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Gestão de frotas

Curva ABC na frota: como classificar o estoque em A, B e C

Jade Zart Jade Zart 6 min de leitura
Curva ABC na frota: como classificar o estoque em A, B e C

O controle de estoque das frotas é fundamental para que as manutenções ocorram de maneira organizada e eficiente, garantindo o desempenho da operação e evitando que os veículos tenham uma alta incidência de ociosidade.

Por isso, utilizar técnicas e metodologias de gestão nessa etapa contribui para a otimização logística das empresas. Uma dessas táticas é a curva ABC, que ajuda a comparar o valor relativo dos itens do estoque e a definir prioridades de acompanhamento.

O que é curva ABC?

Curva ABC é uma metodologia para realizar a gestão de estoque em diversos tipos de empresas. Para as frotas e operações de transporte, auxilia na organização de pneus, peças e componentes dos veículos, além dos demais itens e recursos para a manutenção da frota.

Chama-se “curva ABC” justamente por ser visualizada em um modelo de gráfico com curvas.

Essa técnica se divide em três curvas, onde:

  • Curva A: inclui os itens de alto valor e/ou importância.
  • Curva B: diz respeito aos itens de valor intermediário.
  • Curva C: contém os itens de menor valor e menor importância.

Geralmente, é uma tática utilizada para analisar os itens do seu estoque, entender quais têm maior peso no valor total e organizar essa área para obter mais controle e eficiência nas operações.

Por que usar a curva abc na frota?

Primeiro, porque a curva ABC gera uma organização estratégica e eficiente do seu estoque. Depois, também contribui na redução de custos, planejamento de compras e tomada de decisões.

Isso acontece devido às funções que ela permite realizar, como: priorizar o acompanhamento dos itens de maior valor, prevenir a aquisição de itens em excesso, evitar que faltem recursos importantes no seu estoque e apoiar uma previsão de demanda mais precisa.

Como funciona a curva ABC na gestão de estoque da frota?

A curva ABC começa com a realização de um inventário de todos os itens da sua frota, sendo necessário separá-los em categorias e determinar a sua ordem de importância.

Além disso, são três as categorias para criar a sua curva: tipo do item, importância do item para a operação e valor de aquisição do item. A lógica é simples: os itens A ficam acima dos B na prioridade de gestão, e assim por diante. Entenda cada curva:

Curva A

Essa curva representa os itens de maior importância para os resultados da empresa. Em uma operação de transporte, pode representar o estoque de pneus dos veículos, já que são fundamentais para o bom desempenho e economia de combustível em rotas. 

Nessa curva, é importante que os itens sejam gerenciados com proximidade, sempre garantindo que estejam em condições adequadas e evitando problemas no estoque ou de disponibilidade dos ativos.

Exemplos de itens na categoria A:

  • Peças de reposição críticas do motor;
  • Itens de segurança;
  • Filtros de ar e óleo para a manutenção do motor.

Curva B

Essa curva representa itens de valor intermediário, o que significa que não são tão impactantes quanto os da curva A, mas são mais importantes que os incluídos na curva C.

Na organização e controle do estoque da frota, podem ser considerados itens que são utilizados com frequência e são relevantes para a operação, mas que não exigem tanta atenção de gerenciamento quanto os itens categorizados na curva anterior.

A intenção da curva B é evitar que esses itens faltem na frota e que as manutenções veiculares ocorram sem falhas ou tempo de ociosidade.

Exemplos de itens na categoria B:

  • Baterias e cabos elétricos;
  • Lubrificantes e fluidos diversos;
  • Componentes da suspensão.

Curva C

Nesta última curva, estão incluídos os itens de menor valor e importância para a frota. Geralmente, eles não impactam diretamente nos resultados da frota e/ou funcionamento dos veículos, mas ainda exigem gerenciamento.

A ideia geral é que os itens na curva A serão sempre uma prioridade mais alta e, os da curva C, os de menor prioridade.

Exemplo de itens na categoria C:

  • Peças e acessórios estéticos.

Como fazer a curva ABC na sua gestão?

1 – Listar e fazer inventário dos seus itens

Para fazer a curva ABC, é preciso primeiro reunir todas as informações necessárias. Ou seja, comece listando e fazendo o inventário de todos os itens do seu estoque, incluindo detalhes como o valor de aquisição dele, quantidade utilizada dentro de um determinado período e a descrição dele.

