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Gestão de frotas

Como evitar os danos nos veículos de construção

Jade Zart Jade Zart 4 min de leitura
Como evitar os danos nos veículos de construção

As empresas que trabalham com veículos de construção, como as de engenharia e construção civil, precisam ter uma gestão de frotas bem feita para evitar os danos excessivos nos veículos.

Por serem todos veículos pesados, é mais comum que sofram danos e tenham mais desgaste que outros tipos de frota. Porém, com os cuidados adequados, também podem ter uma durabilidade melhor e reduzir os custos da operação. 

O que você deve ter mais atenção é na hora da manutenção, pois é nesse momento que os principais problemas são identificados e corrigidos antes que cause a perda dos ativos.

Confira, no texto:

Quais são os veículos de construção?

Como falamos, são veículos pesados, capazes de sustentar  e transportar materiais como tijolos, areia, pedras, e assim por diante. Além disso, devem ter uma boa estrutura para transitar nos terrenos de construção — em muitos casos, são irregulares, cheios de terra e detritos.

Alguns exemplos incluem: 

  • Guindaste;
  • Retroescavadeira; 
  • Empilhadeira;
  • Caminhão-tanque;
  • Betoneira;
  • Guincho;
  • Trator.

Como fazer uma boa gestão de frotas de construção?

Visando o retorno positivo da gestão de veículos de construção, você precisa seguir um conjunto de ações que, de maneira geral, são semelhantes aos de qualquer outra frota. Isto é, controlar os custos, manutenções, abastecimento, pneus, dentre outros.

A boa gestão de frotas deve partir da visualização de maiores dificuldades no setor, para providenciar planos que sejam pertinentes à sua realidade. Dentre os mais comuns, podemos citar a dificuldade na conservação dos veículos, a instabilidade nos preços de combustível e a durabilidade dos pneus.

Confira o que mais é importante na gestão de frotas dos veículos de construção:

Controle financeiro

Esse tipo de frota é de alto valor, sendo essencial ter um controle próximo dos custos diários e gerais da operação, registrando todos os gastos e marcando quais foram imprevistos.

Ao analisar a quantidade de gastos além do orçamento no mês, e realizando a gestão completa da frota, você consegue ter a visualização dos problemas que levaram ao aumento de custos e identificar as melhores soluções.

Planejamento de rotas

O deslocamento dos veículos de construção precisa ser muito bem pensado por dois principais motivos:

  1. Eles são muito pesados, chegando a toneladas mesmo sem a carga carregada.
  2. Muitas vias urbanas não permitem a passagem desses tipos de veículos, sendo necessário conhecer as leis da cidade e planejar de acordo, evitando multas e acidentes.

Em adição, o deslocamento para um veículo tão pesado tem um alto consumo de combustível. Então, as rotas e a necessidade de movimentar o caminhão devem ser muito bem analisadas e planejadas.

Gestão dos pneus

O peso dos veículos faz com que o motor precise de mais esforço para se movimentar, gerando, também, maior atrito nos pneus. Então, mesmo que sejam produzidos especificamente para os veículos de construção, os ativos possuem um desgaste mais rápido. 

Como são peças de um alto custo de aquisição, acompanhar o seu desgaste e tomar todas as medidas necessárias para evitar uma perda antecipada é crucial para a redução de custos da frota.

Igualmente, cuidar dos pneus previne que maiores danos aconteçam na estrutura dos veículos. Dessa forma, você economiza duplamente — na compra de pneus e na correção dos veículos.

Manutenção preventiva

Dar atenção especial à manutenção da frota, identificando os cuidados específicos com cada tipo de veículo e trazendo as ferramentas necessárias para que tudo ocorra de maneira ágil e padronizada é fundamental.

Enquanto a manutenção corretiva pode parecer uma opção, não trazendo custos contínuos no dia a dia da operação, ela tem cobranças únicas mais caras que uma rotina de manutenção preventiva.

Nesta segunda alternativa, existe um cuidado diário, realizando checklists de veículos na intenção de antecipar a ocorrência de problemas. Como falado, ela traz custos mais frequentes à gestão, mas de menor valor acumulado que um conserto do veículo.

Além disso, quando o veículo vai para a correção direto, fica mais tempo parado e pode ter sua vida útil reduzida.

