiva e ensinar pequenos reparos. Também é útil instruí-los a reconhecer as falhas que costumam aparecer em caminhões, para que sejam identificadas antes de virarem uma parada não planejada no meio da rota.

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