Um modelo de pneu, por exemplo, precisa ser identificado com sua marca, modelo, tamanho, função, quantidade de modelos comprados e comparação com a quantidade utilizada no período.

2 – Realizar o cálculo para classificar os itens em A, B e C

Para conseguir separar com maior precisão em qual curva cada item do seu estoque está classificado, você pode utilizar um cálculo de proporção em relação ao valor financeiro.

De maneira geral, as curvas se dividem da seguinte forma:

  • Curva A: representa cerca de 80% do valor total do estoque.
  • Curva B: representa em torno de 10% a 15% do valor total do estoque.
  • Curva C: representa de 5% a 10% do valor total do estoque.

 

Por isso, o cálculo deve mostrar o quanto cada item representa no valor total do seu estoque. Confira a fórmula:

Cálculo custo de estoque para a curva ABC.

Com os percentuais calculados, organize os itens do maior para o menor valor. Depois, aplique os cortes definidos para cada classe: o primeiro grupo da lista entra na curva A, o seguinte na curva B e o último na curva C.

3 – Determinar o modelo de construção da sua curva ABC

Há várias alternativas para utilizar como modelo: fazer a curva “na mão”, usando papel e caneta, aplicar uma planilha digital ou implementar um sistema tecnológico.

Papel e caneta

Essa forma é mais trabalhosa e pode apresentar mais erros. Porém, é uma boa maneira de utilizar a tática da curva ABC mesmo quando não há recursos financeiros para a contratação de uma ferramenta mais moderna que possa automatizar essa função.

Planilha

Através da planilha, ainda há algum trabalho manual, mas a curva em si pode ser automatizada com a aplicação de algumas fórmulas na estruturação da sua planilha.

Dessa forma, basta que você insira as informações necessárias e que mantenha a sua ferramenta sempre atualizada para que a curva seja o mais fiel possível à realidade da sua frota.

Sistema

Um sistema baseado em tecnologia é uma alternativa importante para a gestão de frotas, porque facilita o acesso à informação e reduz o trabalho manual de organização dos itens.

Além disso, o sistema de gestão de estoque geralmente está associado ao sistema de manutenção de frotas. Dessa forma, associando o uso de peças e itens para serviços aos próprios serviços.

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Perguntas frequentes

O que são as curvas A, B e C?

A curva A reúne os itens de alto valor e/ou alta importância para os resultados: peças críticas de reposição do motor, itens de segurança, filtros de ar e de óleo e, em operações de transporte, o próprio estoque de pneus. A curva B fica no valor intermediário, com baterias e cabos elétricos, lubrificantes e fluidos, componentes da suspensão. A curva C traz os de menor valor, como peças e acessórios estéticos.

Como calcular a divisão entre A, B e C?

A classificação parte de um cálculo de proporção sobre o valor financeiro, ou seja, o peso de cada item no valor total do estoque. Como parâmetro geral, a curva A costuma responder por volta de 80% desse total, a B por algo entre 10% e 15% e a C por 5% a 10%. Depois do cálculo, os itens devem ser organizados do maior para o menor valor para separar o primeiro grupo em A, o seguinte em B e o último em C.

Por que aplicar a curva ABC na gestão da frota?

Porque ela dá organização estratégica ao estoque e, a partir disso, ajuda na redução de custos, no planejamento de compras e na tomada de decisões. Na prática, o método previne a aquisição de itens em excesso, evita que falte recurso importante no estoque e sustenta uma previsão de demanda mais precisa, o que reduz o risco de veículo ocioso esperando peça.

O que preciso levantar de cada item no inventário?

O inventário deve trazer, item a item, o valor de aquisição, a quantidade utilizada dentro de um período determinado e a descrição. Um modelo de pneu, por exemplo, precisa aparecer com marca, modelo, tamanho e função, além da quantidade comprada comparada com a quantidade efetivamente usada no período. É esse detalhamento que permite classificar cada item em A, B ou C com alguma precisão.

Preciso de um sistema para fazer a curva ABC?

Não necessariamente. Dá para fazer com papel e caneta: é mais trabalhoso e sujeito a erros, mas viabiliza o método quando não há recurso financeiro para contratar uma ferramenta. A planilha é o meio-termo, porque ainda exige trabalho manual, mas automatiza a curva com fórmulas, desde que os dados fiquem atualizados. O sistema ajuda a reduzir trabalho manual e costuma estar associado ao de manutenção.

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