Cuidados para planejar as manutenções da frota de veículos de construção

Como as frotas de construção podem ter diferentes tipos de veículos, você deve ter atenção no planejamento de manutenções. Por exemplo, considerando que um caminhão tanque precisa de um checklist de inspeção diferente de uma empilhadeira.

Afinal, apesar de algumas semelhanças, os itens que compõem cada checklist são diferentes e até mesmo o funcionamento dos veículos traz problemas distintos. Enquanto um pode ser mais suscetível a ter pneus desgastados, o outro enfrenta mais problemas de vazamentos.

Dessa forma, você deve planejar e criar os modelos de checklist para cada veículo que possui. Além do mais, precisa entender qual a frequência necessária que cada máquina precisa ser verificada.

A criação dos cronogramas de inspeção é bastante útil na hora de instruir os condutores e demais colaboradores sobre a necessidade de manutenção. Assim, ninguém fica perdido sobre quando precisa verificar o veículo e o que deve procurar.

Para planejar ainda melhor a manutenção preventiva dos veículos, você precisa saber como montar o seu plano de manutenção com eficiência, quais as melhores ferramentas para facilitar o processo, e muito mais.

Por isso, nós preparamos também um post super completo sobre o assunto, trazendo tudo o que você precisa saber sobre a manutenção preventiva de veículos.

Perguntas frequentes

Os veículos da minha obra quebram mais do que os caminhões de rua. Isso é esperado?

Em parte, sim. Todos são veículos pesados, e isso torna mais comum o dano e o desgaste maior do que em outros tipos de frota — some a isso os terrenos irregulares, cheios de terra e detritos. Mas não é destino: com os cuidados adequados, esses ativos também podem ter durabilidade melhor e custar menos à operação. O ponto de atenção é a manutenção, quando os problemas aparecem antes de virar perda do ativo.

Vale mais a pena manutenção preventiva ou corretiva numa frota de construção?

A comparação está no custo acumulado, não no custo de cada evento. A corretiva pode parecer opção por não trazer custos contínuos no dia a dia, mas suas cobranças únicas são mais caras que uma rotina preventiva. A preventiva cobra com mais frequência, em valores menores, e se apoia em checklists diários para antecipar problemas. Há ainda o efeito no ativo: quando o veículo vai direto para a correção, fica mais tempo parado e pode ter a vida útil reduzida.

Posso usar o mesmo checklist para uma empilhadeira e um caminhão-tanque?

Não. Cada checklist é composto por itens diferentes, apesar de algumas semelhanças, e o próprio funcionamento de cada máquina gera problemas distintos: uma pode ser mais suscetível a pneus desgastados, a outra enfrenta mais vazamentos. O caminho é ter um modelo por veículo da frota e definir de quanto em quanto tempo cada um precisa ser verificado. Cronogramas de inspeção ajudam a instruir condutores e demais colaboradores sobre quando checar e o que procurar.

Por que os pneus de veículos de obra desgastam tão rápido?

Pelo peso. Ele exige mais esforço do motor para movimentar a máquina e gera maior atrito nos pneus, então mesmo os modelos produzidos especificamente para veículos de construção têm desgaste mais rápido. Como são peças de alto custo de aquisição, acompanhar esse desgaste e agir antes da perda antecipada pesa na redução de custos. E há um ganho duplo: cuidar dos pneus previne danos maiores na estrutura do veículo, economizando na compra e na correção.

Por que o planejamento de rotas de uma frota de obra é diferente?

Por dois motivos. Esses veículos chegam a toneladas mesmo sem carga, e a passagem desse tipo de veículo não é permitida em muitas vias urbanas — daí a necessidade de planejar segundo as leis da cidade, para evitar multas e acidentes. Além disso, deslocar um veículo tão pesado tem alto consumo de combustível, então tanto a rota quanto a própria necessidade de tirar o caminhão do lugar devem ser analisadas antes.

Por onde começa a organização financeira de uma frota de construção?

Pelo registro. É uma frota de alto valor, então o controle precisa acompanhar de perto o custo diário e o custo geral da operação, anotando todo gasto e marcando quais foram imprevistos. Depois, ao analisar quanto se gastou além do orçamento no mês — e com a gestão completa da frota rodando —, fica possível enxergar que problemas levaram ao aumento de custos e escolher as soluções.

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